o hud e a erika estão aqui, e ele são uns amores.
jogando nintendo wii na sala, brincando com o max no sofá, contando as novas na cozinha, contando o sonho do bebê novo daqui a três anos - bem a minha conta mesmo! - na cadeira de macarrão.
adoro visita.
e a vida cigana pré-max de quitinete em quitinete que tínhamos - priorizando carro sobre casa, não permitia essas coisas. e eu sentia faaalta...
agora olha os caras aqui.
muito lecaaaaal.
vou lá fazer pipoca.
sábado, 24 de abril de 2010
curitiba, ou o gato gosta mais da casa do que do dono
tá, tá, tem exceções.
mas pense num povo avesso a demonstrações emocionais.
não, eu não estou falando de euforia ou depressão profunda.
estou falando de expressões cotidianas, pequenas, como fazer uma pequena careta de decepção qdo percebe que vai chover e nao há abrigo proximo, ou curiosidade / interesse com alguma coisa nova, ou qdo está contando uma história e se atém apenas às palavras. não precisa ser o jim carrey como eu às vezes, mas porra!!, tem alguém aí?
isso não os invalida como pessoas, porque eles são foda! em tudo o que fazem, e alguns são secretamente legais, tipo o project buyer futuro pai da vikingzinha. estou falando é do estranhamento, sensação alienígena, choque cultural mesmo.
by the way, dei a maior sorte.
encontrei várias exceções na semana que estive lá, pessoas excellant.
a delegada da paixão, o "seu lupe" paulo betti, o professor/fotógrafo que ri com cara de maluco, o manauara do interior de são paulo, o libanês com sobrenome japones, a loura poderosa da perua que manda muito e ainda é fofa.
e mais sorte ainda por estar coma karen, a andréia e a márcia!
=p
sim, a casa:
curitiba é uma cidade linda.
fatores ambientais - o clima é um friozinho gostoso - em um nivel aceitavel até junho, flores, pinheiros e araucárias, vento e tal - e interferência humana - ruas largas, casas bonitas, caprichosinhas mesmo!, calçadas livres e largas, paradas de ônibus apropriadas ao clima, roupinhas e calçados bonitos e baratos, comidinha classe A, verdurinhas com cara de recém colhidas... lindo, lindo, lindo.
portanto, pesando as coisas, me mudaria facilmente para lá.
levando o meu pessoal, é claro. os gritalhões, careteiros, exagerados, histriônicos.
afinal, a gente precisa de um mínimo de normalidade, né, cara?
by the way, segue uma defesa ao gato:
ele gosta sim, do dono, só que diferente do cachorro, ele nao eh um carente dependente estilão me bate que eu te amo assim mesmo. ele se vê como um igual e nao precisa de provas constantes e irritantes de amor. é uma relação mais madura, saca? ele quer carinho pq gosta, não pq precisa senão vai morrer.
pois é.
adoro gatinhos.
mas pense num povo avesso a demonstrações emocionais.
não, eu não estou falando de euforia ou depressão profunda.
estou falando de expressões cotidianas, pequenas, como fazer uma pequena careta de decepção qdo percebe que vai chover e nao há abrigo proximo, ou curiosidade / interesse com alguma coisa nova, ou qdo está contando uma história e se atém apenas às palavras. não precisa ser o jim carrey como eu às vezes, mas porra!!, tem alguém aí?
isso não os invalida como pessoas, porque eles são foda! em tudo o que fazem, e alguns são secretamente legais, tipo o project buyer futuro pai da vikingzinha. estou falando é do estranhamento, sensação alienígena, choque cultural mesmo.
by the way, dei a maior sorte.
encontrei várias exceções na semana que estive lá, pessoas excellant.
a delegada da paixão, o "seu lupe" paulo betti, o professor/fotógrafo que ri com cara de maluco, o manauara do interior de são paulo, o libanês com sobrenome japones, a loura poderosa da perua que manda muito e ainda é fofa.
e mais sorte ainda por estar coma karen, a andréia e a márcia!
=p
sim, a casa:
curitiba é uma cidade linda.
fatores ambientais - o clima é um friozinho gostoso - em um nivel aceitavel até junho, flores, pinheiros e araucárias, vento e tal - e interferência humana - ruas largas, casas bonitas, caprichosinhas mesmo!, calçadas livres e largas, paradas de ônibus apropriadas ao clima, roupinhas e calçados bonitos e baratos, comidinha classe A, verdurinhas com cara de recém colhidas... lindo, lindo, lindo.
portanto, pesando as coisas, me mudaria facilmente para lá.
levando o meu pessoal, é claro. os gritalhões, careteiros, exagerados, histriônicos.
afinal, a gente precisa de um mínimo de normalidade, né, cara?
by the way, segue uma defesa ao gato:
ele gosta sim, do dono, só que diferente do cachorro, ele nao eh um carente dependente estilão me bate que eu te amo assim mesmo. ele se vê como um igual e nao precisa de provas constantes e irritantes de amor. é uma relação mais madura, saca? ele quer carinho pq gosta, não pq precisa senão vai morrer.
pois é.
adoro gatinhos.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
big changes
vou mudar de área.
vou poder fazer as coisas my way. vai ser lindo.
porque estou dizendo isso?
porque eu não gosto de disciplina.
tenho uma dificuldade monstruosa de seguir o passo-a-passo depois de resolver o problema.
detesto manter arquivo, registrar da maneira tal e tal, entrar nas observações do pedido e explicaaaar, este pedido cancela e substitui a requisição fulaaana, enviada para ferramenta portal e truncada no retorno ao sistema. acabo fazendo, mas num gosto, evito até onde dá.
não tenho orgulho desse meu lado não
e luto contra isso, luto pacas. cansa lutar comigo mesma, pq eu sou muito convincente nos meus contra-argumentos, e posso acabar me vencendo.
e por que eu estou feliz com a minha nova área?
porque é só bronca. minha especialidade. bronca alta. cliente mordido, prazos complicados, negociar com as áreas fornecedoras. adooooro resolver bronca, faz eu me sentir uma personagem da marvel, assim, de capa e botas. adoro achar a pessoa certa, achar o material, achar alternativa, mandar um email lindo explicando tudo. adoro. ainda estabeleço a maneira ideal de evitar que a bronca aconteça de novo.
mas não me peça para imprimir tudo na ordem e grampear e arquivar na pasta correspondente ao assunto com referências cruzadas e tags. mal boto tag nesse blog! e também não me peça para seguir aquela maneira ideal - q eu mesma desenhei - de bom grado e peito aberto.
e essa é a parte mais legal.
vou ter funcionários, provavelmente quatro.
então eu vou ter tanto problem solvers como eu sou, quanto guardiões, como eu não sou.
e bicho!!!!, como eu preciso de guardiões. precisava de um deles aqui do ladinho do meu hipotálamo assim. mas parece que eu pulei a fila onde entregavam esse módulo lá no céu.
eh, pois é.
tô feliz pra caralho.
saca qdo eu sem querer faço cara de doida quando sorrio?
feliz assim.
vou poder fazer as coisas my way. vai ser lindo.
porque estou dizendo isso?
porque eu não gosto de disciplina.
tenho uma dificuldade monstruosa de seguir o passo-a-passo depois de resolver o problema.
detesto manter arquivo, registrar da maneira tal e tal, entrar nas observações do pedido e explicaaaar, este pedido cancela e substitui a requisição fulaaana, enviada para ferramenta portal e truncada no retorno ao sistema. acabo fazendo, mas num gosto, evito até onde dá.
não tenho orgulho desse meu lado não
e luto contra isso, luto pacas. cansa lutar comigo mesma, pq eu sou muito convincente nos meus contra-argumentos, e posso acabar me vencendo.
e por que eu estou feliz com a minha nova área?
porque é só bronca. minha especialidade. bronca alta. cliente mordido, prazos complicados, negociar com as áreas fornecedoras. adooooro resolver bronca, faz eu me sentir uma personagem da marvel, assim, de capa e botas. adoro achar a pessoa certa, achar o material, achar alternativa, mandar um email lindo explicando tudo. adoro. ainda estabeleço a maneira ideal de evitar que a bronca aconteça de novo.
mas não me peça para imprimir tudo na ordem e grampear e arquivar na pasta correspondente ao assunto com referências cruzadas e tags. mal boto tag nesse blog! e também não me peça para seguir aquela maneira ideal - q eu mesma desenhei - de bom grado e peito aberto.
e essa é a parte mais legal.
vou ter funcionários, provavelmente quatro.
então eu vou ter tanto problem solvers como eu sou, quanto guardiões, como eu não sou.
e bicho!!!!, como eu preciso de guardiões. precisava de um deles aqui do ladinho do meu hipotálamo assim. mas parece que eu pulei a fila onde entregavam esse módulo lá no céu.
eh, pois é.
tô feliz pra caralho.
saca qdo eu sem querer faço cara de doida quando sorrio?
feliz assim.
points where i fail as a social animal
outro:
eu perco as pessoas. simplesmente deixo elas irem.
dia desses foi aniversário de uma amiga minha, uma das melhores pessoas ever do mundo inteiro. é difícil até de explicar. ela é a barbie funk metal secreta disfarçada de working girl, é doce sem ser enjoada, gosta de rock mantendo a classe e a feminilidade, é trabalhadora sem parecer que está se matando, é inteligente sem ser pedante, é engraçada sem beirar o histriônico (como eu!), ela é capaz de compreender e ser legal com pessoas beeeem diferentes sem se perder no caminho. é alguém que eu deveria conservar.
pois é.
e mesmo nesses tempos muderrrnos de tecnologia da informação em favor das redes sociais e o caralho, eu consigo perder as pessoas. um mau costume arraigado, dos tempos em que chegavam as férias do fim de ano e eu, que não tinha telefone em casa, podia só torcer para que os meus preferidos caíssem na minha mesma turma.
muhammed tem amigos da vida toda, com quem ele fala in a regular basis, tipo quase todo dia. se tu perguntar hoje como vai fulano, com quem ele não convive há quinze anos, ele vai dizer, ah, se mudou anteontem, pegou uma gripe, a mulher dele tá trabalahando num sei aonde, ah, e mês passado tentou ir no show do fulano, se atrasou... e conta toda uma história.
eu não.
amo a pessoa, amo mesmo!, e no entanto as circunstâncias não nos permitem conviver.
aí o que acontece usualmente? eu a perco. perco, simplesmente. e só eu sei o quanto perco.
porque eu sei que ela é especial, e que ninguém tem aquela combinação que eu acho nela.
tendo a gostar das pessoas, mesmo as que de cara não me impressionam ou me irritam, conforme eu as conheço, parte boa e má, e contextualizo e entendo os defeitos. e eu sou uma boba alegre, dou um jeito de ser feliz aonde estiver, e bem pouca coisa abala meu equilíbrio geral. aquela uma pessoa pode até não estar aqui e eu estar bem assim mesmo. mas eu não esqueço nunca. e qualquer sinalzinho dela - uma foto nova no orkut, uma música que é a cara dela, cachorros gigantes e macaquinhos de pelúcia - me dá uma sensação boa no coração.
viu, cidia mara?
eu te amo, sua zé!
vai ver eu sou só preguiçosa.
eu perco as pessoas. simplesmente deixo elas irem.
dia desses foi aniversário de uma amiga minha, uma das melhores pessoas ever do mundo inteiro. é difícil até de explicar. ela é a barbie funk metal secreta disfarçada de working girl, é doce sem ser enjoada, gosta de rock mantendo a classe e a feminilidade, é trabalhadora sem parecer que está se matando, é inteligente sem ser pedante, é engraçada sem beirar o histriônico (como eu!), ela é capaz de compreender e ser legal com pessoas beeeem diferentes sem se perder no caminho. é alguém que eu deveria conservar.
pois é.
e mesmo nesses tempos muderrrnos de tecnologia da informação em favor das redes sociais e o caralho, eu consigo perder as pessoas. um mau costume arraigado, dos tempos em que chegavam as férias do fim de ano e eu, que não tinha telefone em casa, podia só torcer para que os meus preferidos caíssem na minha mesma turma.
muhammed tem amigos da vida toda, com quem ele fala in a regular basis, tipo quase todo dia. se tu perguntar hoje como vai fulano, com quem ele não convive há quinze anos, ele vai dizer, ah, se mudou anteontem, pegou uma gripe, a mulher dele tá trabalahando num sei aonde, ah, e mês passado tentou ir no show do fulano, se atrasou... e conta toda uma história.
eu não.
amo a pessoa, amo mesmo!, e no entanto as circunstâncias não nos permitem conviver.
aí o que acontece usualmente? eu a perco. perco, simplesmente. e só eu sei o quanto perco.
porque eu sei que ela é especial, e que ninguém tem aquela combinação que eu acho nela.
tendo a gostar das pessoas, mesmo as que de cara não me impressionam ou me irritam, conforme eu as conheço, parte boa e má, e contextualizo e entendo os defeitos. e eu sou uma boba alegre, dou um jeito de ser feliz aonde estiver, e bem pouca coisa abala meu equilíbrio geral. aquela uma pessoa pode até não estar aqui e eu estar bem assim mesmo. mas eu não esqueço nunca. e qualquer sinalzinho dela - uma foto nova no orkut, uma música que é a cara dela, cachorros gigantes e macaquinhos de pelúcia - me dá uma sensação boa no coração.
viu, cidia mara?
eu te amo, sua zé!
vai ver eu sou só preguiçosa.
terça-feira, 6 de abril de 2010
COMO SE PERDER, COMO SE ACHAR
a boca seca de tanto silêncio
coisas não ditas para o bem e para o mal
a maioria inúteis, de tão rasas ou nocivas
que de a gente as esquecer vive bem mais
como a gente pôde se desaprender
como pode a gente parecer não mais saber
está tudo lá ainda, debaixo das discussões falsamente necessárias
dos desabafos ridículos, da sujeira das palavras
onde é mesmo que a gente parou?
onde é que a gente estava mesmo?
para onde é que a gente vai agora?
é como abrir os olhos de novo
e te reencontrar lá
e a uma coisa que eu preciso saber de verdade
é o que a gente quer fazer agora
é do que é que a gente quer brincar.
coisas não ditas para o bem e para o mal
a maioria inúteis, de tão rasas ou nocivas
que de a gente as esquecer vive bem mais
como a gente pôde se desaprender
como pode a gente parecer não mais saber
está tudo lá ainda, debaixo das discussões falsamente necessárias
dos desabafos ridículos, da sujeira das palavras
onde é mesmo que a gente parou?
onde é que a gente estava mesmo?
para onde é que a gente vai agora?
é como abrir os olhos de novo
e te reencontrar lá
e a uma coisa que eu preciso saber de verdade
é o que a gente quer fazer agora
é do que é que a gente quer brincar.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
big empty fight
Tive que resolver uma bronca do trabalho fora do horário que me obrigou a trafegar pela grande circular às 19h. Tentativa de suicídio urbano. Não foi mais grave porque, graças à minha condição de mãe de bebezinho, fui com todo um sistema de suporte - Amanda, Marilza, Emily... - então viemos conversando e rindo. Enquanto os outros veículos pareciam estar lutando pela sobrevivência nas trincheiras da bola do são josé.
É engraçado como se pode ficar irracional nesse cenário.
Se o sinal tá fechado, os poucos metrinhos à frente não fazem a menoooooor diferença no mundo real, mas se o tiozinho tenta fazer a conversão de faixas por ali, aaaah, parece que tá querendo pular o muro e roubar a casa do cara, assim. E aí vem a fechada e a cara feia. Ganhou o quê? Se o tiozinho passasse, era um atravessado a menos para atrapalhar no plano geral.
Dar espaço para o outro como uma admissão de fracasso. Deixar fluir o transito em detrimento de um minuto de sua vida onde não tem sinal 'e ser mole. Aí tem que acelerar ansiosamente atrás do outro, como se ele tamb'em não quisesse sair dali para ir para algum lugar. Tem que fazer cara feia. Tem que achar que todo mundo 'e burro e não sabe como tirou a carteira.
Bicho, eu xingo. Xingo para caralho. Na intimidade do meu carrinho. Porque xingo pra desabafar, não para provocar o outro. Porque não adianta problematizar mais. Já tá foda lá, a pessoa estar tão parada quanto vc, tão querendo estar onde ela está indo quanto vc... para quê acrescentar mais estresse?
Mau costuuuuume...
É engraçado como se pode ficar irracional nesse cenário.
Se o sinal tá fechado, os poucos metrinhos à frente não fazem a menoooooor diferença no mundo real, mas se o tiozinho tenta fazer a conversão de faixas por ali, aaaah, parece que tá querendo pular o muro e roubar a casa do cara, assim. E aí vem a fechada e a cara feia. Ganhou o quê? Se o tiozinho passasse, era um atravessado a menos para atrapalhar no plano geral.
Dar espaço para o outro como uma admissão de fracasso. Deixar fluir o transito em detrimento de um minuto de sua vida onde não tem sinal 'e ser mole. Aí tem que acelerar ansiosamente atrás do outro, como se ele tamb'em não quisesse sair dali para ir para algum lugar. Tem que fazer cara feia. Tem que achar que todo mundo 'e burro e não sabe como tirou a carteira.
Bicho, eu xingo. Xingo para caralho. Na intimidade do meu carrinho. Porque xingo pra desabafar, não para provocar o outro. Porque não adianta problematizar mais. Já tá foda lá, a pessoa estar tão parada quanto vc, tão querendo estar onde ela está indo quanto vc... para quê acrescentar mais estresse?
Mau costuuuuume...
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