Mote emprestado.
Comigo me desavim,
Sou posto em todo perigo;
Não posso viver comigo
Nem posso fugir de mim.
Sá de Miranda.
O desenvolvimento desse mote é ruim. Bem ruim.
Sou eu no meu pior.
Gosto do Brasil, de verdade. Acho lindo. Os cenários naturais, a quase ausência de catástrofes - é preciso o mundo inteiro estar mal para que a gente tenha um tremor de terra -, os animais, as plantas.
Detesto os brasileiros. É um povo preguiçoso, que se impressiona fácil, que quer o que o outro tem sem esforço, que supervaloriza a brodagem sobre a competência, que não sabe ser imparcial, que evita sacrifícios.
Nem quero entrar no âmbito da política, porque ali é só a amplificação de uma característica tão arraigada que o brasileiro comum - aquele mesmo, que eu detesto - ia dizer que fica chocado, e mais uma vez não ia olhar pro próprio rabo. Estou falando é do síndico que inventa seis pinturas superfaturadas no mesmo muro no mesmo ano, da cota do churrasco, do querer se aproximar do colega que tem um audi por causa do audi, de pegar a maquiagem da bolsa da colega de vestiário porque viu que ela não trancou. Pequenas fuleiragens, denotando grandes, incorrigíveis falhas de caráter.
Daí eu confesso: sou preguiçosa. Sou. Sou e pronto. Sou índia. Faço o necessário e o correto - porque minha mãe era uma pessoa boa - para ter meu peixe com farinha, minhas miçangas, minha rede, metaforicamente falando. Mas faço. Não gosto muito não, mas é assim que funciona, e tenho muita consciência do próximo, que também quer fazer o seu, e não causaria prejuízo a outrem. Logo, me resta a preguiça, controlada mas existente.
Brasileiro é uma raça que quer ser européia a pulso, que quer ser colonizador até hoje. Quer impressionar, quer o luxo, quer que olhem e admirem, quer colar no carro aquela frase idiota de " sua inveja é meu sucesso", e coisa assim. Ele quer não ser povo, quer ser elite. PArece que no subconsciente do brasileiro a mobilidade social é invencao de livro, que brasileiro não lê, pq "quem estuda muito fica doido". Eu tenho um nojo FUDIDO!!! de brasileiro, pq é burro, escolhe continuar burro e tem orgulho disso.
E vai continuar esticando o olho pro fruto do trabalho - feito com amor ou com esforço, no meu caso - do próximo, e pensando como ele faz pra ter aquilo fácil.
Eu odeio brasileiro.
Pronto, falei.
domingo, 28 de março de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
esclarecimento - post longo
vou entregar um segredo cuja existência me incomoda:
supervalorizam as xoxós.
sério.
de todas as mulheres que conheci na vida, "nenhumas porcento" pensavam o tempo todo em seduzir. "nenhumas porcento" se preocupavam como todo e qualquer filha da puta que achasse elas bonitas. "nenhumas porcento" se posicionavam enquanto alvo para os filhas das putas em todas as ocasiões sociais. e é muito, muito, muuuuito difícil para a humanidade - não apenas os homens - entender isso.
uma mulher que puxou assunto com vc, homem, na fila do banco, ou pediu ajuda no sinal vermelho para achar uma rua, ou pediu p vc alcançar uma perinha bonita no cestão do supermercado, provavelmente só quer isso mesmo: passar o tempo, achar uma rua, aquela uma perinha lá do alto. uma mulher é uma pessoa, nao uma living and breathing pussy. e vc podia ser gordo, rasta, uma velhinha ou uma panfletista de esquerda, nao faria a menooooorrrr diferença. ela não está procurando um romance avassalador ali, naquela situação.
dia desses, horário de saída do distrito, calor do caralho, a anarquia reinando, e o cara vem devagar, olhando p meu decadente peugeoutzinho, abriu o vidro... e eu preocupada, pq meu carro anda fazendo um barulho horroroso, pcausa duma ventoinha escrota e há muito ignorada, que me obriga a andar com vidro fechado p poder ouvir minha própria música ou o telefone... pensei eu: pronto, tá saindo fumacinha, o cara vai me avisar p saltar do carro pq vai explodir!! nada. o zé graça larga um sorrisinho sem graça e uma piadinha q eu nem entendi. puta, que ódio!! perdi meu tempo e uma boa oportunidade de ultrapassagem pcausa de um pequeno filha da puta q jurava q eu ia me apaixonar. aaaaaaaaaah!!!
outro exemplo:
duas empresas atrás no meu curriculo, havia essa Moça da Qualidade. ela era linda, o tipo que a gente sonha em ser, dessas que serão lindas for ever after, gracas à boa genética e excelente estrutura óssea e muscular. um homem diria, sumarizando, que ela era muito era gostosa.
o resultado disso era FODA: parte das mulheres tinha inveja, todos os homens tinham era vontade, e ela seguia alheia a tudo isso, pq mulher nenhuma, repito, MULHER NENHUMA!!!, vive pensando 24h por dia em seus atributos. mas se obrigava a ser muito seria, e nao deixava qualquer um se aproximar, pq era consciente do pré-julgamento padrão. e só nós, suas colegas, é q sabiamos que na verdade ela era muito inteligente, dessas resolvedoras de problemas, podia ser engraçada, tinha lá uns cacoetes, era careteira - se parassem de olhar p bunda dela, iam notar q ela tinha um rosto expressivo e de traços marcantes - sentimental, e às vezes até boba, in a lovely way. mas a bicha precisava de camadas e camadas de rispidez para a proteger de pensarem que ela era apenas gostosa. e aí esse pessoal raso perdia o quanto ela era uma pessoa legal.
sim, a razão desse post é pq ontem eu vi o episódio 06 da ultima temporada do Lost, e eu percebi como é difícil retratar a relação moça-jovem-com-homem-mais-velho-com-alguma-influência sem tensão sexual envolvida. foi como o início de missão impossível III. e eu não vou passar dessa frase de mote tardio, pq eu tb odeio que me contem fim de filme.
relembrando:
uma mulher é uma pessoa completa, com conta em banco, carro por consertar, almoços rápidos, dor na coxa no primeiro dia de musculação, resultado para entregar p chefia, consulta médica atrasada p remarcar, etc.
e não uma living and breathing pussy.
logo, pense duas vezes antes de puxar sua linha padrão de xaveco:
é muito provável que a moça pare na hora de lhe ser polida - e mal interpretada.
supervalorizam as xoxós.
sério.
de todas as mulheres que conheci na vida, "nenhumas porcento" pensavam o tempo todo em seduzir. "nenhumas porcento" se preocupavam como todo e qualquer filha da puta que achasse elas bonitas. "nenhumas porcento" se posicionavam enquanto alvo para os filhas das putas em todas as ocasiões sociais. e é muito, muito, muuuuito difícil para a humanidade - não apenas os homens - entender isso.
uma mulher que puxou assunto com vc, homem, na fila do banco, ou pediu ajuda no sinal vermelho para achar uma rua, ou pediu p vc alcançar uma perinha bonita no cestão do supermercado, provavelmente só quer isso mesmo: passar o tempo, achar uma rua, aquela uma perinha lá do alto. uma mulher é uma pessoa, nao uma living and breathing pussy. e vc podia ser gordo, rasta, uma velhinha ou uma panfletista de esquerda, nao faria a menooooorrrr diferença. ela não está procurando um romance avassalador ali, naquela situação.
dia desses, horário de saída do distrito, calor do caralho, a anarquia reinando, e o cara vem devagar, olhando p meu decadente peugeoutzinho, abriu o vidro... e eu preocupada, pq meu carro anda fazendo um barulho horroroso, pcausa duma ventoinha escrota e há muito ignorada, que me obriga a andar com vidro fechado p poder ouvir minha própria música ou o telefone... pensei eu: pronto, tá saindo fumacinha, o cara vai me avisar p saltar do carro pq vai explodir!! nada. o zé graça larga um sorrisinho sem graça e uma piadinha q eu nem entendi. puta, que ódio!! perdi meu tempo e uma boa oportunidade de ultrapassagem pcausa de um pequeno filha da puta q jurava q eu ia me apaixonar. aaaaaaaaaah!!!
outro exemplo:
duas empresas atrás no meu curriculo, havia essa Moça da Qualidade. ela era linda, o tipo que a gente sonha em ser, dessas que serão lindas for ever after, gracas à boa genética e excelente estrutura óssea e muscular. um homem diria, sumarizando, que ela era muito era gostosa.
o resultado disso era FODA: parte das mulheres tinha inveja, todos os homens tinham era vontade, e ela seguia alheia a tudo isso, pq mulher nenhuma, repito, MULHER NENHUMA!!!, vive pensando 24h por dia em seus atributos. mas se obrigava a ser muito seria, e nao deixava qualquer um se aproximar, pq era consciente do pré-julgamento padrão. e só nós, suas colegas, é q sabiamos que na verdade ela era muito inteligente, dessas resolvedoras de problemas, podia ser engraçada, tinha lá uns cacoetes, era careteira - se parassem de olhar p bunda dela, iam notar q ela tinha um rosto expressivo e de traços marcantes - sentimental, e às vezes até boba, in a lovely way. mas a bicha precisava de camadas e camadas de rispidez para a proteger de pensarem que ela era apenas gostosa. e aí esse pessoal raso perdia o quanto ela era uma pessoa legal.
sim, a razão desse post é pq ontem eu vi o episódio 06 da ultima temporada do Lost, e eu percebi como é difícil retratar a relação moça-jovem-com-homem-mais-velho-com-alguma-influência sem tensão sexual envolvida. foi como o início de missão impossível III. e eu não vou passar dessa frase de mote tardio, pq eu tb odeio que me contem fim de filme.
relembrando:
uma mulher é uma pessoa completa, com conta em banco, carro por consertar, almoços rápidos, dor na coxa no primeiro dia de musculação, resultado para entregar p chefia, consulta médica atrasada p remarcar, etc.
e não uma living and breathing pussy.
logo, pense duas vezes antes de puxar sua linha padrão de xaveco:
é muito provável que a moça pare na hora de lhe ser polida - e mal interpretada.
quinta-feira, 11 de março de 2010
CASA DE PALHA, DE MADEIRA, DE TIJOLOS
Eu vejo na tua raiva
as vezes em que era a minha
e eu disse coisas sem pensar
e já te perdôo agora
antes mesmo de parar de gritar
não é que não me atinja
eu só aprendi a filtrar
a gente faz um monte de barulho
pelo que vale a pena se brigar
e no meio do barulho
o que vale
está lá.
>> hoje eu estava conversando com a Colega sobre o quanto ela fica louca qdo tá com raiva, é engraçadão. A Colega é braaaba... já foi mais.
Duas pessoas conseguiram me tirar do sério depois de adulta, de me fazer ficar com raiva a ponto de eu desistir de evitar a briga, como eu normalmente faço, e partir pra cima. E a Colega foi uma delas. Foi FODA! Mas hoje eu a conheço bem, entendo e tudo, e quer saber?, gosto dela!! A mordidice e a tendência ao barraco eh o lado B natural de qualidades como firmeza de carater e uma vontade férrea de deixar tudo certinho. Todo mundo é assim, pacote completo. Num dá pra levar só as qualidades.
Por exemplo, hoje gosto muitíssimo da Colega.
Mohammed me tira do sério in a regular basis, mas esse eu comprei o pacote.
E olha que ele é meu oposto: se eu faço alguma grosseria, se sou escrota em algum nível ou falto com a pessoa - geralmente é num rompante ou numa negligência-, eu me arrependo quinze segundos depois e fico com a maior cara de cachorro. Ele não. Ele sustenta. Guarda rancor. Leva uns três dias p passar uma raiva.
FODA.
Mas compensa.
>> ah, sim, o título é uma referência à história dos três porquinhos, e o que quero dizer é que tem casa que não cai só porque o lobo quer soprar até derrubar.
as vezes em que era a minha
e eu disse coisas sem pensar
e já te perdôo agora
antes mesmo de parar de gritar
não é que não me atinja
eu só aprendi a filtrar
a gente faz um monte de barulho
pelo que vale a pena se brigar
e no meio do barulho
o que vale
está lá.
>> hoje eu estava conversando com a Colega sobre o quanto ela fica louca qdo tá com raiva, é engraçadão. A Colega é braaaba... já foi mais.
Duas pessoas conseguiram me tirar do sério depois de adulta, de me fazer ficar com raiva a ponto de eu desistir de evitar a briga, como eu normalmente faço, e partir pra cima. E a Colega foi uma delas. Foi FODA! Mas hoje eu a conheço bem, entendo e tudo, e quer saber?, gosto dela!! A mordidice e a tendência ao barraco eh o lado B natural de qualidades como firmeza de carater e uma vontade férrea de deixar tudo certinho. Todo mundo é assim, pacote completo. Num dá pra levar só as qualidades.
Por exemplo, hoje gosto muitíssimo da Colega.
Mohammed me tira do sério in a regular basis, mas esse eu comprei o pacote.
E olha que ele é meu oposto: se eu faço alguma grosseria, se sou escrota em algum nível ou falto com a pessoa - geralmente é num rompante ou numa negligência-, eu me arrependo quinze segundos depois e fico com a maior cara de cachorro. Ele não. Ele sustenta. Guarda rancor. Leva uns três dias p passar uma raiva.
FODA.
Mas compensa.
>> ah, sim, o título é uma referência à história dos três porquinhos, e o que quero dizer é que tem casa que não cai só porque o lobo quer soprar até derrubar.
segunda-feira, 8 de março de 2010
invejinha
e esse é o de terça.
sendo segunda feira na vida real, vou confessar uma coisa p vcs.
hj eu tenho casa, carro, marido e filho, tudo certinho. tudo dentro do programa. e foi muito muito bom conseguir tudo isso, é bom olhar e dizer, eu que fiz.
mas eu sinto uma inveja do fundo de minh'alma das pessoas que não precisaram correr.
que puderam esperar para descobrir o mundo, a si mesmas, o que gostavam de verdade.
que puderam estudar e fazer duas faculdades, tres cursos e intercâmbios totalmente não relacionados só pra ver qual é.
eu trabalhei desde cedo porque eu gosto muito de querer fazer uma coisa, ir lá e fazer. não é que eu goste de dinheiro, não gosto. gosto é de pegar a estrada e ir pra Cachoeira da Porteira, gosto de sandálias altas e coloridas, gosto de hidratantes cheirosinhos, de um computador porrada que aguente minhas músicas, de praia, de show, de dirigir cantando altao, de utensilios domesticos com design engracadinho. e nesse brasil pós-escambo, isso se faz com papel moeda, e papel moeda se consegue trabalhando. desde cedo. em qualquer coisa muito rapido.
mas eu queria mesmo era ser arqueologa.
e a empresa dos meus sonhos sempre foi a national geographic.
sendo segunda feira na vida real, vou confessar uma coisa p vcs.
hj eu tenho casa, carro, marido e filho, tudo certinho. tudo dentro do programa. e foi muito muito bom conseguir tudo isso, é bom olhar e dizer, eu que fiz.
mas eu sinto uma inveja do fundo de minh'alma das pessoas que não precisaram correr.
que puderam esperar para descobrir o mundo, a si mesmas, o que gostavam de verdade.
que puderam estudar e fazer duas faculdades, tres cursos e intercâmbios totalmente não relacionados só pra ver qual é.
eu trabalhei desde cedo porque eu gosto muito de querer fazer uma coisa, ir lá e fazer. não é que eu goste de dinheiro, não gosto. gosto é de pegar a estrada e ir pra Cachoeira da Porteira, gosto de sandálias altas e coloridas, gosto de hidratantes cheirosinhos, de um computador porrada que aguente minhas músicas, de praia, de show, de dirigir cantando altao, de utensilios domesticos com design engracadinho. e nesse brasil pós-escambo, isso se faz com papel moeda, e papel moeda se consegue trabalhando. desde cedo. em qualquer coisa muito rapido.
mas eu queria mesmo era ser arqueologa.
e a empresa dos meus sonhos sempre foi a national geographic.
domingo, 7 de março de 2010
untitled #1
o que eu quero me consome
o que eu quero quase dói e eu corro atrás
e lá aonde vou não está tudo me esperando
não é um cenário onde só falta eu me encaixar
eu não consigo ver daqui o imprevisto
não sei como serão os dias depois de alcançar
e dá medo de correr tanto
e acabar fazendo o que eu quero se afastar
e se eu jogar o que eu quero num abismo
quando estiver bem perto e tropeçar?
e se a roupa e os móveis não forem o meu número?
e se o que eu quero já não quer mais me achar?
é tanto o que eu não sei
mas o que sei, aquilo que guardei
sempre me impele a me jogar
e eu vou é para lá.
>> amanhã é segunda, e segunda costuma ser punk.
logo, esse é o de amanhã.
o que eu quero quase dói e eu corro atrás
e lá aonde vou não está tudo me esperando
não é um cenário onde só falta eu me encaixar
eu não consigo ver daqui o imprevisto
não sei como serão os dias depois de alcançar
e dá medo de correr tanto
e acabar fazendo o que eu quero se afastar
e se eu jogar o que eu quero num abismo
quando estiver bem perto e tropeçar?
e se a roupa e os móveis não forem o meu número?
e se o que eu quero já não quer mais me achar?
é tanto o que eu não sei
mas o que sei, aquilo que guardei
sempre me impele a me jogar
e eu vou é para lá.
>> amanhã é segunda, e segunda costuma ser punk.
logo, esse é o de amanhã.
A PESSOA NÃO OCULTA
eu gosto dos meus defeitos
e nesse caso não vou mentir
penso muito e acho que estou certo até o fim
repenso na direção oposta e cá estou certo de novo
e não tenho vergonha de admitir.
mudo de idéia e brigo mais pela segunda do que briguei pela primeira
canto mal e alto no carro, tiro da marcha em ladeira
corrijo concordância alheia sem que me solicitem
aumento história para ensinar lições que não aprendo
falo palavrão, posso ser manipulador, grito ao telefone, perco tempo
não sou príncipe, às vezes erro feio
e não quero que me briguem.
conheço cada um e os carrego com alguma dignidade
são meus e não emprestados, mas não os tenho por vontade
é até genuíno o esforço para ser bom e melhorar
mas se eles estão lá
se não os consigo expurgar
posso e os vou usar
em favor do que sei justo e verdadeiro
porque não sou metade, sou inteiro
nunca fui príncipe
e como todos
mereço que me amem assim mesmo.
>>escrevi esse quando morava no João Bosco, logo, entre 2007 e 2009. perdi o costume de datar certinho as coisas faz tempo. A referência temporal era com quem eu andava nessa época, logo em que série eu estava, logo que ano era. depois casei e virei cigana e minha referência era onde morava à época.
>> escrevo no masculino porque soa mais universal, mais humano.
sempre que eu escrevo no feminino parece que falta pouco para confessar que sou uma mulherzinha e que a qualquer momento vou falar de uma paixão avassaladora, a condição feminina na sociedade, intempéries hormonais ou alguma frescura do gênero.
>> ah, sim, é sim uma réplica a Pessoa.
e nesse caso não vou mentir
penso muito e acho que estou certo até o fim
repenso na direção oposta e cá estou certo de novo
e não tenho vergonha de admitir.
mudo de idéia e brigo mais pela segunda do que briguei pela primeira
canto mal e alto no carro, tiro da marcha em ladeira
corrijo concordância alheia sem que me solicitem
aumento história para ensinar lições que não aprendo
falo palavrão, posso ser manipulador, grito ao telefone, perco tempo
não sou príncipe, às vezes erro feio
e não quero que me briguem.
conheço cada um e os carrego com alguma dignidade
são meus e não emprestados, mas não os tenho por vontade
é até genuíno o esforço para ser bom e melhorar
mas se eles estão lá
se não os consigo expurgar
posso e os vou usar
em favor do que sei justo e verdadeiro
porque não sou metade, sou inteiro
nunca fui príncipe
e como todos
mereço que me amem assim mesmo.
>>escrevi esse quando morava no João Bosco, logo, entre 2007 e 2009. perdi o costume de datar certinho as coisas faz tempo. A referência temporal era com quem eu andava nessa época, logo em que série eu estava, logo que ano era. depois casei e virei cigana e minha referência era onde morava à época.
>> escrevo no masculino porque soa mais universal, mais humano.
sempre que eu escrevo no feminino parece que falta pouco para confessar que sou uma mulherzinha e que a qualquer momento vou falar de uma paixão avassaladora, a condição feminina na sociedade, intempéries hormonais ou alguma frescura do gênero.
>> ah, sim, é sim uma réplica a Pessoa.
sábado, 6 de março de 2010
holla, què tal?...
as pessoas sabem uma ou outra referência minha.
onde eu trabalho hoje ou trabalhei um dia, como eu era CDF na escola, com quem eu casei, como meu filho é bonitinho - é mesmo, ele é FODA!, a combinação de genes mais otimizada da história da evolução como Darwin a concebeu.
mas ninguém me conhece de verdade. NINGUÉM.
excellant.
pois é, no orkut está lá o meu perfil bonitinho...
e é mesmo tudo verdade, só que obviamente não é verdade que seja tudo.
e eu não caibo em cento e poucos whatever - sou lá passarinho.
porque falo demais, muito mesmo, e gosto de falar demais.
aqui é meu confessionário.
criei a princípio porque fiz uns poemas que ninguém leu - tá, meu marido e meu BFF - e queria registrá-los de alguma maneira.
aí decidi que aqui
eu recortaria foto para ficar só eu bem boniiiita,
chamaria os palavrões que quisesse,
reproduziria as piadas cruéis que faço às vezes,
dividiria o quanto eu gosto de sean paul!, coisa que eu não contaria praticamente em lugar nenhum, exceto em alguma boate cheia de desconhecidos, onde eu estaria vestida como numa festa temática pimps-and-hoes,
entregar que às vezes eu ando sem óculos porque eu gosto de ver tudo borrado, me sinto num monet, e ainda me poupa de cumprimentar as pessoas,
contar o quanto eu queria casar era com um carinha tipo o jack johnson e ter o meu marido atual de amante pq eu não vivo sem aquele fdp, etc.
é isso.
amanhã eu boto os poemas.
onde eu trabalho hoje ou trabalhei um dia, como eu era CDF na escola, com quem eu casei, como meu filho é bonitinho - é mesmo, ele é FODA!, a combinação de genes mais otimizada da história da evolução como Darwin a concebeu.
mas ninguém me conhece de verdade. NINGUÉM.
excellant.
pois é, no orkut está lá o meu perfil bonitinho...
e é mesmo tudo verdade, só que obviamente não é verdade que seja tudo.
e eu não caibo em cento e poucos whatever - sou lá passarinho.
porque falo demais, muito mesmo, e gosto de falar demais.
aqui é meu confessionário.
criei a princípio porque fiz uns poemas que ninguém leu - tá, meu marido e meu BFF - e queria registrá-los de alguma maneira.
aí decidi que aqui
eu recortaria foto para ficar só eu bem boniiiita,
chamaria os palavrões que quisesse,
reproduziria as piadas cruéis que faço às vezes,
dividiria o quanto eu gosto de sean paul!, coisa que eu não contaria praticamente em lugar nenhum, exceto em alguma boate cheia de desconhecidos, onde eu estaria vestida como numa festa temática pimps-and-hoes,
entregar que às vezes eu ando sem óculos porque eu gosto de ver tudo borrado, me sinto num monet, e ainda me poupa de cumprimentar as pessoas,
contar o quanto eu queria casar era com um carinha tipo o jack johnson e ter o meu marido atual de amante pq eu não vivo sem aquele fdp, etc.
é isso.
amanhã eu boto os poemas.
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