o que eu quero me consome
o que eu quero quase dói e eu corro atrás
e lá aonde vou não está tudo me esperando
não é um cenário onde só falta eu me encaixar
eu não consigo ver daqui o imprevisto
não sei como serão os dias depois de alcançar
e dá medo de correr tanto
e acabar fazendo o que eu quero se afastar
e se eu jogar o que eu quero num abismo
quando estiver bem perto e tropeçar?
e se a roupa e os móveis não forem o meu número?
e se o que eu quero já não quer mais me achar?
é tanto o que eu não sei
mas o que sei, aquilo que guardei
sempre me impele a me jogar
e eu vou é para lá.
>> amanhã é segunda, e segunda costuma ser punk.
logo, esse é o de amanhã.
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