O Vitrola é um lugar emblemático.
Desde o Warzone, passando pela época do Tulipa Negra, do Empório e tudo mais.
Quantos nomes aquele lugar tiver, e continuar chamando bandas interessantes, tantas vezes eu vou estar lá, e me transportar para um estado de espírito que emergiu em 95 e existirá para sempre em estado de latência, que é o amor que eu tenho por night outs com um tipo específico de companhia e de música.
Sõ acho que o lugar não perderia sua identidade ou sua essência se reformassem a P*HA do banheiro. A falta de espelhos e a iluminação precária têm desdobramentos especialmente nefastos.
Versão do Mal
ou, para você ver como não dá para conhecer uma pessoa de verdade.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Rico - Kaboom! ou, a maior rasgação de seda EVER.
Eu tenho várias razões para não ter Twitter.
Por exemplo, a Snatch - http://www.facebook.com/bandaSnatch?ref=ts.
E o pior é que eles são o tipo de banda que é melhor que nem entendam o quanto é boa. De os ver tocar, o que se percebe é que eles estão se divertindo pra c*ralho, como quem faz malabarismo com adagas ou desce ladeira numa bicicletinha sem freio. A técnica é apurada no exercício da insanidade, e parece ser o tipo de coisa que uma fagulha inoportuna de consciência pode quebrar a coisa toda. F*da.
Muhammed já tinha falado deles, e se tem uma coisa que eu gosto é de ver para confirmar a crença. E é mesmo. O Maurício é um performer como o Thiago o era na época da Duty Nail, só que às raias de um Palumbo, que já cumpriu a impossível tarefa de destravar Megadeth p mim no Big Four. Para contextualizar, eu detesto Megadeth; só conheço A Tout Le Monde e Symphony of Destruction pq tinham clip na época em que a MTV era meu cursinho de línguas - a propósito, funcionou!
E devo dizer que ver o Rico tocar - nem sabia que ele existia até o Big Four - é uma experiência. No show de sábado no Vitrola, mais pertinho, acho que teve até uma hora que ele deve ter me visto de boca aberta, lá - que vergonha. Mas é porque bateria me emociona. Quando eu via o Guto tocar, ou o Betinho, também quase não conseguia tirar o olho. E o Rico tá nesse nível - com um gosto, com um peso e com uma expressão de felicidade que até emociona a pessoa, assim.
O baixo e a guitarra (oh, a guitarra!) ENCHIAM o ambiente, e transmitiam com perfeição e intensidade as frases - às vezes inclusive contraditórias - do diálogo interno das músicas.
E são ousaaaados, esses caras!
Participaram da seletiva que a Nekrost merecida e apropriadamente ganhou, do Wacken Metal Battle muitíssimo provavelmente pq não cabiam no formato. E eles certamente sabem disso, e devem ter usado essa vitrine pq merecem mesmo aparecer. Afinal, fazem uma música que começa com iiiii caaant take it anymooooore!!! e lá pelas tantas quebra num sambinha (juro!) e ainda assim permanece estranhamente coerente.
Até o nome é legal.
Adoro Guy Ritchie.
Por exemplo, a Snatch - http://www.facebook.com/bandaSnatch?ref=ts.
E o pior é que eles são o tipo de banda que é melhor que nem entendam o quanto é boa. De os ver tocar, o que se percebe é que eles estão se divertindo pra c*ralho, como quem faz malabarismo com adagas ou desce ladeira numa bicicletinha sem freio. A técnica é apurada no exercício da insanidade, e parece ser o tipo de coisa que uma fagulha inoportuna de consciência pode quebrar a coisa toda. F*da.
Muhammed já tinha falado deles, e se tem uma coisa que eu gosto é de ver para confirmar a crença. E é mesmo. O Maurício é um performer como o Thiago o era na época da Duty Nail, só que às raias de um Palumbo, que já cumpriu a impossível tarefa de destravar Megadeth p mim no Big Four. Para contextualizar, eu detesto Megadeth; só conheço A Tout Le Monde e Symphony of Destruction pq tinham clip na época em que a MTV era meu cursinho de línguas - a propósito, funcionou!
E devo dizer que ver o Rico tocar - nem sabia que ele existia até o Big Four - é uma experiência. No show de sábado no Vitrola, mais pertinho, acho que teve até uma hora que ele deve ter me visto de boca aberta, lá - que vergonha. Mas é porque bateria me emociona. Quando eu via o Guto tocar, ou o Betinho, também quase não conseguia tirar o olho. E o Rico tá nesse nível - com um gosto, com um peso e com uma expressão de felicidade que até emociona a pessoa, assim.
O baixo e a guitarra (oh, a guitarra!) ENCHIAM o ambiente, e transmitiam com perfeição e intensidade as frases - às vezes inclusive contraditórias - do diálogo interno das músicas.
E são ousaaaados, esses caras!
Participaram da seletiva que a Nekrost merecida e apropriadamente ganhou, do Wacken Metal Battle muitíssimo provavelmente pq não cabiam no formato. E eles certamente sabem disso, e devem ter usado essa vitrine pq merecem mesmo aparecer. Afinal, fazem uma música que começa com iiiii caaant take it anymooooore!!! e lá pelas tantas quebra num sambinha (juro!) e ainda assim permanece estranhamente coerente.
Até o nome é legal.
Adoro Guy Ritchie.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
barulho de makita
Neste momento, segue no que estou envolvida:
- a obra do bistrô - bastante avançada!
- o chá de fogão novo - recém pensada, estou trabalhando nisso!
- o II Arraial Metal - muitos elementos já fechados!, sábado vou colocar a lista de presentes e mandar os convites!
- as costuras que deixei na Dona Graça, porque não é só de roupa que eu gosto, é de exclusividade e de ser tratada com carinho, pq minha costureira é uma fofa!
Amo projeto, AMO!
Essa é de fato uma das melhores fases da minha vida.
Tá, to lisa, é fato...
fomos lá muhammed, eu o pequeno yasser (max) assistir kung fu panda 2 no cinemark na quarta promocional com o pacote do combo para abastecer, por exemplo. so what?, o filme é muito legal, a pipoca de lá ainda é a mais gostosa dos multiplex locais e, mesmo eles se dedicando a se tornarem cinema de pobre, a cadeira é confortável e a projeção e o som excelentes estão lá, funcionandinho.
com o bistrô totalmente operacional, já ficaremos bem confortáveis e tal... aí vamos ter que administrar o tempo da casa.
To pronta pra isso também; bring it on!
AMO projeto.
- a obra do bistrô - bastante avançada!
- o chá de fogão novo - recém pensada, estou trabalhando nisso!
- o II Arraial Metal - muitos elementos já fechados!, sábado vou colocar a lista de presentes e mandar os convites!
- as costuras que deixei na Dona Graça, porque não é só de roupa que eu gosto, é de exclusividade e de ser tratada com carinho, pq minha costureira é uma fofa!
Amo projeto, AMO!
Essa é de fato uma das melhores fases da minha vida.
Tá, to lisa, é fato...
fomos lá muhammed, eu o pequeno yasser (max) assistir kung fu panda 2 no cinemark na quarta promocional com o pacote do combo para abastecer, por exemplo. so what?, o filme é muito legal, a pipoca de lá ainda é a mais gostosa dos multiplex locais e, mesmo eles se dedicando a se tornarem cinema de pobre, a cadeira é confortável e a projeção e o som excelentes estão lá, funcionandinho.
com o bistrô totalmente operacional, já ficaremos bem confortáveis e tal... aí vamos ter que administrar o tempo da casa.
To pronta pra isso também; bring it on!
AMO projeto.
amy chua, paulo haddad e max.
acabei de ler o battle hymn of the tiger mother, ontem.
e devo dizer, não me assustou em nada.
concordo sim em esperar mais do filho e prepará-lo para isso, concordo sim em não comemorar a primeira tentativa!, e gosto infinitamente mais de dizer "agoooora!" quando ele acerta do que dizer "que lindinho" quando ele tenta. gosto quando ele finge que lê, gosto de botar ele para misturar a sopa no fogão, gosto quando o pai faz ele suportar o próprio peso e levanta ele para cima com a barra, fazendo de halteres. gosto de "forçar" ele, e quero que ele goste disso.
para mim, o max já vai fazer dois anos; não é "ainda" vai fazer dois anos.
me chateio sim quando ele pula o três contando até cinco.
me incomoda a possibilidade de algumas influências.
aonde ele está é uma creche ótima, mas não uma escolinha; quero uma escola.
e é por ISSO que o brasil me assusta, e quero tanto tanto tanto criar o max em algum outro lugar. a condescendência, a dificuldade em criticar, o vício da simpatia gratuita não ajudam em nada a formação de caráter. o kit anti-homofobia e o livro que diz que não está errado falar "os livro" e "nós vai", isso sim, me assusta. O Paulo Haddad me assusta F*DIDO.
mudei de idéia sobre muitas coisas ao longo da vida, e uma delas foi sobre a educação. quando era mais nova e MUITO nerd, achava ótimo nosso sistema educacional, com professores passando doutrina socialista misturada com OSPB e história e geografia do mundo todo. tinha orgulho de os americanos não saberem diferenciar o brasil da argentina do paraguai, e nós sabermos.
hoje eu penso que tudo isso é inútil.
os americanos não só não sabem geografia, como não votam se não quiserem. e sabe o que mais?, isso FUNCIONA. porque eles redigem bem - a maioria dos livros técnicos realmente bons foi escrita por americanos, pensam em matemática de uma maneira deliciosa - eles transmitem imagens mentais sobre proporção, distribuição e probabilidades, a parte útil, de maneira muito eficaz, e quando se interessam por um assunto, pesquisam, pesquisam de verdade, vão a fundo, não recebem uma apostilinha de rede de ensino ou um livro só.
o que eu quero pro max, criando ele onde for - em manaus, em outro lugar no brasil, ou fora, ou numa escola waldorf - é isso aqui:
- que ele seja bom em tirar suas IMPRESSÕES de tudo (matemática para quantificar a informação e encontrar padrões e línguas para alcançar a informação onde ela estiver)
- que ele saiba EXPRIMIR o que quiser (de novo, matemática, para transmitir de maneira absoluta o que quiser, e línguas, para saber se expressar, criar interesse, saber argumentar, aonde ele for)
eu não sou de tigre, inclusive ODEIO o ano do tigre, sou de Cabra.
e vou preparar meu bufalinho para fazer do mundo sua fazenda.
e fazer o melhor dela.
e devo dizer, não me assustou em nada.
concordo sim em esperar mais do filho e prepará-lo para isso, concordo sim em não comemorar a primeira tentativa!, e gosto infinitamente mais de dizer "agoooora!" quando ele acerta do que dizer "que lindinho" quando ele tenta. gosto quando ele finge que lê, gosto de botar ele para misturar a sopa no fogão, gosto quando o pai faz ele suportar o próprio peso e levanta ele para cima com a barra, fazendo de halteres. gosto de "forçar" ele, e quero que ele goste disso.
para mim, o max já vai fazer dois anos; não é "ainda" vai fazer dois anos.
me chateio sim quando ele pula o três contando até cinco.
me incomoda a possibilidade de algumas influências.
aonde ele está é uma creche ótima, mas não uma escolinha; quero uma escola.
e é por ISSO que o brasil me assusta, e quero tanto tanto tanto criar o max em algum outro lugar. a condescendência, a dificuldade em criticar, o vício da simpatia gratuita não ajudam em nada a formação de caráter. o kit anti-homofobia e o livro que diz que não está errado falar "os livro" e "nós vai", isso sim, me assusta. O Paulo Haddad me assusta F*DIDO.
mudei de idéia sobre muitas coisas ao longo da vida, e uma delas foi sobre a educação. quando era mais nova e MUITO nerd, achava ótimo nosso sistema educacional, com professores passando doutrina socialista misturada com OSPB e história e geografia do mundo todo. tinha orgulho de os americanos não saberem diferenciar o brasil da argentina do paraguai, e nós sabermos.
hoje eu penso que tudo isso é inútil.
os americanos não só não sabem geografia, como não votam se não quiserem. e sabe o que mais?, isso FUNCIONA. porque eles redigem bem - a maioria dos livros técnicos realmente bons foi escrita por americanos, pensam em matemática de uma maneira deliciosa - eles transmitem imagens mentais sobre proporção, distribuição e probabilidades, a parte útil, de maneira muito eficaz, e quando se interessam por um assunto, pesquisam, pesquisam de verdade, vão a fundo, não recebem uma apostilinha de rede de ensino ou um livro só.
o que eu quero pro max, criando ele onde for - em manaus, em outro lugar no brasil, ou fora, ou numa escola waldorf - é isso aqui:
- que ele seja bom em tirar suas IMPRESSÕES de tudo (matemática para quantificar a informação e encontrar padrões e línguas para alcançar a informação onde ela estiver)
- que ele saiba EXPRIMIR o que quiser (de novo, matemática, para transmitir de maneira absoluta o que quiser, e línguas, para saber se expressar, criar interesse, saber argumentar, aonde ele for)
eu não sou de tigre, inclusive ODEIO o ano do tigre, sou de Cabra.
e vou preparar meu bufalinho para fazer do mundo sua fazenda.
e fazer o melhor dela.
crianças
a thamires é assim linda!, e não age como tal.
descobri que ela malha na mesma academia que eu qdo eu cheguei lá e a encontrei suando em bicas!, correndo de verdade na esteira - de verdade, não com eu faço. sim, como muitas, ela acha que precisa emagrecer. a maioria dos meus amigos homens diria que ela está "excelente, ó!", fazendo o "joinha" no lóbulo da orelha. eu vejo o narizinho lindo - parece o da ivana!, os olhos castanhos, o cabelo de gueixa - padrão das moças da Qualidade, inclusive.
o stefan é o instrutor. ele me parece uma versão HUGE do pedro neschling, com um território de peito que abarcaria várias famílias cadastradas no mst. tem o dente separado e olhar bonzinho do filho da lucélia que desfaz a imagem de bifão e permite a gente o trate bem. não é "inxirido", cuida para que as senhorinhas façam tudo certinho, viu que eu era preguiçosa para abdominais e forçava demais os quadríceps (confesso: 90kg no leg-press 45º é quase só o que eu gosto de fazer) e corrigiu... na outra academia que eu frequentava, os instrutores feios eram cheios de gracinha, um porre.
e lá estavam eles. APOSTO que são virginianos. pela disciplina e pelo certo ar infantil, de quem está levando super a sério uma brincadeira de quintal. "a corda fica parando porque tu não prendeu o cabelo direito e engata, tá vendo...", ele diz, repreendendo de leve. ela baixa a cabeça meio envergonhada, corrige, e volta a pular corda, toda seriazinha. uma graça, esses dois.
descobri que ela malha na mesma academia que eu qdo eu cheguei lá e a encontrei suando em bicas!, correndo de verdade na esteira - de verdade, não com eu faço. sim, como muitas, ela acha que precisa emagrecer. a maioria dos meus amigos homens diria que ela está "excelente, ó!", fazendo o "joinha" no lóbulo da orelha. eu vejo o narizinho lindo - parece o da ivana!, os olhos castanhos, o cabelo de gueixa - padrão das moças da Qualidade, inclusive.
o stefan é o instrutor. ele me parece uma versão HUGE do pedro neschling, com um território de peito que abarcaria várias famílias cadastradas no mst. tem o dente separado e olhar bonzinho do filho da lucélia que desfaz a imagem de bifão e permite a gente o trate bem. não é "inxirido", cuida para que as senhorinhas façam tudo certinho, viu que eu era preguiçosa para abdominais e forçava demais os quadríceps (confesso: 90kg no leg-press 45º é quase só o que eu gosto de fazer) e corrigiu... na outra academia que eu frequentava, os instrutores feios eram cheios de gracinha, um porre.
e lá estavam eles. APOSTO que são virginianos. pela disciplina e pelo certo ar infantil, de quem está levando super a sério uma brincadeira de quintal. "a corda fica parando porque tu não prendeu o cabelo direito e engata, tá vendo...", ele diz, repreendendo de leve. ela baixa a cabeça meio envergonhada, corrige, e volta a pular corda, toda seriazinha. uma graça, esses dois.
first class!
o filme é primoroso.
a construção do magneto é impressionante, verdadeira, coerente.
os discursos dele para fomentar a auto-aceitação da mística são sinceros e libertadores, a vingança longamente adiada do seu algoz...
me lembra o cruz e souza
"Ó meu ódio, meu ódio majestoso,
meu ódio santo e puro e benfazejo"
esse trecho sempre me impressionou, porque eu compreendo a força motivacional de um sentimento ruim, e a satisfação primal de realizar o que ele manda, e também sei que a gente só sabe o quanto é venenoso isso quando saímos de dentro desse círculo, e o erik não sai.
ah, sim, o xavier é charmoso, otimista, romântico quase ingênuo.
e as tiradinhas sobre as alcunhas e alguns símbolos são uma delícia.
sim, e eu odeio o kevin bacon. tipo muito.
desde o sobre meninos e lobos, um filme pesadíssimo.
ninguém vê isso, será?
a construção do magneto é impressionante, verdadeira, coerente.
os discursos dele para fomentar a auto-aceitação da mística são sinceros e libertadores, a vingança longamente adiada do seu algoz...
me lembra o cruz e souza
"Ó meu ódio, meu ódio majestoso,
meu ódio santo e puro e benfazejo"
esse trecho sempre me impressionou, porque eu compreendo a força motivacional de um sentimento ruim, e a satisfação primal de realizar o que ele manda, e também sei que a gente só sabe o quanto é venenoso isso quando saímos de dentro desse círculo, e o erik não sai.
ah, sim, o xavier é charmoso, otimista, romântico quase ingênuo.
e as tiradinhas sobre as alcunhas e alguns símbolos são uma delícia.
sim, e eu odeio o kevin bacon. tipo muito.
desde o sobre meninos e lobos, um filme pesadíssimo.
ninguém vê isso, será?
domingo, 5 de junho de 2011
surpresas!
Começou com um episódio tristíssimo e, é claro, impossível de mudar de canal do Cold Case. Toda vez que eu vejo o primeiro bloco acabo não aguentado de curiosidade, me envolvendo, pá... assisto todo e ainda choro no final, com a despedida do fantasminha.
e culminou com o gorila.
CARGO: o episódio era sobre tráfico de meninas do leste europeu em contêiners, uma em específico recém chegada e doente, e um homem bom, polaco, órfão, sem família, tentando salvar a magrelinha.
uma outra escrota a engana, mata o homem bom, fica com o barco que ele ia usar de paga para salvar a bichinha. e é aí que eu queria chegar.
o homem é bom. quer salvá-la. vê ela como a meninazinha que é, sem ninguém, que precisa ir para a escola, descobrir no que quer trabalhar, se vacinar, dormir direito, comer direito... e ela sabe disso. maaaaas a escrota que engana ela só a vê como uma rival mais nova na preferência dos homens. a cafetina tambem. o carinha do porto que é subornado para liberar os contêiners de meninas também. só lêem a superfície, só vêem uma "mulherzinha", e não uma pessoa. e ela era uma pessoa, completa.
**************************************
O Gorila está aqui na mamãe, com o namorado dela e um colega operando um notebook. É um sujeito grande, meio velho, com uma camisa de soldado e um boné, toca uma banda de rock quando claramente já passou dos 35 - e se não passou e aquela é mesmo a cara dele, piorou.
Aí vc pensa que adivinhou o cara, né? Errou feio.
Em dez minutos, no intervalo para o lanche, no meio de um projeto para a banda, pelo que eu entendi, com os outros dois, portanto sem tempo para fcar fazendo tipo, nos passou uma receita de entrada de cebola refogada que incluía açafrão e colocá-la no freezer (ele não falou "friza", falou freezer) para "tirar a acidez antes de preparar". e ainda nos ensinou a abrir o drive de dvd do notebook qdo ele trava, com o botãozinho oculto de segurança, e não com um pé-de-cabra, como a imagem poderia sugerir. ah, e o outro colega falou que ele faz um não-sei-que de camarão que a mulher dele sempre faz ele fazer qdo eles vão visitar - e o gorila falou que dava um trabalhinho, mas ficava mesmo muito bom.
as pessoas normalmente são mais do que aparentam.
gosto de gente que não se prende ou se limita à própria imagem.
portanto, quando encontrar alguém muito bonito, trate de agir com naturalidade e não como quem vê um bifão. o bonito agradece. e quando vir alguém muito feio, aja com naturalidade, pode ser que deixe passar alguém muito legal. o feio agradece.
e culminou com o gorila.
CARGO: o episódio era sobre tráfico de meninas do leste europeu em contêiners, uma em específico recém chegada e doente, e um homem bom, polaco, órfão, sem família, tentando salvar a magrelinha.
uma outra escrota a engana, mata o homem bom, fica com o barco que ele ia usar de paga para salvar a bichinha. e é aí que eu queria chegar.
o homem é bom. quer salvá-la. vê ela como a meninazinha que é, sem ninguém, que precisa ir para a escola, descobrir no que quer trabalhar, se vacinar, dormir direito, comer direito... e ela sabe disso. maaaaas a escrota que engana ela só a vê como uma rival mais nova na preferência dos homens. a cafetina tambem. o carinha do porto que é subornado para liberar os contêiners de meninas também. só lêem a superfície, só vêem uma "mulherzinha", e não uma pessoa. e ela era uma pessoa, completa.
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O Gorila está aqui na mamãe, com o namorado dela e um colega operando um notebook. É um sujeito grande, meio velho, com uma camisa de soldado e um boné, toca uma banda de rock quando claramente já passou dos 35 - e se não passou e aquela é mesmo a cara dele, piorou.
Aí vc pensa que adivinhou o cara, né? Errou feio.
Em dez minutos, no intervalo para o lanche, no meio de um projeto para a banda, pelo que eu entendi, com os outros dois, portanto sem tempo para fcar fazendo tipo, nos passou uma receita de entrada de cebola refogada que incluía açafrão e colocá-la no freezer (ele não falou "friza", falou freezer) para "tirar a acidez antes de preparar". e ainda nos ensinou a abrir o drive de dvd do notebook qdo ele trava, com o botãozinho oculto de segurança, e não com um pé-de-cabra, como a imagem poderia sugerir. ah, e o outro colega falou que ele faz um não-sei-que de camarão que a mulher dele sempre faz ele fazer qdo eles vão visitar - e o gorila falou que dava um trabalhinho, mas ficava mesmo muito bom.
as pessoas normalmente são mais do que aparentam.
gosto de gente que não se prende ou se limita à própria imagem.
portanto, quando encontrar alguém muito bonito, trate de agir com naturalidade e não como quem vê um bifão. o bonito agradece. e quando vir alguém muito feio, aja com naturalidade, pode ser que deixe passar alguém muito legal. o feio agradece.
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