domingo, 5 de junho de 2011

surpresas!

Começou com um episódio tristíssimo e, é claro, impossível de mudar de canal do Cold Case. Toda vez que eu vejo o primeiro bloco acabo não aguentado de curiosidade, me envolvendo, pá... assisto todo e ainda choro no final, com a despedida do fantasminha.

e culminou com o gorila.

CARGO: o episódio era sobre tráfico de meninas do leste europeu em contêiners, uma em específico recém chegada e doente, e um homem bom, polaco, órfão, sem família, tentando salvar a magrelinha.

uma outra escrota a engana, mata o homem bom, fica com o barco que ele ia usar de paga para salvar a bichinha. e é aí que eu queria chegar.

o homem é bom. quer salvá-la. vê ela como a meninazinha que é, sem ninguém, que precisa ir para a escola, descobrir no que quer trabalhar, se vacinar, dormir direito, comer direito... e ela sabe disso. maaaaas a escrota que engana ela só a vê como uma rival mais nova na preferência dos homens. a cafetina tambem. o carinha do porto que é subornado para liberar os contêiners de meninas também. só lêem a superfície, só vêem uma "mulherzinha", e não uma pessoa. e ela era uma pessoa, completa.
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O Gorila está aqui na mamãe, com o namorado dela e um colega operando um notebook. É um sujeito grande, meio velho, com uma camisa de soldado e um boné, toca uma banda de rock quando claramente já passou dos 35 - e se não passou e aquela é mesmo a cara dele, piorou.

Aí vc pensa que adivinhou o cara, né? Errou feio.
Em dez minutos, no intervalo para o lanche, no meio de um projeto para a banda, pelo que eu entendi, com os outros dois, portanto sem tempo para fcar fazendo tipo, nos passou uma receita de entrada de cebola refogada que incluía açafrão e colocá-la no freezer (ele não falou "friza", falou freezer) para "tirar a acidez antes de preparar". e ainda nos ensinou a abrir o drive de dvd do notebook qdo ele trava, com o botãozinho oculto de segurança, e não com um pé-de-cabra, como a imagem poderia sugerir. ah, e o outro colega falou que ele faz um não-sei-que de camarão que a mulher dele sempre faz ele fazer qdo eles vão visitar - e o gorila falou que dava um trabalhinho, mas ficava mesmo muito bom.

as pessoas normalmente são mais do que aparentam.
gosto de gente que não se prende ou se limita à própria imagem.

portanto, quando encontrar alguém muito bonito, trate de agir com naturalidade e não como quem vê um bifão. o bonito agradece. e quando vir alguém muito feio, aja com naturalidade, pode ser que deixe passar alguém muito legal. o feio agradece.

Um comentário:

  1. Ah, minha menina pensadora, quem vê por fora nem imagina a sensibilidade, tbm. Queria que o mundo inteiro te pudesse ouvir, como diria Tim Maia..

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