sábado, 24 de julho de 2010

muito diferente!

para muitas coisas eu sou que nem aquela propaganda de carro: tudo bem!
acho q era do fiesta 2008.

mas when it comes to a project, eu sou O ABUSO.
mas aí é que tá: não sou grossa, nem nojenta. Só que eu exagero a demanda, faço metáforas beeeem coloridas, faço a pessoa rir para não chorar, faço ela anotar na hora na minha frente, rabisco por cima do desenho dela e deixo a pessoa meio doida, mas sempre por uma boa causa. Aí a pessoa sempre lembra de fazer o meu, pq eu não peço igual todo mundo.

Percebi isso em dois momentos essa semana:

1. chegou um carinha lá no trabalho p falar com o Colega, e o carinha tava de teeerno e gravata, em manaus, depois que a cidade já havia voltado para os habituais 35º C ou mais. Viro p meu chefe e falo, eu tenho certeza que ele tá fingindo, whatever he says. Com um figurino e postura dessas, só pode estar interpretando um papel. Isso é muito surrealista.

Eu não acredito em ninguém que não "apareça", ou melhor, que nao transpareca. A pessoa que finge que nao esta quente pra caralho, ou que NUNCA escute musica no trabalho, ou que NUNCA nem mencione uma historinha pessoal, ou que nao acrescente SEQUER uma fivelinha tic-tac ao uniforme.

De tres, uma: ou essa pessoa nao existe, i mean, nao tem nada de interessante - e eu nao acredito que isso seja possivel - ou ela foi programada por uma corporacao ligada ao braco experimental da CIA, tipo o projeto arma x, ou ela esconde algo horroroso, como um cadaver no quintal, e esta se escondendo.

eu não faria nada para um cara assim.

2. Meu chefe - que eu achei que fosse um experimento do projeto arma XP acima mencionado mas ate q e belezinha - me mandou uma reportagem sobre uma empresa de sapatos em que os vendedores sao estimulados a serem espontaneos e positivos, e com isso "encantar" os clientes. e no foward acrescentou, "esse deve ser o espirito do nosso Top Service, e acho que estamos indo bem" .

Aeeee!!
Eu imaginava que ele ia me puxar as orelhas pelo tratamento às raias da informalidade, e pela maneira como nos tratamos no meu antigo setor - em minha defesa, devo dizer que o Colega e a Colega são pessoas de quem eu gosto deveras e nos sentimos a vontade o suficiente para quase que pretty much every possible joke.

Mas não.
Ele achou bom.
Que sorte a minha.
=p

nada de personagem pronto!

aniversário do meninozinho tá chegando.

e o negócio é q eu sou da era da pesonalização.
não gosto de nada igual a todo mundo.
prefiro comprar de 30 reais no bate-palma ou de 300 da moça megamaquiada no shopping do que de 50 na loja de departamento.

prefiro fazer eu mesma os convites do menino - e fico feliz q meus melhores amigos ever entendam isso, e façam tudo unique tb - por exemplo, a marie é foda.

prefiro coisas que remetam ao que eu gosto, ao que eu acho bonito, a inner jokes ou coisas assim, do que aqueles itens de loja de decoração de interiores para gente que quer que sua casa pareça de rico.

eu quero que minha casa pareça comigo.
eu quero que as nossas festinhas sejam a nossa cara.
preciso inclusive de uma costureira decente...

domingo, 18 de julho de 2010

coisas que me matariam

1.
em um filme de ação, o herói sempre pressente o perigo e vem, todo macho alfa, com um imperativo lacônico, assim, para as outras personagens. aí eu ia perguntar, ah é?, e por quê?, como vc concluiu isso?, de onde vieram esses números?

aí o monstro / psicopata / gêmeo malvado / cientista louco me alcançava, porque todo mundo seguiu o macho alfa sem questionar, e só eu morria!, é claro. ou morria primeiro, se for um filme da linha do wes craven.


2.
eu dirijo como um cara. um cara permissivo, que dá passagem para quem pede. mas um cara excessivamente confiante, que não tem medo de nada e que confia na matemática do mundo. para se ter uma idéia, eu dirijo tranquilamente com o carro ruim, sem óculos nem lente, cantando alto, num dia de chuva. só espero estar só no dia.

3.
sou indiferente quanto a minha saúde. doencinha é um negócio que eu ignoro até ela ficar sem graça e ir embora. tomo neosaldina, resfenol ou benegripe pq muhammed me obriga qdo acha q eu to gripando, e só. minha vó teresa, q era hipocó nos últimos, chegou a diagnosticar um tumor maligno beeeeem no comecinho e se curou!, na rede pública de saúde!, nos anos 80!, pq TUDO ela checava, o TEMPO TODO. eu teria, um belo dia, acordado assim do lado de lá, já.
e a teresa ia estar lá e eu ia ouvir...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

&^%%#$%, ora!

eu falo muito palavrão.
e por vezes uso expressões vetustas e pomposas, mas na verdade os palavrões são bastante mais frequentes em relacão a estas.
fato e q falo, mesmo, muito palavrão.

mas só os de cunho sexual e relacionados a ofensas morais.
todos os derivados de p*t*, c*r*lh*, c*lhão, f*da e derivados e conjugacões, x*x*t*, p*r*qu*ta, "my balls q eu não tenho" and so on. my personal favorite, enquanto expressão de raiva, frustracão e/ou desânimo e c*lhão de touro.

eu so não gosto, não uso e acho feio os relacionados a sujeira e detritos.
ficar falando essas coisas q eu não consigo nem repetir, p*rra, eu fico p*ta, mando logo dar meia hora de c* mais longe nessa c*r*lha. sem asterisco e sem pim.

como sou dependente.

to sem carregador, meu telefone morreu, e eu to sem chão.
e é um 5800, com navegador gps, wifi, bluetooth, câmera com lentes carl zeiss, touchscreen com aquela canetinha style...
é como ter uma ferrari sem gasolina, todos aqueles cavalos dormiiiiindo...

é porque aqui no trabalho eu tenho o database dos ramaaaais, emaaaaail, e o reloginho com calendário do wiiiiindows...
e se eu tivesse externa, hein?

não teria o básico, que é comunicação.
não teria agenda com nome, números, emails.
não sabia nem que horas eram.
e faria conta grande de cabeça, ou no papel.
e teria de ligar p mon popis, ou p muhammed, a cobrar, de orelhão!
é como voltar aos early 90s.
e pelas razões erradas.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

driving on the night...


Estive pensando sobre meus primeiros cds, na época em que os cds chegaram aqui. Os primeiros inclusive eu comprei antes de ter um player, ehehehehe... aparentemente, eu já tinha essa tendência à obsessão por coisas que brilham.

Foram – olha a discrepância:
o BloodSugarSexMagic do Red Hot Chili Peppers,
o Last Splash do Breeders
e o Nativity In Black, o tributo ao Black Sabbath.
Aí no meu aniversário é que eu fui ganhar um gradiente meiote que era o meu melhor amigo de todas as horas.
Não consigo localizar isso no tempo...

Anyway, em 95 eu já tinha uma coleção considerável.
Tinha comprado pela segunda vez o King for a Day do Faith no More, tinha saído o Mellon Collie do Smashing Pumpkins, e eu tinha ele duplo da caixa graaande!, e metal e grunge e alternativo e brit rock e até pop.
Fora minhas fitinhas, toooodas identificadas e com capinhas exclusivas, inclusive de bandas locais que eu gostava.

Depois na faculdade um colega me deu o Downward Spiral do Nine Inch Nails e o primeiro do Garbage, que são dois álbuns que eu amo até hj. E aí veio o new metal e muito mais alternativo – Sonic Youth, Weezer, Placebo graças ao Mano, and more.

E não muito mais tarde vieram os shows e festivais.
Lá ia eu, de calça de skatista quando eu mal andava de bicicleta!, e blusinha, e tênis – acreditem, eu já usei tênis, assim!, sneakers, de verdade!, - para pular, tirar fotinha numa câmera enooorme que a gente não tinha como saber como ficou a foto até revelar!, cantar junto e estar com os meus colegos.

BFF tinha que trazer aquele DVD...
Alguém converteu uns VHS velhos de festivais que a gente participou.
Aí, pronto, fiquei toda saudosista.
Blééé.

Ah, me divertia horrores...
E já estou querendo vender todos os meus bens para ir pro Woodstock Brasil com o Max.
No final, boas lembranças são nosso único tesouro inalienável.



PS 1. BFF, meu querido… só tenho maus conselhos nesse sentido.

PS 2. Player do Carro + USB é meu melhor amigo.
Melhor amigo inanimado, i mean.
Ganhou uma disputa acirrada com Advanced Turbo Lorenzetti e o
www.kickette.com.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

sorry, I ’m too busy to care!

"a minha insatisfação não vai causar impressão
o meu destino cruel não vai chamar a asua atenção."


Odeio gente carente.
Gente que precisa de aprovação o tempo todo.
O assunto me ocorreu ontem por duas razões, conforme abaixo.

1. Meu chefe novo ligou p informar que a negociação como eu a conduzi para o nosso prédio foi bastante bem sucedida!, e olha que nem é mais minha área. Lancei pro meu ex-chefe jogar para dentro das redes e foi lindo. Oh yeah. Uma estrelinha pra mim.

Eu sabia. Fui lá com a idéia de encontrar um homem difícil de lidar, e encontrei na verdade um homem que precisa de confiança no negócio e certeza que todos iam sair ganhando. Sei ler bem as pessoas nesse sentido. Deu certo; só não saí de lá com o papel assinado porque não posso, devido a minha recente mudança de área. Sou f*, eu.

Não espero estrelinha; me supreendo quando vem.
Faço porque gosto. Adoro sentir que alguma coisa aconteceu porque eu estava lá.
Adoro saber que eu mudei as coisas, que eu participei, a sensação do "eu que fiz". Adoro.
E normalmente não preciso de mais do que isso para ficar feliz.

Na fábrica de mídias virgens do President Evil foi assim, até ele chegar.
O Erick, o Toni Michael, o Charlie, o Allan Jones, a Reggina... a gente era Os Caras.
Até o momento foi minha experiência profissional mais compensadora.

Pelo menos até que eu veja o nosso Top Service pronto, e lindo – é claro.



2. Mon Popis teve que lidar com uma amiga carente último grau.
Dessas que acha que, porque vc não pôde atender uma ligação na hora, vc não gosta mais deeeela, e inventoooou que tava dirigindo para não atendeeeer, e que não precisa mais ligaaaar tambéééém... um drama do caralho, assim.

Bicho, eu teria mandar dar meia hora de c* mais adiante, e voltar quando passasse a viadagem, dependendo do grau de intimidade da amizade, é claro. Se nem fosse tão amiga assim, eu ignorava e deixava passar.

Eu deixei de abrir a informação de visita em perfil no orkut pcausa disso.
"ah, viu meu perfil e não deixou um scrap, nééé... ah, nem comentou minhas fotos, nééé...". Frescura do caralho. E daí? Só tenho isso pra fazer da vida, agora? Tu é meu chefe, tu é minha nega? Eu perco logo a paciência.

E pra mim tem um agravante.
Desde que minha idade tinha só um dígito que eu tenho miopia, um leve astigmatismo que atrapalha meu senso de perspectiva óptica – me pede pra desenhar uma linha reta! – e um ligeiro estrabismo só pra dar um charme.

Ou seja: se eu não te cumprimentar quando a gente se cruzar por aí, é porque eu ainda não desenvolvi percepção extra-sensorial, e posso não ter alcançado sua presença com esses meus olhinhos limitados. Mas pode ter certeza que, sendo vc alguém de quem eu goste, e  vc não se sentir ofendido com minha deficiência visual e for lá comigo, vou fazer a maior onda!, te dar um abraçããão, perguntar as novidaaaaades, e como vão as criaaaanças...

Mas não venha com frescura de carência pro meu lado não!, cobrar amor via redes sociais.
Odeio frescura. Como diz Minha Doce Popis, dou logo só de murro na costela.
=p


PS. se a menina do Canto dos Malditos na Terra do Nunca tomasse uma semana de Resfenol, eu gostava um pouco mais.
Maaaas, pra quem gosta de smashing pumpkins!, tá ótimo.

king in the castle, king in the castle

Sabe o que eu gosto qdo to em casa?
De me embolar no chão com o Max.
De explorar o pátio atrás da casa, e o da frente.
De andar à vontade - u got it -, de brincar de brigar, de botar música e cantar alto.
De só ligar a tv na hora de assistir algo específico, tipo Big Bang Theory ou TVZ, ou um filme depois que ele dormir, para que ela não fique onipresente na casa.
De ler pro Max deitados no chão, ou na cadeira de embalo, eu ele no berço e eu na cadeira.
De fazer ele me procurar atrás do sofá e gritar quando me achar!
De dormir quando ele dormir.

Mesmo que isso signifique só ter tempo para navegar à toa, fugir para fazer as unhas ou malhar – numa hipótese às raias da utopia - quando o pai está em casa. Porque é assim que tem que ser.
O Um Lugar que eu tenho na vida para ser feliz é a minha casa.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

POR SE SABER

sobrinha grande resolveu tomar um grande passo.
fiquei orgulhosa e torcendo para dê tudo certo, e o que não der, que ela saiba consertar.

e o um conselho que eu dei: se saiba.
saiba no que vc é boa, e no que vc precisa melhorar, e no que vai lhe acompanhar para sempre. saiba quem vc é, do que gosta, o que quer fazer.
e não deixe ninguém achar que pode lhe dizer com certeza nenhuma dessas coisas.

Esse é o mote.
Tem três coisas a desenvolver daí.

UMA:
eu ODEIO ter de escolher palavras p não ofender quem se ofende com outra pessoa sendo boa em alguma coisa. É, tem gente assim, e não é pouco não.
ODEIO. suporto muito melhor gente que "se acha", que diz deixa que eu faço, que nisso eu mando ver, do que gente recalcada, que fica querendo te forçar a ser "humilde" porque não suporta que outra pessoa seja melhor que ela em alguma coisa.

eu sei no que eu sou boa e gosto, é claro!, e sei no que outras pessoas são melhores que eu, e isso é normal, não me ofende, e fico feliz em saber que elas sabem aquilo que eu não sei, pq aí eu tenho de quem perguntar, oras. e por isso prefiro que a outra pessoa bote muita fé em si e diga, ah, disso eu entendo!.

DUAS:
a medida do conselho é eu cheguei até aqui e isso é bom, mas ainda tenho de chegar lá.

vc não tem de se surpreender se alguém disser, ah, como vc é inteligente, como vc é bonita, como vc é legal. Isso VOCÊ tem de saber com certeza, e outra pessoa perceber isso não é garantia de ela ser especial, só significa que ela não é tapada. Vc vai saber se ela é especial se ELA lhe for legal, inteligente - bonita é sorteio genético, embora ajude horrores não há mérito -, interessante, engraçada, bom caráter... com um e/ou entre cada um desses adjetivos.

mas vc tb não pode se isolar achando que as pessoas são horríveis e escolher ninguém nunca para sempre nem pra conversar porque ninguém te merece. Nesse caso, nada de ser um avatar copo cheio. A gente tem muito o que aprender com os outros. E até vc descobrir como as pessoas são, é sempre bom ouvi-las, observá-las, conviver com elas, aprender o que elas sabem, aprender a lidar com elas. Só assim a gente tem chance de troca positiva.

TRÊS:
Sabe aquela história de "às vezes quem tá de fora sabe mais do que quem está dentro"?
ODEIO. MENTIRA das mais prejudiciais.

Ninguém sabe o que acontece para além do que sabe quem está sendo acontecido.
NUNCA vou fazer o que me dizem. Questão de percepção, até uma questão fisiológica: vc sabe baseado no que os SEUS sentidos te dizem, comparando com SUAS experiências anteriores. Logo, me dizer o que fazer em determinada situação só serve para que eu saiba o que VOCÊ faria no meu lugar. É uma informação a SEU respeito. Da minha vida, meu coração e minha cabecinha, quem sabe sou eu.


A sobrinha grande agoooora que vai pensar sobre si mesma.
Nada de ser ostra. Vai ser uma pessoinha agora.

terça-feira, 6 de julho de 2010

E' nell'Amore non so più sperare

Saí do hotel umas 6:30.
o Céu de CTBA estava ainda aquele lilás escuro acinzentado da estação passada, e o rádio do táxi tocava umas músicas que eu podia perfeitamente ter escolhido enqto a gente descia a venida das torres, antes de chegar em são josé dos pinhais.

Aí veio a deixa do pavarotti em miss sarajevo.
e era a hora que o céu estava começaaando a abrir os olhos, e com a sombra da kirsten stewart comentada pela diadebeaute.com... um rosa com vinho esfumaçado, só uma faixinha prevendo um sol bonito de uma maneira assim não agressiva.

eu sou muito suscetível, me falta pouco pra chorar com coisa assim.
me sinto abençoada em muitos níveis, não como os crentes que acham que vão pro céu, se achando o trigo em oposição a joio, mas como alguém sortudo o suficiente para estar lá atento quando acontecem essas coisas.

uma vez eu e muhammed estávamos indo... pra onde mesmo?, acho que visitar a tia da ponta negra, e no céu tinha umas nuvens num aglomeradinho assim, como se elas tivessem se dado as mãos para uma dança, e a luz do fim da tarde por trás dela era em verdes e rosas. e a gente ficou feliz de verdade. tentou fotografar, mas tem coisas que não se deixam caber numa fotografia.

ah, mais uma de hoje:

justo o aeroporto em CTBA calhou de estar embaixo das umas nuvens grossinhas no céu essa manhã na hora de decolar. mas curitibano é assim mesmo, tô nem vendo, tenho que ir, vou - e isso é legal deles. subimos. na subida já atravessamos o manto - e qdo atravessou, eu olhei p baixo, já que só escolho janela, e olha que a uma janela que tinha p mim era na última fileira que não reclina.

parecia um edredom feito de pashmina, marshmellows e dedos de pés de bebês.

adoro o céu.

adoro o lá fora - não o lá fora do x-files, mas o lá fora das janelas de avião.
por exemplo, qdo eu chego de noite em manaus, com aquele bando de água lá embaixo, e as lâmpadas dos postes acesos, parece que é uma rede de luz flutuando.

fora que o sol aqui nunca toca o horizonte quando se põe.
ele se desfaz, se desmancha, se mistura com as nuvens antes disso.

a gente aprende muito com o tempo e com o céu.

sábado, 3 de julho de 2010

Brasiiiiiiil...? Really?

tá, vou falar de copa.
pero muy brevemente.

o paraguay jogou até os finalmentes. o chile também. e eu sou fã da argentina desde a copa américa que não ganhamos pq futebol é momento - pois é, pode tacar pedra, mas o brasil só jogou de verdade a final naquela copa américa.

fato é que só dei um jeito de parecer que tava torcendo pro brasil pq a comoção geral me fez acreditar que, se eu confessasse meus sentimentos, seria espancada.

quem acompanha futebol não deve ter botado muita fé na seleção canarinho...
eu modestamente acho que o brasil faz tempo que joga bola muito bem, mas futebol mesmo não joga nada. os talentos individuais não se conversam, e é tudo muito emocional - se o brasil começa tomando gol, di-fi-cil-mente se recupera e vira o jogo. se a gente faz um e o outro time vai lá e empata, parece que nada mais faz sentido, e cada jogador se recolhe com a bola e fica mordidinho e não presta nunca mais.

é por isso que teve tanta zebra na 1a fase.
porque os times de nações futebolisticamente emergentes têm a humildade real - e não a cantada pelo brasileiro e não seguida - de se preocuparem com esquema tático, de enxergarem para onde a bola deve ir, o que devem buscar, até sobre como resistir e continuar tentando, pq sabem que provavelmente vão tomar gol.
e hj, depois dessa manhã alvíssara, sou alemã desde a mais tenra infância.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

=(

aparentemente eu sou a outra.
muhammed já está casado com a InferNokia.
perdi que nem vi.

não podem me acusar de não ter feito o meu melhor para cobrir todos os possíveis setores de uma familiazinha feliz.
mas homem não lê nova ou marie claire.
homem não lê reportagens sobre como manter seu casamento, como não cair da rotina, ou sugestões de family bonding activities.

me peguei suspirando de saudade imaginária de duas situações.

a colega contou que chegou em casa e o marido tinha amarrado uma corda num balde, e tava arrastando a neném deles, da mesma idade do meu menino, pátio afora dentro do balde, e ela gargalhava. fora quando ele corre com eles no carrinho de compras do supermercado. e anda de bicicleta com eles - eles têm essa, e um que vai fazer dois anos, e a bicicleta tem uma cadeirinha na frente e uma atrás.

e outro colega declinou uma mudança de turno que ele esperava há um tempão - ele entrava a noite trabalhando, e tava desesperado para voltar para as manhãs - porque o enteado de cinco anos está de férias escolares e não teria com quem ficar, e ele que ficava só com o moleque até a hora do almoço.

muhammed chega esgotado.
não tem forças para criar uma boa lembrancinha de infância sequer.
o tempo que tá em casa tá no celular ou no notebook.

amo a empresa que eu trabalho, e uma das razões é pq ela não é uma louca possessiva.
mas pq eu não deixo ela se transformar em uma.
cheguei em casa, estou em casa, ora.

*sighs*
tá tudo errado.