terça-feira, 6 de julho de 2010

E' nell'Amore non so più sperare

Saí do hotel umas 6:30.
o Céu de CTBA estava ainda aquele lilás escuro acinzentado da estação passada, e o rádio do táxi tocava umas músicas que eu podia perfeitamente ter escolhido enqto a gente descia a venida das torres, antes de chegar em são josé dos pinhais.

Aí veio a deixa do pavarotti em miss sarajevo.
e era a hora que o céu estava começaaando a abrir os olhos, e com a sombra da kirsten stewart comentada pela diadebeaute.com... um rosa com vinho esfumaçado, só uma faixinha prevendo um sol bonito de uma maneira assim não agressiva.

eu sou muito suscetível, me falta pouco pra chorar com coisa assim.
me sinto abençoada em muitos níveis, não como os crentes que acham que vão pro céu, se achando o trigo em oposição a joio, mas como alguém sortudo o suficiente para estar lá atento quando acontecem essas coisas.

uma vez eu e muhammed estávamos indo... pra onde mesmo?, acho que visitar a tia da ponta negra, e no céu tinha umas nuvens num aglomeradinho assim, como se elas tivessem se dado as mãos para uma dança, e a luz do fim da tarde por trás dela era em verdes e rosas. e a gente ficou feliz de verdade. tentou fotografar, mas tem coisas que não se deixam caber numa fotografia.

ah, mais uma de hoje:

justo o aeroporto em CTBA calhou de estar embaixo das umas nuvens grossinhas no céu essa manhã na hora de decolar. mas curitibano é assim mesmo, tô nem vendo, tenho que ir, vou - e isso é legal deles. subimos. na subida já atravessamos o manto - e qdo atravessou, eu olhei p baixo, já que só escolho janela, e olha que a uma janela que tinha p mim era na última fileira que não reclina.

parecia um edredom feito de pashmina, marshmellows e dedos de pés de bebês.

adoro o céu.

adoro o lá fora - não o lá fora do x-files, mas o lá fora das janelas de avião.
por exemplo, qdo eu chego de noite em manaus, com aquele bando de água lá embaixo, e as lâmpadas dos postes acesos, parece que é uma rede de luz flutuando.

fora que o sol aqui nunca toca o horizonte quando se põe.
ele se desfaz, se desmancha, se mistura com as nuvens antes disso.

a gente aprende muito com o tempo e com o céu.

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