quinta-feira, 16 de junho de 2011

amy chua, paulo haddad e max.

acabei de ler o battle hymn of the tiger mother, ontem.
e devo dizer, não me assustou em nada.

concordo sim em esperar mais do filho e prepará-lo para isso, concordo sim em não comemorar a primeira tentativa!, e gosto infinitamente mais de dizer "agoooora!" quando ele acerta do que dizer "que lindinho" quando ele tenta. gosto quando ele finge que lê, gosto de botar ele para misturar a sopa no fogão, gosto quando o pai faz ele suportar o próprio peso e levanta ele para cima com a barra, fazendo de halteres. gosto de "forçar" ele, e quero que ele goste disso.

para mim, o max já vai fazer dois anos; não é "ainda" vai fazer dois anos.
me chateio sim quando ele pula o três contando até cinco.
me incomoda a possibilidade de algumas influências.
aonde ele está é uma creche ótima, mas não uma escolinha; quero uma escola.

e é por ISSO que o brasil me assusta, e quero tanto tanto tanto criar o max em algum outro lugar. a condescendência, a dificuldade em criticar, o vício da simpatia gratuita não ajudam em nada a formação de caráter. o kit anti-homofobia e o livro que diz que não está errado falar "os livro" e "nós vai", isso sim, me assusta. O Paulo Haddad me assusta F*DIDO.

mudei de idéia sobre muitas coisas ao longo da vida, e uma delas foi sobre a educação. quando era mais nova e MUITO nerd, achava ótimo nosso sistema educacional, com professores passando doutrina socialista misturada com OSPB e história e geografia do mundo todo. tinha orgulho de os americanos não saberem diferenciar o brasil da argentina do paraguai, e nós sabermos.

hoje eu penso que tudo isso é inútil.
os americanos não só não sabem geografia, como não votam se não quiserem. e sabe o que mais?, isso FUNCIONA. porque eles redigem bem - a maioria dos livros técnicos realmente bons foi escrita por americanos, pensam em matemática de uma maneira deliciosa - eles transmitem imagens mentais sobre proporção, distribuição e probabilidades, a parte útil, de maneira muito eficaz, e quando se interessam por um assunto, pesquisam, pesquisam de verdade, vão a fundo, não recebem uma apostilinha de rede de ensino ou um livro só.

o que eu quero pro max, criando ele onde for - em manaus, em outro lugar no brasil, ou fora, ou numa escola waldorf - é isso aqui:

- que ele seja bom em tirar suas IMPRESSÕES de tudo (matemática para quantificar a informação e encontrar padrões e línguas para alcançar a informação onde ela estiver)

- que ele saiba EXPRIMIR o que quiser (de novo, matemática, para transmitir de maneira absoluta o que quiser, e línguas, para saber se expressar, criar interesse, saber argumentar, aonde ele for)

eu não sou de tigre, inclusive ODEIO o ano do tigre, sou de Cabra.
e vou preparar meu bufalinho para fazer do mundo sua fazenda.
e fazer o melhor dela.

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