domingo, 24 de abril de 2011

a capitania

pernambuco é uma ilha auto-suficiente.
e eu amo visitar lugares exóticos, ilhas perdidas, reinos distantes.

brennand é lindo!, lindo!!, liiiiindo!!!
as adagas, as estátuas, a grama, o pé de garça, a amazona de botero, os tijolinhos, as moças peladinhas, a luz amarela.

maracaípe é lindo! com as ondas batendo no menino, e o menino rindo e pedindo mais, mais!, sem se aperceber se era salgado ou violento aquele montão de água.

sport x náutico deixou recife em suspenso, até o terceiro gol, com estouro de fogos e gente gritando nas casas próximas. e era só a semi-final!

as casas restauradas, coloridas, juntinhas como abraçadas.

o sotaque engraçado.

o zoológico.

os rios, as pontes, os overdrives. água pacas!, provavelmente mas não obviamente suja, e domadinha e feliz de fazer o seu bonito papel de compor a paisagem da cidade, lá, bem largona, entre os prédios históricos, embaixo de pontes bonitas.

os hortifruti bonitos e fresquinhos.

gosto daqui.
a gente volta depois com mais tempo.

no lo creo

meu sogro é um sujeito meio unique, e tals.

respeito bastante e gosto até, por umas excentricidades que inspiram uma certa ternura, dessas que se têm por gente tão ensimesmada que parece criança que se auto-mima.

e olha que ele tem um sistema de suporte excelente, que são dois primos de muhammed que fazem o papel dos filhos distantes, cuidando da saúde, da alimentação, colocando elásticos nas sandálias para que ele não tropece com elas.

é um grande nome no meio acadêmico, e cheio das idiossincrasias.

tem uma casa desesperadamente despreparada para crianças!, com livros enormes, antigos, queridos, all over the place e ao alcance de dedinhos melequentos, bonecos e vasos de barro de mestres desse ofício, cds raros de grandes nomes da música francesa e nordestina, o no-break logo embaixo da mesa!, coisinhas de vidro em aparadores baixos, um pesadelo!, e tivemos que supervisionar o max constantemente, para não desfazer as coisas!, e foi bem divertido, inclusive! =p

mas eu não ACEITO! uma casa não ter cotonetes.
ninguém pode levar os otorrinolaringologistas tão a sério.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

eu devo ter cara de rica

porque que não me pagam?
qdo eu vejo passaram-se meeeeeses e niente! nada! nelso!
e a pessoa pensa em pedir!, só pensa em pedir de mim!
e poha, eu me compadeço, né?, e me fooooodo, é claro.
não é que eu não aprendo, mas eu me preocupo!
e me foooodo, é claro!

pessoas, o fato de eu ter boa postura e falar bonito, infelizmã!, não encontra correspondente com minha conta bancária! então NÃO PEÇAM!, pq eu empreeeesto, e me lasco! Poha!

O tamanho do meu coração é inversamente proporcional ao saldo da minha conta bancária.

O menino, o mar e o bistrô

Nossa primeira viagem como familiazinha.
Nós três.

Teremos meses terríveis pela frente.
Porque decidimos que vamos construir desde o primeiro tijolinho, e isso dá um trabalho do cão, e os bancos não costumam ser pacientes esperando os tijolinhos!

Vou aproveitar PKRL.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

letra e musica

Fico impressionada com gente que consegue cantar coisas tristes e não chorar.

Para ficar no raso, Living on a Prayer do Bon Jovi.
Um casal white trash, liso!, provavelmente vivendo num trailer ou se muito numa shot-thru de madeira pirenta cheia de rato e barata, e estão lá, nessa pro que for, na saúde a na doença, mais na doença inclusive. É uma das coisas mais tristes que eu já ouvi.
E o cara fazendo aquela caretinha anos oitenta, rindo com o cabelo farofa, pulando de legging de couro.

E no profundo eu penso em Help, dos Beatles.
É trágica a sensação de perda da personagem, de solidão, de auto-insuficiência.
E o Paul láááá, balançando a franjinha, com aquela cara de quem tá cantando bom-dia-coleguinha-como-vai. É chocante.

Ainda sobre o Paul, outra coisa que eu ainda não acredito é que ele foi capaz de escrever os versos abaixo:

When you were young and your heart was an open book
you used to say "live and let live"
but if this ever changing world in which we're living makes you give in and cry
live and let die

what does it matter to ya
if you got a job to do, you got to do it well
you got to give the other fella heeeeeeeeeeeell!!!!

Imagina, Sir Paul MacCartney, um sujeito elegante, bom pai, bom marido, um gentleman inglês!, clamando uma atitude nordestina assim!, ou, para ficar em termos de hemisfério norte, some texas taste attitude dessas!

Presto atenção pacas nas palavras.
Gosto que saibam descrever, inclusive coisas com as quais não sou familiar.
Adoro sentir o que o outro sente, adoooro.

Descrevam direitinho!
Adoro descrição.
*in the mood for mike patton*

sábado, 2 de abril de 2011

Solidariedade Tardia

Quase fico doente.

Porque o Peugeout estava na UTI da Rivoli, a gente alugou um carro - aliás um Classic franciscano de tão básico, só com ar, horroroooouso, com manivela nos vidro ainda - sem plural de tão cabocão que é.

Aí, no segundo de três dias que ficaríamos com o carro, o porta luvas é aberto e vejo que a carteira do cara tá lá! Do carinha que alugou! Fiquei desesperada para ligar para o cara, e Muhammed ainda fala, caaaaalma, o cara pegou a balsa pra resolver não sei o quê do outro lado do rio!, e aí que eu fiquei nervosa mesmo, porque, ora poha!, quem é que resolve alguma coisa em qualquer lado de rio sem carteira, hein, heeein?? Coitado do cara!

Quase que eu não consigo fazer mais nada! E Muhammed temntando me tranquilizar, ele já teria ligaaaaado!, ele saaabe que está aquiiii! E isso lá adianta? Eu tava me remoendo de culpa.

Imaginei o cara sem sequer conseguir provar que ele era ele, sem cartão, sem dinheiro, sem cidadania, sem direito a dirigir, sabe deus em que buraco, biboca, ramal ou várzea!, nesse interior enorme que só a gente tem!

Se não tivesse quem me impedisse, eu teria pegado uma voadeira e ido lá deixar pro cara!