outro:
eu perco as pessoas. simplesmente deixo elas irem.
dia desses foi aniversário de uma amiga minha, uma das melhores pessoas ever do mundo inteiro. é difícil até de explicar. ela é a barbie funk metal secreta disfarçada de working girl, é doce sem ser enjoada, gosta de rock mantendo a classe e a feminilidade, é trabalhadora sem parecer que está se matando, é inteligente sem ser pedante, é engraçada sem beirar o histriônico (como eu!), ela é capaz de compreender e ser legal com pessoas beeeem diferentes sem se perder no caminho. é alguém que eu deveria conservar.
pois é.
e mesmo nesses tempos muderrrnos de tecnologia da informação em favor das redes sociais e o caralho, eu consigo perder as pessoas. um mau costume arraigado, dos tempos em que chegavam as férias do fim de ano e eu, que não tinha telefone em casa, podia só torcer para que os meus preferidos caíssem na minha mesma turma.
muhammed tem amigos da vida toda, com quem ele fala in a regular basis, tipo quase todo dia. se tu perguntar hoje como vai fulano, com quem ele não convive há quinze anos, ele vai dizer, ah, se mudou anteontem, pegou uma gripe, a mulher dele tá trabalahando num sei aonde, ah, e mês passado tentou ir no show do fulano, se atrasou... e conta toda uma história.
eu não.
amo a pessoa, amo mesmo!, e no entanto as circunstâncias não nos permitem conviver.
aí o que acontece usualmente? eu a perco. perco, simplesmente. e só eu sei o quanto perco.
porque eu sei que ela é especial, e que ninguém tem aquela combinação que eu acho nela.
tendo a gostar das pessoas, mesmo as que de cara não me impressionam ou me irritam, conforme eu as conheço, parte boa e má, e contextualizo e entendo os defeitos. e eu sou uma boba alegre, dou um jeito de ser feliz aonde estiver, e bem pouca coisa abala meu equilíbrio geral. aquela uma pessoa pode até não estar aqui e eu estar bem assim mesmo. mas eu não esqueço nunca. e qualquer sinalzinho dela - uma foto nova no orkut, uma música que é a cara dela, cachorros gigantes e macaquinhos de pelúcia - me dá uma sensação boa no coração.
viu, cidia mara?
eu te amo, sua zé!
vai ver eu sou só preguiçosa.
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