sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

papai from hell

em geral essa é minha época preferida.
é minha época preferida.

mesmo qdo eu tava no Compras ferrada sozinha recém chegada fechando material para os mais mirabolantes projetos das engenharias, que parecia que só tinham aqueles poucos dias para se realizarem antes do fim dos tempos, e chovia na hora quwe eu pensava em sair, e eu ficava lá presa.

mesmo qdo eu morava numa quitinete numa neighborhood bastante hell, terminando a faculdade e trabalhando num emprego médio para baixo e malhando e ainda fazendo comidinha.

mesmo quando a gente era tão liso, mas tão liso, e tão feliz mas tão feliz, que o papai e a mamãe fizeram uma árvore de natal de uma bananeira!

Assim, esse ano teve UMA COISA q foi um lixo, que é quando fazem questão de te fazer mal. Fazer mal ao próximo inadvertidamente já é condenável pela awarenessless, negligência, preguiça de pensar nas consequencias, sei lá. Mas propositalmente é FODA. Brincar com o sentimento alheio sem pensar no que vai acontecer depois, ou fingir que não se importa, é passível de sentença perpétua, ou deveria ser. (...) Posso providenciar.

De resto foi tudo bem.
Todas as outras coisas que eu achava que estavam mais ou menos melhoraram mesmo!!!, exceto que eu ainda não havia desistido de ser lisa não importa quão bem me pagassem. Isso é reversível, esse ano eu desisto e aceito a insistência da minha empresa de me enricar.

Eu amo Natal. Amo. Acredito na renovação. Acredito em renascimento.
Acredito que eu possa voltar a acreditar nisso agora no plano da realidade, quando eu preciso acreditar. Eu quero acreditar.

Nesse momento eu me sinto idiota como se eu fosse a última da terceira série a ainda acreditar em Papai Noel. Não sou nem nunca fui alguém de fé cega. Eu acredito na beleza do real, no cotidiano, no hoje, no palpável, em presença. Deus para mim se manifesta nas coisas todas que eu vejo e toco, e por isso eu não preciso imaginar alguém invisível, imaginário, utópico.
Eu quero o real.
Essa barba TEM d ser de verdade.

sábado, 13 de novembro de 2010

mistério, com pompa.

filme de terror da primeira década deste nosso século é assim um porre. sangue artificial como se fosse chuva, mutilações, choro compulsivo, riso histérico, animais mutantes zumbis vampiros alienígenas com sociopatias agudas, etc.

sabe o que me dava medo de verdade?
documentário sobre OVNIs.
a revista ano zero.
e, last but not least, au contraire, o grande livro do maravilhoso e do fantástico.

é claro que eu assistia TODOS os documentários sobre OVNIs, comprava a ano zero todo mês - é verdade que não durou muito... - e adoraaaava o compêndio de título humilde supracitado. e é dele que quero falar.

era na verdade da viviane, uma das pessoas mais interessantes e adoráveis EVER na história da minha vida, que - fuleiragem! -, em nome da ancestralidade e da minoridade, voltou pra sua foz do iguaçu natal. sétima série, cdfs e felizes, andávamos nós, a liliane, de quem não tenho notícias, infelizmente, o carlos eduardo, que de vez em qdo aparece no jornal local no papel de autoridade policial, o samir, chatinho, de óculos por cima dos olhinhos verdes, engraçadinho, que posso dizer que foi minha primeira little crush.

e o livro tinha capa dura, vinho, letras em dourado, esse nome pomposo, uma linguagem rebuscada... e uma coletânea de mistérios all around the world, com ilustrações e fotografias, em folhas grossinhas e de textura quase áspera na minha lembrança. eu virava as páginas com o coraçãozinho pulando.

lá estavam o kraken, o caso de kaspar hauser, a casa na espanha onde apareciam rostos fantasmagóricos, bichos abissais, teorias da conspiração...

e eu amava o formato.
aquilo sim era assustador.

não pretendo, é claro, isolar o meu meninozinho em um mundo colorido governado pelo cachorrinho doc, embora seja um fenômeno de nosso tempo com que ele vai sim conviver. minha intenção é que ele também tenha acesso à beleza do mistério, do estranho, da linguagem usada por algumas etapas `a frente dele. assim imagino um homenzinho capaz de construir imagens mentais e sensações únicas, mais sutis, mais sugeridas, e fortes o suficiente para levá-lo além do lugar comum.

aliás, vou já procurar o livro...
nessa vastidão sem muitos mistérios que é a internê, alguém sempre tem o que vc procura... né?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

quando o sol não arde

tem luta que não vale lutar.

pq tira teu foco e tua energia de outras maiores, mais importantes.
therefore, entrego as armas, baixo a guarda, bato no chão os tapinhas da desistencia.

eu vou contornar a pedra porque o caminho e mais longo do que esse trecho. e aih q eu vou descobrir que aquilo nem era o meio do caminho, talvez seja ali a primeira decima parte dele. e sabe-se lah o que tem depois daquela curva.

dentro da nuvem de gaze

viagem rápida.
nenhuma janela.
duas horas a mais por um dia, e sem tempo p recuperar do jet lag da volta.

aproveitei o avião. dormi e tudo.
dona eliane e gregor, boas companhias!
boa sorte com o netinho, boa sorte com abu dhabi.
adoro senhorinhas que conversam como se tivessem acabado de te reencontrar muitas vidas depois!, adoro homenzinhos bons que valorizam o pai e a mãe e os irmãos em casa.

errei feio uns cálculos vitais na minha vida.
um vôo e uma epifania tardia.
adoro voar.

domingo, 7 de novembro de 2010

so isso mesmo, obrigada!

fui ver a bimbi tocar.

assim, a bimbi foi um bebê de novela, linda!, e isso era o principal que se dizia dela.
sabe o que ela fez com essa opinião geral?
nada. nadinha mesmo.
foi ser o que ela quis, independente d acharem isso ou aquilo dela.
ela podia acreditar que a sorte na loteria genética era a informaçao mais importante sobre ela, mas não.

e hj ela toca bateria - e muito!, sou fã!, e podia ter acreditado tb no estereótipo da menina que toca em banda, de meia arrastão com furoes, coturno, etc. mas nao.

e trabalha num orgao publico, concursadinha. e trabalha feito uma moura. de verdade. com ela nao tem essa, nao 'e emprego, 'e trabalho, tem que fazer tem que fazer.

e é assim.
ela quer fazer uma coisa, e joga fora a embalagem de preconcepcoes, preconceitos e estereotipos daquela coisa. e vai atras de saber como 'e que faz, e como faz certinho, p ela fazer. e ela continua linda. e cheia das metas e dos metodos p tudo. Uma das minhas favorite people ever, indubitavelmente. agora na versao franjinha assimetrica. =p

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

four letter words

Gosto de gente que fala bonito, que escreve bem.
Gente que sabe se expressar.

Outro dia fazendo uma entrevista falei p moça, "meu amor, se vc ficar enrolada, eu não vou nem saber se vc é boa nisso, eu não adivinho; fale!". Né? Oras.

Uma coisa que eu sempre odiei era a falsa simpatia gerada pelo pacto da mediocridade, ou como diz o morrissey, we hate it when our friends become successful. saca?, o sujeito solta a frase, "eu sou leigo, né, mas na minha opinião"... ou "sabe q esse negócio de número é complicado"... ou "eu não sei explicar com palavras boniiiitas"... e o pior, "quem estuda muito fica doido".

Caralho.
Eu não consigo acabar de expressar o quanto eu ODEEEEEEEEEIO tudo isso.
O quanto eu tenho vontade de ESPANCAR a pessoa que acha bonito alimentar o medinho de falar em público. Charminho (leia-se * doce) prestando um desserviço. A menos que eu já goste da pessoa e pronto, eu desisto logo.

Fale.
Achar que os outros estão TOOOODOS olhando p vc e julgando vc é que é se achar o máximo.
A pessoa te ouvindo quer entender o que vc está tentando dizer, e não preencher as notas nos quesitos evolução / comissão de frente / alegorias e adereços.

O pior é que essas pessoas acham bonito pagarem de coitadinhas, que não sabem falar ou não conseguem - ai, trava!, acham uma graça, como se o mundo fosse TODINHO formado de papais e mamães que vão achar muito fofo o passarinho ficar brincando de aprender a voar p sempre.
É assim não a vida!!!
Hora de voar.

good old moon

eu se fosse aquela mosca morta daquela bella ficava era com o jacob.

primeiro:
eu jamais seria aquela mosca morta da bella.
aquela postura errada, aqueles olhos de peixe morto, aquela cara faltando um sorriso, uma expressão... não dá. e olha q eu acho a kirsten stewart liiinda. a personagem é q me dá nos nervos. tentei acompanhar a sequencia - afinal, com todo o estardalhaço, TINHA q saber do que se tratava.

segundo:
entre vampiros e lobisomens, desde que eu me entendo por gente prefiro lobisomem. fala sério, vampiro é nojento. o sujeito não pega sol, bebe sangue (eeeeeew...), vira morcego!, e tem aquele arzinho blasé/cliché que dá vontade de deixar o cara lá falando sozinho e nem esperar o longínquo fim das frases.

lobisomem é o que há.
ainda mais naquela embalagem.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

flipping coins

>> ia fazer trilha sábado com os colegas, limpar a nascente do mindu. não deu.
acordei cedaço e disposta, me vesti e tudo, mas a chuva literalmente me driblou - fez que foi, voltou, e não me deixou ir. depois vi as fotos com a Viv e me chateei.

bright side:
aí fui p academia, e malhar é um negócio que me deixa bem...
me relaxa, faz eu me sentir forte, eu quase sinto a capa vermelha flamulando nas minhas costas qdo eu termino. 30-40kg nas abdutoras/adutoras, 60-80kg nos leg press bastam para eu ME SENTIR. =p

>> fomos ao circo com o pequeno Yasser.
e não levei a câmera... tive que me contentar com a foto de quince rreaiss que a tia tava vendendo lá.

bright side:
pense numa alegria!
e batia palminha. e gritava. e fazia a dancinha. e dava nome as coisas - toda luz era lua, e os acrobatas de roupa fluo eram os homens-tchutchu. e comeu duas jujubas! e agitava a porra da hélice que acendia/mudava de cor/rodava/ tocava música - esquizofrenia em forma de brinquedo. e fazia áááááá, e ôôôôôu. levantava os bracinhos. se divertiu!
eu vou lembrar para além das possíveis imagens congeladas.
pq era isso que eu queria guardar, aqueles olhinhos brilhando de cheios das novidades, e felizes, e aquele sorriso de dentinhos de leite.
>> fui no casa cor sabado, e, bicho, é lindo.
assim, tem umas poucas coisas que eu achei exagero, dentro daquela linha veja como sou rico... eu gosto 'e de coisas engraçadinhas, cores, brinquedos...
e tinha. como tinha.
o espaco da paradise eu queria p mim!, e a garagem tb!, e o globo em preto e branco, e os detalhes em madeira das paredes, e tinha uma cozinha la toda equipadinha de electrolux, num estilao funcional/bonito...
dark side:
...
pois é.
negócio é que eu achei uma boa ideia juntar todas as coisinhas materiais que comprovam minha existencia enqto ser social e botar tudo numa bolsinha de mao totalmente perd'ivel. pois e. Divinha??? Perdi. Sou uma z'e cueca mesmo.

nice to know you

a pessoa chega para a outra, com um ar desapontado:
ah, vc mudou, vc não era assim...

nada disso.
vc que idealizou.
vc que achou que a pessoa era isso, era aquilo.

cada pessoa é o que é, inquestionavelmente, indubitavelmente, e cada ação ou palavra ou pensamento dela é coerente com o conjunto.
the thing is, o conjunto é uma coisa enoooouuuuurrrme. e, humanos que somos, tiramos nossas conclusõezinhas em cima do pouco que conhecemos.

aí é que está o erro.
a gente devia responder assim, quando alguém pergunta, "conhece fulano"?

- nada... convivo com ele há apenas seis anos... ainda não o provoquei até ele ter motivo real para me bater... ainda não vi como ele se comporta em fila de check in de aeroporto lotado... não sei se ele chuta ou faz voz fininha quando encontra gatinho de rua... e ainda não sei se ele choraria de assistir "o brilho eterno de uma mente sem lembranças". (...), ah, sim, o nome? isso eu sei. e o telefone dele, também tenho... anota ae...

pois é.
nao é que as pessoas mudam.
vc é que ficou achando ae que as conhecia e taaals, e aí qdo elas se manifestam, vc fica todo surpresinho. dont. para os outros, vc eh que é cheio das surpresas, e algumas elas vão comparar lá com as fichinhas delas e vão achar ruim, tô te falando...

its what u want it to beeee, yeahh

as pessoas nao mudam.
a gente é que se engana.

sobre o mote, segue a rima.
uma nota: a gente não deve esperar demais das pessoas.
elas já sao coisa para caramba cada uma.

e vc não gostou do que achou e reclamou com o arquiteto
isso está fora de esquadro, isso era para ter quatro lados
se eu não estou inteiro no seu projeto,
se minhas faltas, defeitos e desafetos
me tiram pontos para vc
eu digo
meu amor
eu sei
que vc é mais do que só o que eu quero
por mais que isso seja tanto de voce
eu quero, eu quero, quero vc aqui

e se eu vejo faltas, defeitos e desafetos
é pq eu esperava
bobamente
q vc coubesse no meu projeto
quando vc é mais
bem mais
e eu te compro assim mesmo
com para sempre tanto por descobrir.

no céu havia nove luas

esse disco é lindo.

tem muita coisa de rock nacional que eu queria que alguém com culhões gravasse, especialmente paralamas.

acho que a língua mãe tem o poder de fazer vc quase que só ouvir as palavras, pq elas estão ali na sua lata, ainda mais pros meus ouvidos letrados, colados numa cabeça que presta muita atenção nas palavras. aí a música fica lá atrás, sem força para empurrar mais sentido, no sentido sinestésico mesmo, à letra. Então dá vontade de que alguém baaaaaata mais forte nos tons e no chimbau!, ou que a guitarra grite 'a'a'a'a'a'a'a'a... (j'a era minha acentua'cao).

pois e, mas isso nao se aplica a essa perolazinha.
ate o encarte acerta, e passa a sensacao intencionada pelas musicas la dentro. o instrumental faz a sua parte de entregar a mensagem com a mesma singeleza, mesma beleza de coisa cotidiana que se redescobre.

*por onde vc andava que nao me socorreu?*

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

prejudice

Que fique claro que eu sempre me permito mudar de idéia, meu humor tende a ser bom e tenho uma tendência ao bright side.
Isso posto, segue uma lista do que me impressiona negativamente - incluindo, mas não limitado a:

- homem, i mean, pessoa do sexo masculino, com mais de 12 anos, que usa cabelo de cachos grandes, soltos e desgrenhados. porra. dá vontade de perguntar, meu querido, a mamãe não pôde te levar no dr cabelo essa semana de novo, foi?? me passa uma idéia de quem quer pagar de descolado e inocente de um jeito forçado. eu se fosse o nascimento COBRIA o rafael de porrada por não cortar. e raspava a pulso.

- ...

'e isso.
ah, mencionei uma lista?
desculpa.
eu so estou deveras chateada com terem colocado uma peruca da vovo mafalda no personagem.

tb odiei o alexandre do oliver stone. em alguns momentos, tive certeza que o diretor estava de piadinha, estava tentando me sacanear pessoalmente, mas isso nao tem nada a ver com o titulo do post... pensando bem, homem de cabelo pintado - e mal pintado, nesse caso! - tb nao tem o meu respeito.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

explica direito isso aí!

uma coisa que conversando com muhammed uma vez a gente concluiu.
o significado da mensagem está em quem a recebe.
o melhor que quem transmite pode fazer é colocar de maneira que o recebedor a acolha como o transmissor a pensou. Loooogo, o transmissor tem muito é que saber como o receptor funciona.

motivos para essa colocação:
- a troca de sms entre a autoridade palestina e o governo de israel hoje de manhã - inner joke nada engraçada.
- a di.fi.cul.da.de que é tentar convencer ou explicar pro meu chefe qq coisa com a qual ele já não seja familiar.
- a maneira como eu respondo a críticas.

sim.
saca essas pessoas que odeiam ouvir que estão erradas?
*left hand up in a quick, short move*
pois ééééé.
diga que esse caminho é mais longo, ou que já está tarde e não dá para fazer alguma coisa, apresente os elementos da situação que eu não estou enxergando, argumente considerando as possíveis consequencias...
eu respondo bem a TUDO isso.

porque sou adulta, oras.

não sou criança, que a pessoa diz, vc está sendo teimosa!, e puxa e leva para onde vai dizendo que ela ainda não é gente.
ora, já sou gente.
não me puxe.
não diga que eu estou errada ou que eu fiz errado.
tire o foco de mim!!!
o problema é a situação e a leitura da situação, TIRE o FOCO de MIM!!

ora.
humpf.
*faz beicinho*

sábado, 16 de outubro de 2010

kind of a badass...

eu queria ser marrenta.
adoooro mulher marrenta.
saca aquelas que no filme faz cara de chata, faz piadas crueis e careta p camera? que chuta lata, fala grosso, repica o cabelo, veste couro?

por exemplo, eu gosto de hole.
eu gosto da voz da courtey love, ate pq eu canto forcandinho, assim. style.
gosto da pink, da voz, das letras, das caretas.
gosto da shirley manson com os vestidinhos e as botas, e todo aquele lapis de olho na cara sexy/blase/im so gonna kick your ass.

mas naaaaao.
com essa voz, esse nariz de bolinha, essas bochechas?
quando eu demonstro chateacao, raiva, magoa, fico parecendo um yorkshire de lacinho mordendo a havaiana do dono. ai a pessoa vem e faz oooooolha que graca, se chateou...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

new season - week one

tenho dormido mal, porque as circunstâncias não permitem que seja diferente.
mas estou tranquila e no centro de mim mesma.
e quando deixam, durmo como um bebê.

amanhã tem academia, unhas, sol, coisas de mulherzinha.
talvez eu até finalmente vá lá no colego comprar um ou dois bons pares de sapato. definitivamente vou levar o siberian creme para arrumar o salto.

outra coisa há muito adiada é arrumar meus telefones.
tenho três aparelhos pela metade.
- um c3 com restrições alimentares - só carrega em 220V - e com traumas de cunho sexual, já que eu coloco o cabo usb ou o fone nele, ele pira, desliga, desmaia, grita...
- um 5800 do.ca.ra.lho, que eu adoro, mas que eu entulhei ele de coisa um tanto, mas um tanto, na memória dele e no micro-sd de 8gb, que deu bad block, believe me. aí a touchice dele fica comprometida, o bicho fica lento, tem uns apagões...
- aí tem o x3 que funciona beleza, mas que se bate nas bolsas e, como as teclas de mídia são do lado da tela, resulta que o pobre fica cantando sozinho, baixinho, para ninguém, atéééé a bateria acabar... morro de pena. ah, e como ele é de slide, se eu abro p chamar o nome na agenda, corre o risco de eu estar falando c a pessoa e taaaals, a 25 centavos, empolgada... aí um movimento mal calculado e pááááá, o slide escorrega, fecha e desliga na lata do interlocutor. aí lá vai mais 25 centavos. engraçado como a gente fica econômico com coisas econômicas.

que maaais...
ah, tb vou arrumar meus documentos, físicos e eletrônicos.
quem sabe até declare meu imposto atrasado, com multa e tudo.

e procurar um novo endereço.

mas é assim mesmo, vai dar trabalho, tudo dá trabalho.
mas só de pensar nas compensações me dá até vontade de lavar roupa.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Finis et Circencis

Ontem fui no Tihany, de supetão!, com a Ivana e o Richard e sem o Max, que já tava dormindo.
Eu adoro espetáculos espetaculosos. Mágica, foguinho, corda bamba, trapézio, contorcionismo. E plumas, paetês e helicópteros. E ar condicionado. E pipoca. E luzinhas coloridas! E sair de supetão.

Ainda tiramos uma foto massa!

E o carinha que tirou a foto ainda ficou cheio das gracinhas pro meu lado.
Achei engraçadíssimo, até pq sotaque castelhano é um negócio hilário.
Assim, se fooooosse o bonitinho do número da cama elástica que parecia o Iker Casillas, talvez eu não tivesse vontade de rir!!
Mas é foda, parece que tudo que eles falam, falam apertando o olhinho p ti.
Como disse a Marie: Yo voy a comerte.
Num dá! A pessoa tem que rir!!!
Huahuahauhauahuhua...

Fato é que o circo é do caralho, bonitaço, e os números impressionam!
Principalmente os de magia!, que eu só pude crer que era magia mesmo, assim, bruxaria!
Várias vezes dei gritinhos, arregalei os olhos e ri alto.
Adorei.

Tomara q Muhammed leve o Max.

domingo, 3 de outubro de 2010

Equação de segundo grau de última...

Ano passado foi um dos melhores anos ever da minha vida.
Sim, ele foi declinando no quarto trimestre, e eu devia ter desconfiado.
Era a preparação para esse 2010 de LIXO que parece que não acaba.

Como o Billy Corgan, eu tenho noção do quanto eu sou abençoada, por mais que a minha situação me pareça a pior possível. Sou saudável - quase kriptoniana, trabalho em um negócio bem estimulante numa empresa do caralho, ninguém me dá a idade que eu tenho, meu filho é lindo, e não estou me separando com base na lei maria da penha.

Mas mesmo eu tendo padrões melhores do que a maioria para dor, podem escrever aí que estou no limite do meu gráfico, e não na direção da felicidade.

Pelo menos em um aspecto da minha vida, eu estou vivendo a situação mais estranha possível, de estar fechando uma etapa grande da minha vida sendo obrigada a manter aberta uma porta que eu queria cimentar, e por causa do motivo da minha felicidade maior em 2009.

O bom é que, provavelmente, o quarto trimestre desse ano vai ser uma curva ascendente.
Eu mereço.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

lesson learned

meu pai levava minha mãe e a gente para todo canto.
birosca, estrada esburacada, futebol, casa de gente que a gente nunca tinha visto na vida, sitio, boteco, parente, prainha, show, capoeira, sorveteria, pra vila olímpica, até pro trabalho.

papai não hesitava em estar presente, nem cogitava não estar.
ele estava lá pra gente. ele cansava, é claro, mas distribuía a própria energia de um jeito que sempre tinha pra gente. almoçava e tirava siesta pra depois recomeçar. acabava dormindo cedo e acordava cedo - até mais cedo do que a gente gostaria.

o otimismo doidão e a presença que transbordava também resultavam em coisas tipo bebedeiras que só eram engraçadas até certa altura, em um sentimentalismo que às vezes cansava, uma falta de senso prático quase assustadora em certos aspectos, e em noites abraçado com o bono, nosso cachorro.

é claro que tiveram fases em que eu só enxergava os defeitos, quando eu era adolescente e ainda achava, bobamente, que as pessoas ou eram boas, como eu achava que era, segundo meus pequenos critérios de semelhança comigo mesma, ou não serviam.

Hoje,m exatamente hoje, meu pai é uma parte enorme do que eu acredito bom e verdadeiro.
e olha que eu sei que ele não éééé assim O Direitão. nem é.
mas eu sei, porque lembro, porque conheço, que ele foi bom.
e que muito do que eu quero para minha vida vem dele.



ah sim, ele está vivo e bem, e nem é aniversário dele.
a razão desse post é tão subjetiva que não vou nem tentar explicar.

u got to stand up - take a look around - look up way to the skiiiies...

tem dias em que tudo muda.
como as ferragens do avião, eu fecho os olhos e aceito.
não vou evitar, e nem vou espernear. tem que mudar, tem que mudar.

o cristiano ronaldo qdo soube que some random woman teve um filho dele, o que fez?
assumiu, pegou p criar, fez um bom acordo com a mulher e anunciou no twitter.

dia desses o ricky martin me aparece com a cara mais lambida revelando que gosta mesmo é de homem.

o wanderley luxemburgo, que já foi técnico do zidane!, admitiu que fez beeem pouquinho ou quase nada de bom do atlético de goiás.

a cleo pires me resolve sair peladona e tals, tendo namorado, irmão e pai vivo.

isso me mantendo na superficialidade das coisas.

toda hora alguém decide alguma coisa, e a gente muda e cresce ou avança ou se dá um tempo ou melhora ou piora in the speed of the choices that we make, como diz o marido da gwen. choices, ou coices. bem, estou num momento centradinha, não é um coice dessa vez, tenham certeza.

well, its my turn now.

só isso por enquanto.
ainda tenho de me gastar internet afora para achar um deputado federal não-palhaço, não-extrema-esquerda, não-só-procurando-um-bom-emprego-com-alguma-pompa, sem histórico de fuleiragens e sem amigos esquisitos. ai, que esse ano não acaba...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

reguinhas escolares...

Nao eh "regrinhas" escrito errado... quase isso. eh de regua. Pense numa pessoa que tem saudade do trema....

Sim.
Saca a velha discussao sobre ciencia e religiao? Acho imaturissima.
Porque eu aaaaaaaaaamo a ciencia, amo tudo o que ja descobrimos, tudo o que nos trouxe ate aqui. Se hoje o sujeito que vota mal e fica pensaaando pensaaando para descobrir que setembro eh o mes nove pode dormir gostosinho assistindo vampiro na teve a cabo, com seu split 9000btus, depois de mandar um sms safado p vizinha, eh gracas aa ciencia, desenvolvida por outros homens, em outros lugares e/ou outras epocas.

mas tambem sei que, por mais que seja a melhor coisa que temos, ela esta limitada a seus limitados autores. na minha cabeca, eh como se um garotinho de franja na cara estivesse soh com uma regua escolar na mao para entender, preparar o esquema e reparar TODAS as diferentes redes eletricas deste lado do atlantico. uma graca, nao eh? aih ele provavelmentissimo nao vai conseguir tudo, mas tudo que ele conseguir eh tudo que se tem. saca?

a gente ouve, ve, cheira, sente, traduz o gosto. thats all.
e isso eh ateh que muito, a gente diz, e mede o mundo e alem baseado nisso.
e se nao for?
e se a gente estiver erradissimo?
e se nos estamos mesmo vivendo na matrix, dormindinho em casulos e fantasiando uma vida toda complexa no compasso do algoritmo de sentidos que as maquinas nos empurram cortex adentro?
hein?
hein?

esses meninozinhos de reguinha na mao podem nos salvar.
ou estar tao perdidos quanto os que nem tentam.
mas poxa!, eles estao tentando, olha que graca...

ta-dah!

Ontem tava passando O Grande Truque em algum canal.
É um desses filmes que ninguém dá nada mas que ensina bastante.
Esse é sobre caráter, como a escolha sobre o que fazer com um milagre que está diante de você diz a seu respeito.

Outro que eu amo é O Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças. Outra obra prima, sobre como o caminho pisado pode ser bonito toda vez que se passa por lá, mesmo sabendo que lá também estão as mesmas pedras.

E a Amèlie Poulin, que ensina como pode ser fácil interferir na vida das pessoas para dar um colorido a mais, colocar beleza e absurdo, tipo o do anao de jardim rodando o mundo e mandando as fotos para casa.

E o Horton Hears a Who!, eu AAAAAAMO o Dr Seuss. Uma pessoa é uma pessoa, não importa o seu tamanho. Sabe que isso me ensinou mais sobre as pessoas que parecem assustadoramente grandes? Pois é, eu sei que elas também são pessoas, com meias furadas, raladuras de infancia, vontade de acertar, raiva do cabelo, uma mae que liga e faaaaala que soh, e tudo mais.

(...)
Olha so... em comum a esses, e a outros que me ocorreram - do Idiocracia, que eh engracadissimo, ao Alice novo e velho, um classico -, parece que eu tenho mesmo um gosto para o nonsense. A realidade é meio sem graçona, fechada nessas compotinhas pré-classificadas que os sentidos nos servem. Nada menos do que o fantastico é o que eu quero. Pelo menos. With big hunks of big lessons.

sábado, 18 de setembro de 2010

this will be the day that i die

gosto de miss american pie, a musica, tanto a original quanto a da madonna.
tem referencias pop ali pelo meio, e kind of texas christian church childhood memories, e tem um tom meio se eh assim que seja, mas nao de conformismo, mas de compreensao pelo incompreensivel. quem diria, numa faixa cover cantada pela madonna. eu sou mesmo muito bicha.

the thing is, eu nao tenho medo de aviao. nunca tive.
inclusive ja senti alguns chacoalhando assim e dificilmente fico tensa.
tenho mais medo de estrada esburacada, porque pode ser q eu nao morra, mas fique pela metade para sempre. aviao nao. ja foi, ja foi.
entao, quando o aviao chacoalha, eu espero passar e, se piora, eu fecho os olhos e aceito. respiro e penso em alguma musica randomicamente, assim, a da vez. ultimamente tenho pensado no menino, no sorriso, nas palminhas, na cara de aaaaa, nas caras de chateio dele.

miss american pie ate q e apropriada como plane crash soundtrack.
as silly as it may sound.
imagino fechar os olhos, pensar nas pessoas, respirar fundo como quem bebe alguma coisa alcoolica e quentinha, e nao sentir mais nada nem antes nem depois das ferragens.

"do you believe in rock and roll
can music save your mortal soul
and can u teach me how to dance real slow?..."

fala serio... *esconde uma lagriminha*
to me sentindo a mae do sheldon aos 50 lembrando de como ela era aos 17.

mimos

eu moro em manaus, certo?
ir ou voltar para cá leva muuuito tempo de vôo.
e eu reconheço a importância para o plano das coisas quando as companhias aéreas cortam despesas para se concentrar no core business de levar e trazer, barateando as passagens e permitindo que todo mundo voe. Legal, e tals...

mas é muito tempo de vôo.
preciso de compensações.
e é por isso que eu amo voar de TAM.

tem ráááádio. sanduichinho quentiiiinho. tem caféééé. tem cerveja lá p quem gosta - não eu. passam duas vezes, pegam o lixinho sempre... são adoráveis.

e ontem o fator sorte estava do meu lado.
no canal pop rock tocaram uma música q eu adorei, mas agora vou ter q esperar o richard acordar p perguntar qual seja - algo como i kept myself and honest brain ou i got myself out of this train or something.
no canal memórias tocaram o original de miss american pie - e tem uma variação sobre esse tema no próximo post.
tinha almofadinha p miiiiim.
peguei janela como eu gosto.
não tinha ninguém do meu lado e pude deitar d bruços de atravessado num vôo noturno com o fone cantando para eu dormir - e dormi mesmo um pouco.
comi o sanduichinho com suquinho de pêssego - e del valle...
as comissarias eram uma graca.

pois e.
se e p passar hoooooooras confinada numa latona voadora, q seja assim.
com musica boa, mimos e caramelos de chocola.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

*_*

no lo creo.
fizeram uma academia de hotel como eu queria.
um mini salão do flash dance.

to no Master, no centro de curitiba, qdo os encontros do projeto são no depósito em São José dos Pinhais. E tem um hotel todo bonitinho em frentíííssimo ao DSJ. E todas as meninas dos Tops estão lá. fora q eu já tive um probleminha com nf com eles uma vez,e a culpa nem foi deles, mas mesmo assim. humpf. fazer solicitação de viagem com pressa dá nisso.

pelo menos eu vim decidida e preparada p malhar.
a sala de ginástica fica no último do último andar. peeega o elevador, sobe sobe sobe soooobe, aí peeeega umas escadas de emergêêêência, aí q chega.

e qual não foi minha surpresa...
chão de taco, espelhos inteiros nas paredes, janelões e vidros mostrando as luzes noturnas da cidade. aparelhos poucos, bons, novos e todos da mesma marca. per-fei-ta. a sala de ginástica q eu faria na minha casa de sonhos.


sabia nem o q fazer de tão feliz.
fiz minha sequência de alongamentos q só dá p fazer só, fiz leg press q eu adooouro, treinei giro, plié-elevé-passé em todas as direções, e até abdominais estáticos, e séries delas, certinho! parecia menino.

o master está perdoadíssimo.
eh, e a elisabeth até me deixou separado a segunda via da nota p eu resolver minha bronca.
uma estrelinha para eles.

COMPANHIA AÉREA

Treinamento nos sistemas novos e preparação para o Go-Live em CTBA.
Aí eu pego o vôo 1726... que atravessa o Brasil via TODAS as capitais do west side.
Descemos em Porto Velho. Em Cuiabá. Em Campo Grande. Aí vem o Paraná, né? Sorte a minha. E quem ia de Manaus para Porto Alegre, última parada, hein? Me diz?

Pelo menos tive boa companhia.

De Manaus a Porto Velho meio que dormi, já que pude exercer minha crença na siesta produtiva pós-almoço.

Em Porto Velho subiu um carinha mó tranquilo, e conversamos até Cuiabá.
Que bom que ele não se incomodou de me encontrar atravessada nos três assentos, quase dormindo... Imagina, eu abro o olho e lá em cima está o cara, com uma mochila enorme, pensando em como fazer para se acomodar ali.
Bem, falamos das cidades que conhecemos, de restaurantes beleza, de carro, de trabalho. Cumpriu bem seu papel de easy talk para matar o tempo.

E de Porto Velho a Curitba, havia essa senhora, toda ativa, viajante, um amor.
Conversaaamos... estava vindo de Manaus, a passeio, e voltando pro seu Paraná.
E o engraçado é que, quando dava um intervalinho - o serviço de bordo era servido e ficava no corredor no meio da gente, ou tinha que afivelar os cintos, ou algo assim - ela atualizava o velinho do lado dela, olha, ela trabalha na Electrolux, ela tem um bebê, tem fábrica da Sony em Manaus.
E ela escreve, olha que sonho. Mora no interior do Paraná, numa cidade que eu imagino muito fofa, escreve, tem duas netinhas gêmeas, viaja com o marido a passeio para destinos assim exóticos como Manaus.

Fico me perguntando se nesse mundo de redes sociais a gente precisa deixar pistas para continuidade para esse tipo de coisa.
Pq conversa de avião é como conversa em espera de consultório, ou de salão de beleza. A pessoa tá ali só para não morrer de tédio, e de repente é legal.
Está ali sem precisar se disfarçar ou parecer isso ou aquilo, despretensiosamente ali.
É como se, já que o outro vai já embora, dá pra ser totalmente genuíno.
Sem fingir que se é superlegaaal, interessantííííssimo ou coisa assim.
Adoro.


PS texto salvo como rascunho no notebook em modo desconectado pq eu queria não perder da cabeça.
PS2 Tá vendo como eu não caibo no twitter?

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A SMALL VICTORY


Recuperei meu Smiles há coisa de um mês.
Olha só, tirei meu Smiles há 11 anos...
e cá estou com ele em mãos, atualizado, e abastecendo com as milhas retroativas de até seis meses e com as novas.

Ridículo, né?
Mas eu comemoro essas coisinhas.
É como se finalmente chegassem pacotes de jujubas delicado aqui na lanchonete da empresa.
i'm that silly.
=p

CÉU, AGAIN


e hj o sol amanheceu vermelho.
me senti em meu kripton natal - =p
qdo a lua nasce vermelha é pq o dia foi F*, muito quente mesmo.
portanto, a lógica me mandava prever o pior.

nasceu assim - bonito pra crl, anunciando certamente um dia de cão.

naaaada.
tá nubladinho assim, e ainda não há relatos de rebeliões, assassinatos em massa, piromania ou profetas do apocalipse ou a fairuza balk pelada gritando pelas ruas.
so far so good.

adoro o sol.
e a fairuza balk.
kinda miss her.

COMO EU CANTO MAL

música é um negócio que me emociona.
choro com música. internalizo as mensagens. picture the scenes.
sou suscetível último grau, assim, para música.
aí eu quero transmitir isso de alguma maneira e não.con.si.go.
eu falo, aqueeeela música assim, ó..., e algo mais ou menos assim acontece:



vc não vai conseguir identificar a música.
vc vai querer q eu pare de tentar e não vai saber como dizê-lo.
vc vai tentar pensar em outra coisa bem alto para ver se consegue se abstrair.
se vc for meu bebê, vc vai chorar até dormir pq vc ainda não aprendeu a andar para sair correndo.
vai começar a chover beeeem forte para que não se ouça mais nada.
cavalos vão se atirar ao mar.
(eeeeh)

mas é.
*palha.*
=(

sábado, 4 de setembro de 2010

por água abaixo...

pois é. não ganhei na megasena.

e eu tinha tudo planejado.
os familiares e amigos que iam ganhar parte disso e quanto, quanto eu ainda ia deixar guardado, aonde eu teria casas, quantos anos duraria meu ano sabático, quanto eu doaria para minha diretoria para fazer do prédio da Top um castelo de cristal para os clientes, e para pendurar permanentemente um casaquinho gucci numa cadeira, para quando eu me entediasse de rodar il mondo, entre a patagônia e a semana de moda em milão, eu tivesse o que fazer...

não ia transparecer que ganhei.
ia fazer o depósito para cada um deles, escondidinho!, e depois mandar pelos correios uma declaração cheia dos protocolos e salamaleikans oficiosos para que eles pudessem se explicar à Receita Federal quanto a uma movimentação tao atipica - um deposito! e ainda por cima DISSO TUDO!

ia viver como a maior fdp ever no meu ano sabatico - iates recheados de prostitutos do leste europeu para mim e para minhas amigas, ia pesquisar destilados mundo afora, ia botar silicone, ia acordar meio dia todo dia!, ia viver de biquini victoria's secret/rosa cha e around the fake fur, ia visitar as pessoas que eu considero fdp e dizer olha como eu to beeeeeem!!!, e depois voltaria ao normal, so dois ou tres andares acima de onde estou atualmente. ah, sim, e depois de investir todo lo que puedo para a huyndai fazer carros flex; idealmente, a hidrogenio.

queria fazer era o meu complexo educacional, e franquea-lo para o mundo.
e supervisiona-lo pessoalmente.

ah, mas agora fica pra próxima.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

ZOO


fui no cabaret.
aquela casa gls no centro.

boniiiiita... fizeram em um casarão antigo daqui.
a fauna local dançando "de com força", com suas mais apertadas camisetinhas, que sinceramente caíam bem em assim umas três figuras, em pleno saturday night fever casa cheia. foi divertidíssimo.
foi como ir ao porão se de repente todos aqueles seres tivessem descoberto o homossexualismo enquanto lifestyle.
e a marie e o bff são as melhores companhias ever para brindar veneno às gargalhadas.

by the way, pedi um nescau do mal lá, chamado Lola...
um copo alto com um monte de gelo raspado que eu não dei tempo de derreter, com chocolá e uma combinação de duas sei lá o quê alcoólicas.
me like it.

acho até que a gente volta.

sábado, 28 de agosto de 2010

vestiu uma camisa listrada e saiu por aí

vou sair.
camisa listrada é vintage demais p meu gosto, e eu não uso navy desde a menarca.
anyway, vou sair, acredite.

nem me leeeembro a última vez que o fiz. o último gole de caipiroska - ah, lembro sim... na noite de 17/07... tentando fazer o melhor da minha companhia.

preciso me desengatar de umas armadilhas, preciso seguir meus próprios conselhos.
acho que foi nietzsche que falou que a coerência só é possível na divindade. E nem adianta a gente tentar encontrar os termos dessa coerência porque, como humanos, somos incapazes de coerência. faça o que eu digo e não faça o que eu faço. e quando sou eu que digo para mim, hein? f*deu, né?

boa sorte para mim.
vou dançaaaar, tentar conversar mais alto que a múúúúsica, vou falar mal de uns frequentadores, e muito bem de outros, e rir alto, e tomar goles de bebidinhas coloridas e slightly - mmmm... tá, heavily - alcoólicas.
espero que isso faça alguma coisa boa por mim.

ps. bff e marie de mi vida, here goes some love... *audience goes wild*.

domingo, 22 de agosto de 2010

downtown

eu gosto de feira.

amo!!, adoro aquele bando de gente tão diferente de mim de uma maneira não desmerecedora - repare que sou muuuito preconceituosa, e no entanto nesse caso eu só enxergo a parte boa das pessoas diferentes -, aquele bando de coisa, especialmente handicraft, marchetaria e roupinhas relax, adoro as crianças, as barraquinhas de guaraná, de tapioquinha com castanha, os peruanos fantasiados de índio tocando flautinha, as estátuas vivas fazendo buuu! pras crianças, os sebos de livros.

então, hj tem duas coisas de origens opostas que eu quero muito! e ainda não comprei:
o atlas da história da humanidade em bom estado que eu só vi no final da feira, 11h da manhã já, com menino no colo e já out of cash, além da caixinha de música beeem mecânica e pequenininha que toca moon river, da fred flare, que eu vi na Leju.

tirando esses dois markups para próxima oportunidade, essa foi uma manhã excelente.
dentro daquele programa de compensações.

tomara que o atlas ainda esteja lá domingo que vem.

é pedir muito?

no meu mundo perfeito, eu acordo disposta e faço séries de musculação e finalizo com alongamento. pego o max, que no mundo perfeito acorda quando eu envio o comando mental para que ele o faça, sorrindo!, nos arrumamos e cada um vai pro seu lado. aí eu faço coisas dignas de figurar com estrelinhas no informativo da empresa - não qualquer empresa, não qualquer jornalzinho! -, garanto comissões recheadas para mim e para a equipe, chego em casa e sou recebida com um monte de amor pelos homens da minha vida - mari, fils, descansamos e vamos passear, e chegamos e as petit enfant simplesmente apagam até a manhã seguinte, e eu posso receber o prêmio por mais um dia feliz...

para isso as pessoas tinham que ter sido projetadas por mim usando o código fonte da matrix!, e o dia tiha que ter 36 horas, e eu tinha que tem um dispositivo de beleza que com um toque na tela touchscreen!, fizesse minhas unhas/me maquiasse/me penteasse/fizesse os tres passos para uma pele perfeita no fim do dia, incluindo hidratação automática em mim to-di-nha!, com uma loçãozinha de perfume suave e leve efeito glow.

ah, e claro!, eu dirigia um santa fe.
alternando com a bike modelo custom com mini sidecars para os petit enfant.

sábado, 21 de agosto de 2010

não dá.

se tem uma coisa q eu acho BREGA nessa vida é combinação de jeans justinho com tamancão. caralho, se for aqueles marguta de salto transparente então, eu mando a moça levar o currículo dela de volta pra zona. pois éééé, sou preconceituosa último grau.
assim, se eu tiver teeeempo e conhecer a mulher e descobrir que é uma questão só de mau gosto, espero criar confiança e tals, e assim que achar uma brecha!, largar aquela clássica, "meu amor assim, sem ofender, esse seu outfit pode ser mal-interpretado..."

outra coisa: homem de cabelo pintado.
bicho... tava pensando nisso hoje, e na verdade foi a razão desse post - só q lembrei da marguta e meus sentimentos a respeito do tema quase gritam. hj é aniversário de um sujeito que eu adoro - e claro, como não trabalho mais com ele, não faço a menor idéia como ele vai -, que era gente boa, bom caráter, honesto, aprendia rápido, inocente sem ser otário, e que disse umas verdades na lata do President Evil que se eu tivesse lá eu aplaudia de pé.
Só que ele pintava o cabeeeeelo...
Qdo eu vi a primeira vez, eu pensei, ah, não vou trabalhar com um sujeito que pinta o cabelo, fala sério!!! Isso é o quê, acaju com louro claro acobreado?? FODA.
Bem, como não fui eu que contratei, ele entrou.
E olha só, ele era beleza. Chamava de filho, até.
E ele parooou de pintar o cabeeeeelo!!!!
Obrigada meu filhão!!
E feliz aniversário!!!

Mulher de boné.
Eu quero dizer em ocasiões não relacionadas a daylight sports ou festa temática pimps and hoes - ah, como eu queria uma.
mulher que usa boné p andar na rua sem ser para jogging, para ir para o cinema, para o shopping, situações indoor em geral.
Acho galerosããããão. ou no mínimo moleque demais.

eu não fui perua sempre, tá?
e táááá, eu tenho esse cabeção de panela que não me permite usar qq coisa.
mas acho - tanto em homem quanto em mulher - que boné dá a impressão que aquela cabecinha é só um adorno, que ainda não chegou na idade de usá-la de verdade, como se pensar fizesse a cabeça transpirar e portanto tornar impeditivo o uso de bonés.
logo, em mulher eu acho mais feião.
e fora que eu sempre acho q alguém de boné é certamente aquele tipo que escreve de maneira incompreensível no messenger. odeio.

abril

tenho d lembrar de, qdo eu tiver me recuperado e puder fazer a irmã do menino, fazer nas férias de julho para ela ser arianinha como eu pensei.

appreciate your concern

não quero contar as novidades.
elas me doem. fisicamente, inclusive, e ainda hoje.
sabe o que é imaginar uma vida toda bem bonitinha que não vai acontecer?
sabe o que é chegar perto do que vc acha ideal, fazer as contas, pensar nas possibilidades e no final vc literalmente sentir isso indo embora?

e por causa dessas novidades muhammed está fazendo de tudo para eu ficar tudo bem.
porque foi um pouco horrível.

faltou trabalho um dia in-tei-ro para cuidar de mim, e cuidou.
me trouxe água, sopa, leite, uma caixa de bis qdo eu acho q nem podia.
deixou o menino na casa da minha mãe (!!!) para que eu não inventasse de correr de madrugada p carregar ele qdo eu não podia.
me levou numa peixaria que só eu conhecia e gostava e fez comentários positivos a respeito - quem conhece muhammed entende o que isso representa
e ainda me levou para a mamãe para ficar lá com a mon popis, o max e a yana na beira da piscina, com os parentes dele para ajudarem com o max pq eu ainda não posso ficar carregando ele.
ouviu madonna comigo no carro.
tem feito tudo para eu esquecer, para me distrair, para eu ficar bem.
me carregou, até.

nada muda o que aconteceu, nada cobre o que eu perdi.
ainda assim e por tudo isso, agradeço o esforço e a dedicação.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Chuveiro Alt Pop

tem umas bandas que me dizem muito, me emocionam e tal, e que são inexplicavelmente underrated. do alto do castelo nas nuvens do meu um ponto de vista insano, se eu gosto, seria ÓBVIO que TODO MUNDO achasse genial. e se não achassem de cara, eu ia explicar direitinho, conduzir experiências plurisensoriais, dar provas matemáticas irrefutáveis, que aquilo é, sim!, lindo, assim.

algumas das minhas favoritas, e um ensaio de explicação:

finger eleven - deve ser porque eles são canadenses e têm aquela carinha de subgerente de seguros em banco b, assim. mas eles me deram a melhor lembrança ever de um dos piores defeitos do bff. rique, eu te amo!!! =p
*eeeeewww*
*no, really, i dont. i was just a bad joke*

lost prophets - deve ser porque eles são galeses. pois é, o país de gales e um país, sabia?, de verdade. que nem a escócia; mas sem aqueles heróis, aquelas saionas, aquele estilão. e eles, segundo o resto TODO da grã-bretanha, falam feio. mas po, o cara parece o boone do lost - superbonitinho. e eles são bons em refrão com coro para cantar junto assim!, mó emoção, e sobre coisas altamente positivas como superação e sobre preservar a lembrança dos melhores momentos da vida.

rival scholls - eles escrevem bonito pacas. e os refrões são altamente cantáveis junto. habituées das nossas playlists. aaaaand thats all i know about them. ah, e que eles dividiam o sam, o baterista, com o head automatica/glassjaw. olha só.

our lady peace - a voz dele é escrota. me apaixonei, é claro. as u know, gosto de gente que quer se expressar, vai lá e se expressa e pronto. e ele é sofrido de uma maneira não emo, mas aceitando a dor como parte da vida que é, e tirando liçoes bonitas disso tudo. tipo em 4am, adoro 4am.

ah, eu teria que botar áudio, foto, um video explicativo para cada um.
muito trabalho.
aceitem, portanto: são bandas excelentes, que valem uma audição.

papai inventando onda

porra.
nunca pensei que fosse TÃO DIFÍCIL!! achar na internê!!!, essa SELVA onde se encontra de um tudo!!, os discos que o papai tinha quando a gente era criança.

ele podia ter pedido qualquer cruza de utensilio domestico com toy art, qualquer tipo de camiseta engraçadinha / sentimental, qualquer tipo possível de equipamento esportivo de qualquer time obscuro, do campeão nacional do laos ao timeco da terceira divisão do brasileirão.

mas não.
bateu um saudosiiiiiismo, rapaz.
queria um pen drive - sim, pq papai é um sujeito style que tem player com entrada usb no carro - recheado com umas coisas véia que não tem nem registro nos blogs que oferecem suas musiquinhas à lá vontê. porque isso era do tempo do vinil. aí qdo saiu em cd os tios que tinham em lp nao compraram, e se o fizeram seus filhos ingratos não converteram para mp3 e/ou não disponibilizaram enquanto acervo cultural que é.

em toda parte tu acha o diabo do alejandro da lady gaga, mas o mambo da dança do caxambu, níng. o agepê, então? acho até que ele não existiu jamais. o paulo diniz que é até um sujeito mais aparecido um pouco foi um custo!!, achei uma coletânea pelo menos. e o belchior, que dia desses nem os parentes dele sabiam dele?

desejem sorte a essa pobre filha.

alanis, a sabichona

how long can a girl be tortured by you
how long before my dignity is reclaimed
how long can a girl be haunted by you
soon i'll grow up and i wont even flinch at your name
soon i'll grow up and i wont even flinch at your name.

eu sou ótima em esquecer pessoas.
as que eu gosto inclusive, BFFs de anos letivos passados, melhores companhias para almoço há dois refeitórios atrás. ex namorado e antes disso ex ficante então, é um ser mitológico de alguma civilização irrelevante.

(...)

ah, não.
era só isso mesmo que eu ia dizer.

domingo, 15 de agosto de 2010

a lot going on

tem muita coisa boa na minha vida nesse momento, e algumas ruins.
as ruins são beeeeem ruins.
tem pelo menos duas boas que me salvam o dia.
nesse momento nenhuma das duas esta available.
so espero que uma delas acorde agora chorando precisando de mim.

sábado, 24 de julho de 2010

muito diferente!

para muitas coisas eu sou que nem aquela propaganda de carro: tudo bem!
acho q era do fiesta 2008.

mas when it comes to a project, eu sou O ABUSO.
mas aí é que tá: não sou grossa, nem nojenta. Só que eu exagero a demanda, faço metáforas beeeem coloridas, faço a pessoa rir para não chorar, faço ela anotar na hora na minha frente, rabisco por cima do desenho dela e deixo a pessoa meio doida, mas sempre por uma boa causa. Aí a pessoa sempre lembra de fazer o meu, pq eu não peço igual todo mundo.

Percebi isso em dois momentos essa semana:

1. chegou um carinha lá no trabalho p falar com o Colega, e o carinha tava de teeerno e gravata, em manaus, depois que a cidade já havia voltado para os habituais 35º C ou mais. Viro p meu chefe e falo, eu tenho certeza que ele tá fingindo, whatever he says. Com um figurino e postura dessas, só pode estar interpretando um papel. Isso é muito surrealista.

Eu não acredito em ninguém que não "apareça", ou melhor, que nao transpareca. A pessoa que finge que nao esta quente pra caralho, ou que NUNCA escute musica no trabalho, ou que NUNCA nem mencione uma historinha pessoal, ou que nao acrescente SEQUER uma fivelinha tic-tac ao uniforme.

De tres, uma: ou essa pessoa nao existe, i mean, nao tem nada de interessante - e eu nao acredito que isso seja possivel - ou ela foi programada por uma corporacao ligada ao braco experimental da CIA, tipo o projeto arma x, ou ela esconde algo horroroso, como um cadaver no quintal, e esta se escondendo.

eu não faria nada para um cara assim.

2. Meu chefe - que eu achei que fosse um experimento do projeto arma XP acima mencionado mas ate q e belezinha - me mandou uma reportagem sobre uma empresa de sapatos em que os vendedores sao estimulados a serem espontaneos e positivos, e com isso "encantar" os clientes. e no foward acrescentou, "esse deve ser o espirito do nosso Top Service, e acho que estamos indo bem" .

Aeeee!!
Eu imaginava que ele ia me puxar as orelhas pelo tratamento às raias da informalidade, e pela maneira como nos tratamos no meu antigo setor - em minha defesa, devo dizer que o Colega e a Colega são pessoas de quem eu gosto deveras e nos sentimos a vontade o suficiente para quase que pretty much every possible joke.

Mas não.
Ele achou bom.
Que sorte a minha.
=p

nada de personagem pronto!

aniversário do meninozinho tá chegando.

e o negócio é q eu sou da era da pesonalização.
não gosto de nada igual a todo mundo.
prefiro comprar de 30 reais no bate-palma ou de 300 da moça megamaquiada no shopping do que de 50 na loja de departamento.

prefiro fazer eu mesma os convites do menino - e fico feliz q meus melhores amigos ever entendam isso, e façam tudo unique tb - por exemplo, a marie é foda.

prefiro coisas que remetam ao que eu gosto, ao que eu acho bonito, a inner jokes ou coisas assim, do que aqueles itens de loja de decoração de interiores para gente que quer que sua casa pareça de rico.

eu quero que minha casa pareça comigo.
eu quero que as nossas festinhas sejam a nossa cara.
preciso inclusive de uma costureira decente...

domingo, 18 de julho de 2010

coisas que me matariam

1.
em um filme de ação, o herói sempre pressente o perigo e vem, todo macho alfa, com um imperativo lacônico, assim, para as outras personagens. aí eu ia perguntar, ah é?, e por quê?, como vc concluiu isso?, de onde vieram esses números?

aí o monstro / psicopata / gêmeo malvado / cientista louco me alcançava, porque todo mundo seguiu o macho alfa sem questionar, e só eu morria!, é claro. ou morria primeiro, se for um filme da linha do wes craven.


2.
eu dirijo como um cara. um cara permissivo, que dá passagem para quem pede. mas um cara excessivamente confiante, que não tem medo de nada e que confia na matemática do mundo. para se ter uma idéia, eu dirijo tranquilamente com o carro ruim, sem óculos nem lente, cantando alto, num dia de chuva. só espero estar só no dia.

3.
sou indiferente quanto a minha saúde. doencinha é um negócio que eu ignoro até ela ficar sem graça e ir embora. tomo neosaldina, resfenol ou benegripe pq muhammed me obriga qdo acha q eu to gripando, e só. minha vó teresa, q era hipocó nos últimos, chegou a diagnosticar um tumor maligno beeeeem no comecinho e se curou!, na rede pública de saúde!, nos anos 80!, pq TUDO ela checava, o TEMPO TODO. eu teria, um belo dia, acordado assim do lado de lá, já.
e a teresa ia estar lá e eu ia ouvir...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

&^%%#$%, ora!

eu falo muito palavrão.
e por vezes uso expressões vetustas e pomposas, mas na verdade os palavrões são bastante mais frequentes em relacão a estas.
fato e q falo, mesmo, muito palavrão.

mas só os de cunho sexual e relacionados a ofensas morais.
todos os derivados de p*t*, c*r*lh*, c*lhão, f*da e derivados e conjugacões, x*x*t*, p*r*qu*ta, "my balls q eu não tenho" and so on. my personal favorite, enquanto expressão de raiva, frustracão e/ou desânimo e c*lhão de touro.

eu so não gosto, não uso e acho feio os relacionados a sujeira e detritos.
ficar falando essas coisas q eu não consigo nem repetir, p*rra, eu fico p*ta, mando logo dar meia hora de c* mais longe nessa c*r*lha. sem asterisco e sem pim.

como sou dependente.

to sem carregador, meu telefone morreu, e eu to sem chão.
e é um 5800, com navegador gps, wifi, bluetooth, câmera com lentes carl zeiss, touchscreen com aquela canetinha style...
é como ter uma ferrari sem gasolina, todos aqueles cavalos dormiiiiindo...

é porque aqui no trabalho eu tenho o database dos ramaaaais, emaaaaail, e o reloginho com calendário do wiiiiindows...
e se eu tivesse externa, hein?

não teria o básico, que é comunicação.
não teria agenda com nome, números, emails.
não sabia nem que horas eram.
e faria conta grande de cabeça, ou no papel.
e teria de ligar p mon popis, ou p muhammed, a cobrar, de orelhão!
é como voltar aos early 90s.
e pelas razões erradas.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

driving on the night...


Estive pensando sobre meus primeiros cds, na época em que os cds chegaram aqui. Os primeiros inclusive eu comprei antes de ter um player, ehehehehe... aparentemente, eu já tinha essa tendência à obsessão por coisas que brilham.

Foram – olha a discrepância:
o BloodSugarSexMagic do Red Hot Chili Peppers,
o Last Splash do Breeders
e o Nativity In Black, o tributo ao Black Sabbath.
Aí no meu aniversário é que eu fui ganhar um gradiente meiote que era o meu melhor amigo de todas as horas.
Não consigo localizar isso no tempo...

Anyway, em 95 eu já tinha uma coleção considerável.
Tinha comprado pela segunda vez o King for a Day do Faith no More, tinha saído o Mellon Collie do Smashing Pumpkins, e eu tinha ele duplo da caixa graaande!, e metal e grunge e alternativo e brit rock e até pop.
Fora minhas fitinhas, toooodas identificadas e com capinhas exclusivas, inclusive de bandas locais que eu gostava.

Depois na faculdade um colega me deu o Downward Spiral do Nine Inch Nails e o primeiro do Garbage, que são dois álbuns que eu amo até hj. E aí veio o new metal e muito mais alternativo – Sonic Youth, Weezer, Placebo graças ao Mano, and more.

E não muito mais tarde vieram os shows e festivais.
Lá ia eu, de calça de skatista quando eu mal andava de bicicleta!, e blusinha, e tênis – acreditem, eu já usei tênis, assim!, sneakers, de verdade!, - para pular, tirar fotinha numa câmera enooorme que a gente não tinha como saber como ficou a foto até revelar!, cantar junto e estar com os meus colegos.

BFF tinha que trazer aquele DVD...
Alguém converteu uns VHS velhos de festivais que a gente participou.
Aí, pronto, fiquei toda saudosista.
Blééé.

Ah, me divertia horrores...
E já estou querendo vender todos os meus bens para ir pro Woodstock Brasil com o Max.
No final, boas lembranças são nosso único tesouro inalienável.



PS 1. BFF, meu querido… só tenho maus conselhos nesse sentido.

PS 2. Player do Carro + USB é meu melhor amigo.
Melhor amigo inanimado, i mean.
Ganhou uma disputa acirrada com Advanced Turbo Lorenzetti e o
www.kickette.com.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

sorry, I ’m too busy to care!

"a minha insatisfação não vai causar impressão
o meu destino cruel não vai chamar a asua atenção."


Odeio gente carente.
Gente que precisa de aprovação o tempo todo.
O assunto me ocorreu ontem por duas razões, conforme abaixo.

1. Meu chefe novo ligou p informar que a negociação como eu a conduzi para o nosso prédio foi bastante bem sucedida!, e olha que nem é mais minha área. Lancei pro meu ex-chefe jogar para dentro das redes e foi lindo. Oh yeah. Uma estrelinha pra mim.

Eu sabia. Fui lá com a idéia de encontrar um homem difícil de lidar, e encontrei na verdade um homem que precisa de confiança no negócio e certeza que todos iam sair ganhando. Sei ler bem as pessoas nesse sentido. Deu certo; só não saí de lá com o papel assinado porque não posso, devido a minha recente mudança de área. Sou f*, eu.

Não espero estrelinha; me supreendo quando vem.
Faço porque gosto. Adoro sentir que alguma coisa aconteceu porque eu estava lá.
Adoro saber que eu mudei as coisas, que eu participei, a sensação do "eu que fiz". Adoro.
E normalmente não preciso de mais do que isso para ficar feliz.

Na fábrica de mídias virgens do President Evil foi assim, até ele chegar.
O Erick, o Toni Michael, o Charlie, o Allan Jones, a Reggina... a gente era Os Caras.
Até o momento foi minha experiência profissional mais compensadora.

Pelo menos até que eu veja o nosso Top Service pronto, e lindo – é claro.



2. Mon Popis teve que lidar com uma amiga carente último grau.
Dessas que acha que, porque vc não pôde atender uma ligação na hora, vc não gosta mais deeeela, e inventoooou que tava dirigindo para não atendeeeer, e que não precisa mais ligaaaar tambéééém... um drama do caralho, assim.

Bicho, eu teria mandar dar meia hora de c* mais adiante, e voltar quando passasse a viadagem, dependendo do grau de intimidade da amizade, é claro. Se nem fosse tão amiga assim, eu ignorava e deixava passar.

Eu deixei de abrir a informação de visita em perfil no orkut pcausa disso.
"ah, viu meu perfil e não deixou um scrap, nééé... ah, nem comentou minhas fotos, nééé...". Frescura do caralho. E daí? Só tenho isso pra fazer da vida, agora? Tu é meu chefe, tu é minha nega? Eu perco logo a paciência.

E pra mim tem um agravante.
Desde que minha idade tinha só um dígito que eu tenho miopia, um leve astigmatismo que atrapalha meu senso de perspectiva óptica – me pede pra desenhar uma linha reta! – e um ligeiro estrabismo só pra dar um charme.

Ou seja: se eu não te cumprimentar quando a gente se cruzar por aí, é porque eu ainda não desenvolvi percepção extra-sensorial, e posso não ter alcançado sua presença com esses meus olhinhos limitados. Mas pode ter certeza que, sendo vc alguém de quem eu goste, e  vc não se sentir ofendido com minha deficiência visual e for lá comigo, vou fazer a maior onda!, te dar um abraçããão, perguntar as novidaaaaades, e como vão as criaaaanças...

Mas não venha com frescura de carência pro meu lado não!, cobrar amor via redes sociais.
Odeio frescura. Como diz Minha Doce Popis, dou logo só de murro na costela.
=p


PS. se a menina do Canto dos Malditos na Terra do Nunca tomasse uma semana de Resfenol, eu gostava um pouco mais.
Maaaas, pra quem gosta de smashing pumpkins!, tá ótimo.

king in the castle, king in the castle

Sabe o que eu gosto qdo to em casa?
De me embolar no chão com o Max.
De explorar o pátio atrás da casa, e o da frente.
De andar à vontade - u got it -, de brincar de brigar, de botar música e cantar alto.
De só ligar a tv na hora de assistir algo específico, tipo Big Bang Theory ou TVZ, ou um filme depois que ele dormir, para que ela não fique onipresente na casa.
De ler pro Max deitados no chão, ou na cadeira de embalo, eu ele no berço e eu na cadeira.
De fazer ele me procurar atrás do sofá e gritar quando me achar!
De dormir quando ele dormir.

Mesmo que isso signifique só ter tempo para navegar à toa, fugir para fazer as unhas ou malhar – numa hipótese às raias da utopia - quando o pai está em casa. Porque é assim que tem que ser.
O Um Lugar que eu tenho na vida para ser feliz é a minha casa.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

POR SE SABER

sobrinha grande resolveu tomar um grande passo.
fiquei orgulhosa e torcendo para dê tudo certo, e o que não der, que ela saiba consertar.

e o um conselho que eu dei: se saiba.
saiba no que vc é boa, e no que vc precisa melhorar, e no que vai lhe acompanhar para sempre. saiba quem vc é, do que gosta, o que quer fazer.
e não deixe ninguém achar que pode lhe dizer com certeza nenhuma dessas coisas.

Esse é o mote.
Tem três coisas a desenvolver daí.

UMA:
eu ODEIO ter de escolher palavras p não ofender quem se ofende com outra pessoa sendo boa em alguma coisa. É, tem gente assim, e não é pouco não.
ODEIO. suporto muito melhor gente que "se acha", que diz deixa que eu faço, que nisso eu mando ver, do que gente recalcada, que fica querendo te forçar a ser "humilde" porque não suporta que outra pessoa seja melhor que ela em alguma coisa.

eu sei no que eu sou boa e gosto, é claro!, e sei no que outras pessoas são melhores que eu, e isso é normal, não me ofende, e fico feliz em saber que elas sabem aquilo que eu não sei, pq aí eu tenho de quem perguntar, oras. e por isso prefiro que a outra pessoa bote muita fé em si e diga, ah, disso eu entendo!.

DUAS:
a medida do conselho é eu cheguei até aqui e isso é bom, mas ainda tenho de chegar lá.

vc não tem de se surpreender se alguém disser, ah, como vc é inteligente, como vc é bonita, como vc é legal. Isso VOCÊ tem de saber com certeza, e outra pessoa perceber isso não é garantia de ela ser especial, só significa que ela não é tapada. Vc vai saber se ela é especial se ELA lhe for legal, inteligente - bonita é sorteio genético, embora ajude horrores não há mérito -, interessante, engraçada, bom caráter... com um e/ou entre cada um desses adjetivos.

mas vc tb não pode se isolar achando que as pessoas são horríveis e escolher ninguém nunca para sempre nem pra conversar porque ninguém te merece. Nesse caso, nada de ser um avatar copo cheio. A gente tem muito o que aprender com os outros. E até vc descobrir como as pessoas são, é sempre bom ouvi-las, observá-las, conviver com elas, aprender o que elas sabem, aprender a lidar com elas. Só assim a gente tem chance de troca positiva.

TRÊS:
Sabe aquela história de "às vezes quem tá de fora sabe mais do que quem está dentro"?
ODEIO. MENTIRA das mais prejudiciais.

Ninguém sabe o que acontece para além do que sabe quem está sendo acontecido.
NUNCA vou fazer o que me dizem. Questão de percepção, até uma questão fisiológica: vc sabe baseado no que os SEUS sentidos te dizem, comparando com SUAS experiências anteriores. Logo, me dizer o que fazer em determinada situação só serve para que eu saiba o que VOCÊ faria no meu lugar. É uma informação a SEU respeito. Da minha vida, meu coração e minha cabecinha, quem sabe sou eu.


A sobrinha grande agoooora que vai pensar sobre si mesma.
Nada de ser ostra. Vai ser uma pessoinha agora.

terça-feira, 6 de julho de 2010

E' nell'Amore non so più sperare

Saí do hotel umas 6:30.
o Céu de CTBA estava ainda aquele lilás escuro acinzentado da estação passada, e o rádio do táxi tocava umas músicas que eu podia perfeitamente ter escolhido enqto a gente descia a venida das torres, antes de chegar em são josé dos pinhais.

Aí veio a deixa do pavarotti em miss sarajevo.
e era a hora que o céu estava começaaando a abrir os olhos, e com a sombra da kirsten stewart comentada pela diadebeaute.com... um rosa com vinho esfumaçado, só uma faixinha prevendo um sol bonito de uma maneira assim não agressiva.

eu sou muito suscetível, me falta pouco pra chorar com coisa assim.
me sinto abençoada em muitos níveis, não como os crentes que acham que vão pro céu, se achando o trigo em oposição a joio, mas como alguém sortudo o suficiente para estar lá atento quando acontecem essas coisas.

uma vez eu e muhammed estávamos indo... pra onde mesmo?, acho que visitar a tia da ponta negra, e no céu tinha umas nuvens num aglomeradinho assim, como se elas tivessem se dado as mãos para uma dança, e a luz do fim da tarde por trás dela era em verdes e rosas. e a gente ficou feliz de verdade. tentou fotografar, mas tem coisas que não se deixam caber numa fotografia.

ah, mais uma de hoje:

justo o aeroporto em CTBA calhou de estar embaixo das umas nuvens grossinhas no céu essa manhã na hora de decolar. mas curitibano é assim mesmo, tô nem vendo, tenho que ir, vou - e isso é legal deles. subimos. na subida já atravessamos o manto - e qdo atravessou, eu olhei p baixo, já que só escolho janela, e olha que a uma janela que tinha p mim era na última fileira que não reclina.

parecia um edredom feito de pashmina, marshmellows e dedos de pés de bebês.

adoro o céu.

adoro o lá fora - não o lá fora do x-files, mas o lá fora das janelas de avião.
por exemplo, qdo eu chego de noite em manaus, com aquele bando de água lá embaixo, e as lâmpadas dos postes acesos, parece que é uma rede de luz flutuando.

fora que o sol aqui nunca toca o horizonte quando se põe.
ele se desfaz, se desmancha, se mistura com as nuvens antes disso.

a gente aprende muito com o tempo e com o céu.

sábado, 3 de julho de 2010

Brasiiiiiiil...? Really?

tá, vou falar de copa.
pero muy brevemente.

o paraguay jogou até os finalmentes. o chile também. e eu sou fã da argentina desde a copa américa que não ganhamos pq futebol é momento - pois é, pode tacar pedra, mas o brasil só jogou de verdade a final naquela copa américa.

fato é que só dei um jeito de parecer que tava torcendo pro brasil pq a comoção geral me fez acreditar que, se eu confessasse meus sentimentos, seria espancada.

quem acompanha futebol não deve ter botado muita fé na seleção canarinho...
eu modestamente acho que o brasil faz tempo que joga bola muito bem, mas futebol mesmo não joga nada. os talentos individuais não se conversam, e é tudo muito emocional - se o brasil começa tomando gol, di-fi-cil-mente se recupera e vira o jogo. se a gente faz um e o outro time vai lá e empata, parece que nada mais faz sentido, e cada jogador se recolhe com a bola e fica mordidinho e não presta nunca mais.

é por isso que teve tanta zebra na 1a fase.
porque os times de nações futebolisticamente emergentes têm a humildade real - e não a cantada pelo brasileiro e não seguida - de se preocuparem com esquema tático, de enxergarem para onde a bola deve ir, o que devem buscar, até sobre como resistir e continuar tentando, pq sabem que provavelmente vão tomar gol.
e hj, depois dessa manhã alvíssara, sou alemã desde a mais tenra infância.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

=(

aparentemente eu sou a outra.
muhammed já está casado com a InferNokia.
perdi que nem vi.

não podem me acusar de não ter feito o meu melhor para cobrir todos os possíveis setores de uma familiazinha feliz.
mas homem não lê nova ou marie claire.
homem não lê reportagens sobre como manter seu casamento, como não cair da rotina, ou sugestões de family bonding activities.

me peguei suspirando de saudade imaginária de duas situações.

a colega contou que chegou em casa e o marido tinha amarrado uma corda num balde, e tava arrastando a neném deles, da mesma idade do meu menino, pátio afora dentro do balde, e ela gargalhava. fora quando ele corre com eles no carrinho de compras do supermercado. e anda de bicicleta com eles - eles têm essa, e um que vai fazer dois anos, e a bicicleta tem uma cadeirinha na frente e uma atrás.

e outro colega declinou uma mudança de turno que ele esperava há um tempão - ele entrava a noite trabalhando, e tava desesperado para voltar para as manhãs - porque o enteado de cinco anos está de férias escolares e não teria com quem ficar, e ele que ficava só com o moleque até a hora do almoço.

muhammed chega esgotado.
não tem forças para criar uma boa lembrancinha de infância sequer.
o tempo que tá em casa tá no celular ou no notebook.

amo a empresa que eu trabalho, e uma das razões é pq ela não é uma louca possessiva.
mas pq eu não deixo ela se transformar em uma.
cheguei em casa, estou em casa, ora.

*sighs*
tá tudo errado.

sábado, 26 de junho de 2010

Dente

os dentes de cima do max vieram como o exército de átila. arrepiando.

ele não quer comer.
aí fica com fome. e com gases.
aí não consegue dormir.
e choooora... ele não é de chorar à toa.
e chora tanto que arranha a garganta.
aí é que não come mesmo.

cenário de pesadelo...
ou não.

a gente vai testando até achar o que ele consiga comer.
e com fome ele come mesmo.
e tem pomadinha p gengiva, e sprayzinho p garganta.
e passa.
paaaaaaassa.
como tudo na vida.

odeio que tratem isso como se ele estivesse doente, ou sofreeendo.
ou como se o choro dele fosse sinal de algo terrível.
e fiquem agarrando ele, e com ele no colinho p sempre.
é uma das muitas partes não legais de crescer.
so?...
fato é que vai crescer, e dores maiores que essas virão.
e se depender de mim, ele vai estar pronto.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Heroínas

eu gostava da olívia palito. e da lois lane. e da gwen stefani.

da olivia palito pq, assim, ela era tão magrela quanto eu - eu só não tinha aquela postura horrorosa -, falava fininho e se vestia maaaal... e no entanto ela devia ser encantadora, engraçada, fofa, inteligente... tudo de bom, em suma; só não era bonita, mas isso é um sorteio genético e, portanto, o tudo de bom dela era todo mérito dela.

é claro que eu ignorava que os pretendentes passavam meses no mar e qualquer coisa que não tivesse cabelo no peito tava valendo para eles.

mas num determinado episódio, eles brigavam por ela - com vantagem para o brutus -e, no meio da confusão, caiu um barril de cera nela (hã?). a cera escorreu e ficou em forma de pernão - a câmera (hã?) mostrava eles no chão, um com as mãos em volta da garganta do outro, e olhando umas canelas grossinhas e lustrosas, e eles fizeram "wow"... aí a cera derreteu, e ficou só os cambitinhos dela, e eles suspiraram lamentando... e continuaram brigando por ela!!

ela era o máximo. assim, despretensiosamente, ela era.


Já a Lois, desde o Superman I.
Ela era inteligente, tinha uma profissão que eu queria ter, era estilosa e tinha personalidade. Adoro o conjunto saia e blazer branco listrado com camisa vermelha do final do Superman II. Adoro ela dando instruções claras sobre como gostava do suquinho de laranja dela. Adoro como ela não era vítima, não vivia em função de ser bonita, como era engraçada. Uma heroína atípica, e adorável. Praticamente a Zooey Deschanel de seu tempo.



E a Gwen Stefani.
Especialmente no começo da carreira. Ela pulava e se divertia, e tinha amigos homens e era moleque sem deixar de ser mulherzinha.
Até para haver troca, saca? Odeio mulher que na frente dos homens age como um alvo, "olha, sou uma mulherzinha, vem me pegar, sou pegável", ou que vira um cara. Ora, a gente é mais que isso. Que lição a gente ensina se não mostrar quem é de verdade? Aposto que conviver com a Gwen fez aqueles caras entenderem que mulher é uma pessoa, que pode ser uma companhia do caralho sem ser sexually available. E eu queria TODAS as roupas dela.

domingo, 20 de junho de 2010

estabelecendo um padrão

ia fazer a lista dos clipes que eu mais gosto.
eu sei, devia estar falando de copa do muuundo, do corte de cabelo da mayana num sei das quaaaantas, da inelegibilidade dos candidatos envolvidos em processos, parará.
mas não, só faço o que eu quero aqui.

- o meu preferido of all times, - atenção possíveis parceiros de quiz televisivo valendo um milhão de dólares - é o rocket, do smashing pumpkins. os molequezinhos fazem um foguete no quintal de casa e rumo a um planeta onde eles vêem, numa transmissão intergaláctica - wow - a banda tocar. e quando chegam lá, a banda é de velhinhos. olha só, física quântica, rock alternativo e early 90s, tudo junto.

- fireflies, de uma banda bobinha nova, com um monte de brinquedos velhos criando vida e cantando, lá à sua maneira.

- o life in technicolor II, do coldplay, com o teatro de fantoches popstar. amo! especialmente quando eles entram no helicóptero no fim do show e jogam a baqueta minúscula para uma fã.

- o nine in the afternoon, do panic at the disco. adoro esse cd. ele no piano de pijamas parece que tem cinco anos. dá vontade de carregar pelo sovaquinho e dizer nenéééém...

pois é.
aparentemente o emprego dos meus sonhos era ser assistente de sete anos do beakman, ou apresentadora mirim do art attack. o que pagasse melhor.

terça-feira, 15 de junho de 2010

SHE WORKS HARD FOR THE MONEY

e fui malhar soziiiiinha ontem.

a academia do hotel é minúscula, e beeeem arrumadinha.
o piso em um verde petróleo lindo, que fazia minha meia escorregar e facilitava meus exercícios preferidos.
máquinas novinhas, pesos ainda limpinhos.

meu sonho dourado era ter um sala de treinamento igual a do flashdance em casa.
adooooouro flashdance.

e quando era mais nova, não entendia como é que uma operária soldadora podia ter um salão daqueles em casa.
é claro que entendo que aquilo não era a casa dela.
mas eu quero um negócio daqueles.
igual no clipe de halo da beyoncé - aliás da beyoncé eu só não quero o marido.
paredes TODAS espelhadas, piso amadeirado bacana, barras para apoio.
eu quero, eu quero, eu quero.

Ah, ODEIO exercício aeróbico em academia.
Não faz o menor sentido correr ou pedalar se a paisagem não muda.
gosto é de puxar ferro e de me alongar...
e de polainas e bodies pretos.

A MÚSICA DOS OUTROS

estou no rio de novo.
adoro viajar. é bom para deixar a gente melhor disposto para com o próximo, areja os pensamentos, acrescenta uns elementos novos.
todo dia a gente ouve uma gíria nova ou aprende onde fica um restaurante ou barzinho novo - nokia maps, te amo! - ou um novo mau costume no trânsito, ou descobre uma nova combinação possível de camisa / camiseta / echarpe / óculos de sol, .

e o que eu mais gosto é de ouvir.
não levei fones de ouvido e eu sou muito "tudo bem", não deu, não deu.
então fico ouvindo a fuga do fone dos outros, o que os carros que passam estão tocando, o ponto de ênfase nas frases quando vêm de dupla conversando.
e isso enche de verdade meu coração.
dá vontade de puxar pra conversar.

não, eu não sou a louca que fica com cara de "ai, me esbarra?, tô tão carente!", com o olhar do bambi e um sorriso congelado para estranhos na rua. só gosto genuinamente de gente. tenho certeza q todo mundo tem pelo menos uma boa história e, como eu não sou a mencionada louca, eu imagino por seis segundos o que tem de legal naquela pessoa, a partir da leitura do outfit / companhia / assunto com a companhia / expressões e caretas / tom de voz / música.
pois é.
já já volto.
saudade da ivana.
queria que ela estivesse aqui.
eu, ela e a jujubas íamos nos divertir horrores.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

recapitulando minhas últimas raivas

in no special order:

- não liguei p meu chefe dizendo q hj era a consulta do max e portanto nao tinha como encontrar ele de manhã na fábrica no primeiro dia ever do cara em manaus para o plano da vida dele da filial nova. legal. sou uma escrota.

- o pessoal do prédio... dono, despachante corretor... bicho... minha primeira ponte de safena, ou aneurisma, o que vier primeiro, vai ganhar o nominho desse pessoal. tá FODA. é ridículo a pessoa não te dar retorno, qdo vc vai atrás do retorno ela não te atender - ao longo de dias... - e uma terceira pessoa dizer, depois desses dias aí mencionados, que ela não atende pq fica com vergonha de não ter o que dizer!!! fala sério!

- cortei o cabelo. juro q eu só queria dar um grau no meu corte padrão, que é o mesmo há uns seis, sete anos, mais até se eu considerar q a última vez q eu vi meu ombro sem cabelo era o mesmo corte só que menor. Achei uma boa idéia dar liberdade à cabelereira do salão das loucas, onde sempre faço as unhas, jurando que estava no discovery home and health. ME FUDI. Médio, vá lá, que afinal há jeito para tudo, e segundo os espíritas até pra morte. Fato é que, se eu marcar, fico a magda cotrofe na capa da edição de setembro de 1984 da nova. saca aquele sol desfiado? pois é.

- por causa de uma falha do servidor, não pude postar um outfit assim kawaii dia 03/06 no pupe.ameba.jp e perdi de ganhar muitos sutekis e a chance de ganhar 200 ribbons no fim do mês. até escreveria reclamando se soubesse japonês. pois é, viciei na porra do site das bonequinhas. ajuda a distrair da uterine craving de fazer imediatamente uma irmãzinha do max e de gastar cada cifrão da minha conta e da minha esfera de influência em roupinhas e sapatos. ao mesmo tempo. 'e terap^eutico. recomendo.

- j'a come'caram a aparecer repetidas no meu 'album da copa!! nesse momento s~ao 43 ou 34, minha leve dislexia engana minha mem'oria. criei, 'e claro, uma planilha no excel com uma tabelas das minhas repetidas e outra com minhas desejadas. a quem interessar possa. Me lembro que faltaram menos de vinte figurinhas para completar a da champions de 2008, e o da eurocopa simplesmente SUMIU!, at'e para achar quem trocasse ficou dif'cil. esse eu completo.

- esse teclado escroto e sua esclerosa galopante. passado algum tempo - beeeem pouquinho - ele esquece como encaixar os acentos nas letras. Aí dá nisso. E só pra me desdizer!, depois passa e ele lembra. 'E pra depois eu ficar igual uma corna corrrigindo para tr'as? Corrijo nada. Vai ficar assim.

mmmmmm.
acho que 'e isso.
j'a me sinto melhor, at'e.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

capicci?

Empatia é um negócio que devia ser contagioso.
Devia poder enviar por bluetooth.
Porque tem gente q ter revestimento de teflon para o próximo.
Não pega. Não cola. Não rola. Não dá.
Aí vc explica por todos os meios, mídias e mímicas, mostra gráfico, explora cenários... e nínguem. Nada. Nelso. Niente.
Não há o que faça a pessoa deixar vc entrar.
Aí vc desiste, né?
Uma hora acaba desistindo.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

You might be a big fish in a little bowl


Tenho ouvido muito o Viva La Vida, do Coldplay.

Parece que o Chris Martin descobriu que tem mais gente na banda além dele e do piano.
Ah, melhorou horrores. Adoro as guitarras, adoro como eles parece que ficaram finalmente à vontade uns com os outros, até as letras estão menos "with love from me to you", e ficaram mais abrangentes.

Minhas preferidas são Yes, Lost, Violet Hill.

Só pulo a faixa-título que parece um resquício do ranço "me first and the gimme gimmes" – adoro a expressão, já a banda nem me preocupei de conhecer.
Ainda assim é bem "olha só como eu fui ruim quando era eu sozinho".
É, Chris Martin, viu como faz bem olhar além do próprio umbigo loiro?

What ’s the point?


Sabe quando vc tinha a impressão que aquele era o caminho certo para chegar de um ponto a outro no labirinto, dá de cara com uma parede, e perde a vontade de chegar no ponto lá onde teria que chegar? Chega a se perguntar qual a graça daquela brincadeira. Pois é.

Capitalismo, eu te amo!


A Claudia Rose me trouxe um texto que passaram na faculdade dela, sobre a alienação do trabalho. Se ela fosse minha filha, eu ia lá na escolinha dela dar na cara da professora que passou um texto ridículo desses, e questionar com a Diretoria os critérios para inclusão de material didático. Porque putaqueospariu...

Trata de como o trabalho "nos dias de hoje" esmagaaaaaa o trabalhador, como aumenta o hiato brutaaaaaal entre ricos e pobres, como deveríamos consumir menos para que todos pudessem trabalhar menos – believe me. Isso me parece conversa de preguiçoso que encontrou desculpas nas falhas interpretativas do comunismo utópico para dizer que a preguiça dele é uma ideologia e tal. Ou ela acabou de chegar diretamente da Inglaterra na Revolução Industrial.

Como se o trabalhador de hoje não tivesse direito a comprar bem parceladinho e bem baratinho, descontado em folha, qq coisa que ele produza na empresa onde trabalha. Como se não houvesse mobilidade social e vivêssemos todos no sistema de castas da Índia Antiga. Como se os pobres de hoje em dia, dos países em desenvolvimento, não vivessem infinitamente melhor que os pobres de 200, 100 anos atrás. Como se tivesse mudado alguma coisa p melhor para a maioria dos russos ou cubanos, com o suposto sistema de igualdade social forçada.

As pessoas são diferentes entre si, têm diferentes motivações e ritmos diferentes. Em núcleos familiares mínimos é assim. É óbvio que isso seja refletido no resultado dos seus diferentes esforços. Portanto, acredito que é literalmente desumano querer que todo mundo faça ou tenha as mesmas coisas.

E o idiota do texto menciona filósofos, economistas e obras de há século e meio.
O cenário mudou, não temos mais criancinhas fiando em teares dezoito horas por dia em porões sujos. Pelo menos não na maior parte do mundo. Temos leis e regulamentações. Se isso ainda acontece, é em lugares e países cuja cultura superestima a obediência e o respeito aos superiores, aos mais velhos, aos homens.

Eu amo o capitalismo. Acho justo que eu ganhe mais por ter estudado mais e trabalhado mais. Acho justo eu não ganhar tanto quanto o meu colega que mora no trabalho, ou o que fez pós-graduação. Acho justo que eu possa trocar o resultado do meu trabalho por viagens a estados litorâneos, colares exuberantes, eletroeletrônicos que cantem o que eu quiser para mim, uns óculos de sol com grau bem bonitos estilo Jackie O, o jogo de saleiro/pimenteiro em forma de dadinhos da Rosamundo.

As regras são as mesmas para todos.
Que corram. Cada um com seu ritmo e dentro de sua motivação.
Ora.

terça-feira, 18 de maio de 2010

E QUERO QUE VC VENHA COMIGO

Eu me preocupo em ser feliz.
Gosto de pensar em como fazer isso da melhor maneira ever.
Quero passear, quero ver o mundo, quero que o Max veja o mundo, mesmo agora, enquanto tão pequeno.

Eu quero as coisas agora.

Quero ter motivo para tirar foto, mesmo que não goste de fazer pose e fique normalmente muito mal em foto - quando não saio torta, saio com um sorriso aberto de psicopata, o que na verdade acaba sendo um bom registro daquele momento.

Não gosto de rotina.
Não, eu não gosto, eu não gosto.
Eu quero cantar aos berros no carro até ficar rouca (ok!), quero que queiram vir junto, quero conversar com as crianças nas filas e perguntar se elas estão indo sacar o dinheiro da mãe delas para viajar escondido!, quero pular da pedra, quero um royal flush inquestionável em mãos, quero a parte de andar de bicicleta do comercial de margarina, quero dizer "eu que fiz", quero sentir o sol aqui dentro de mim.

Não quero só ficar em casa assistindo as séries da Warner e da Sony e pensando que ia ser legal fazer aquilo tb.

Eu quero ir para a África ver a Copa.
Quero criar meu filho na Suécia.
Quero tirar foto com as cunhantazinhas narigudinhas de roupinha colorida nas ruas de Cabul igual o João Leitão
Quero dirigir um trator.
Quero plantar pimentinhas e limoeiros.
Quero uma parede colorida que eu goste de olhar mas que não me prenda como se isso fosse tudo que eu preciso.
Quero formas de gelo diferentes para fazer gelatina ou gelo de água de coco, ou até gelo mesmo normal.
Quero roupas de cama com estampas geométricas em cores secundárias
Quero preparar receitas que saiam errado até acertar!, que ninguém erra pra sempre
I wish i was a messenger and all the news was good.
Quero ir pra shows para ficar lá na frente, cantar junto e sair de lá como quem foi pra guerra.
Quero colares da accessorize cheios dos penduricalho
Quero rir às gargalhadas como eu faço com a minha irmã qdo a gente faz piadas absurdas

Quero que o meu filho esteja comigo em tudo tudo tudo isso, porque eu quero que ele seja disposto e viva de peito aberto, e saiba identificar todas as nuances possíveis de felicidade, da paz de espírito à euforia. E eu adoro a risada de estalinhos, o nariz de bolinha, os olhinhos de peteca (a gente chama peteeeca!!), embaixo daquele cabelinho lourinho bombril dele. Thanks to daddy.


Pois é, meu aniversário está chegando.
Tae a wishlist.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Do caráter e dos feitos de nossos infantes

o sorriso meio bobo de quem vê brinquedo novo
as piadas sujas e os pelos faciais
os ombros macios, o peito, as costas e as certezas
a voz que eu conheço e amo me pedindo mais

a vontade de expandir e se jogar
o abraço, os pés, a camisa pelo chão
a felicidade ou a raiva ou a tristeza genuínas
a chegada, a surpresa, as mudanças, a necessidade de atenção

como atrapalham, barulham e bagunçam
como são bonitos de se ver, de se amar
como acham que são reis esses meninos
e o são de fato, porque eu deixo, porque sabem, sim, brincar.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Amy Amy Amy

Tava ouvindo o Frank hoje, que sempre aumenta meus niveis de testosterona.
Gosto das melodias, gosto medio da voz meio anasalada, gosto muitissimo das letras - nao concordo com tudo, mas aprecio a coerencia. E e como ir no porao do alemao: nao da pra morar la, e claro!, mas e um lugar que merece ser visitado com alguma frequencia para manter uam visao honesta e ate saudavel do lado sujo das coisas.

A partir deste mote, segue a glosa.

1. EU SÓ PODIA SER MÃE DE MENINO.
Muito se cantou sobre como as mulheres são isso, são aquilo, geram vida, blá blá blá.
Hj eu lembrando do Max escrevi duma tacada como eu gosto de homem. Como eu acho bonito a cara de quem sabe o que ta fazendo mesmo qdo nao sabem, ou so tem uma vaga ideia, ou mmesmo qdo sequer sabem do que se esta falando. A voz, o jeitao, os imperativos. Acho que foi por causa de femeas apaixonadas como eu que nas cavernas eles passaram a achar que eram reis, soh pq era bonitinho ver eles brincando de mandar.

Mas como o Pedro Jorge tava na oficina, o Fox da mamae quebrou, o Thiago nao sai da PiNokia antes das 9PM, e portanto eu tinha de ir de taxi, nao trouxe o diabo da mochila com a agenda, e portanto hoje so amanha pro poeminha da femea apaixonada das cavernas.

2. AI, SOU FA DESSA MULHER.
Thiago falou que um colega dele estava todo apaixonadinho e ia namorar com uma conhecida nossa. Ele é um cara muito gente boa, a voz dele - importantísso esse quesito - é bonita, e ele é engraçado pacas, beirando a falta de noção. Nao é lindo mas enfim, nao me é dado julgar. Meaning, se ele fosse eu falava.
Mas a razão desse post é: ela, a conhecida, é A cara.

Fez faculdade, trabalha desde sempre, logo o dinheiro dela é dela, escolheu os namorados dela, e são sempre classe A - por isso não questiono os criterios para selecionar o colega do Thiago -, foi leal a eles, e os tratava como um bom homem o faria à sua mulherzinha.

Explico:
ELA ligava, se queria o ver, e ia lá com o cara. Depois ia embora, ora. Se outros achavam ela isso ou aquilo (em geral achavam ela gostosa mas chatinha), pensa que ela se preocupava? Porra nenhuma. A vida era dela e pronto, não estava ali para agradar, e pra quem interessava ela era boa. Sim, porque esses namorados foram apaixonadíssimos por ela. E olha, quite a taste she has... rapazes excelentes, no auge assim. Agora ela deve querer settle down, né?, e o cara tem de ser a melhor companhia ever. Tá certa, ela.

Falei p minha sobrinha: tae um exemplo a ser seguido.
Como nem todas têm a sorte que eu tive, tenha métodos, minha filha.
Siga a mestra.

EU QUERO FIGURINHAS DO ÁLBUM DA COPA!!
O da Panini, tá?
E não quero ouvir uma palavra de condenação.
Eu colecionava aqueles de papel!, das copas anteriores, que a mercearia da esquina entregava os prêmios! - uma manteigueira tosca, uma panela de fazer pipoca no máximo assim, um jogo de botão. Vou trocar com a Yana e o Dudu. Eheheheheh.
Claro, vou dizer que é pra compor as memórias do Max.
Viu?, eu só podia ser mãe de menino mesmo.