segunda-feira, 20 de junho de 2011

Rico - Kaboom! ou, a maior rasgação de seda EVER.

Eu tenho várias razões para não ter Twitter.
Por exemplo, a Snatch - http://www.facebook.com/bandaSnatch?ref=ts.

E o pior é que eles são o tipo de banda que é melhor que nem entendam o quanto é boa. De os ver tocar, o que se percebe é que eles estão se divertindo pra c*ralho, como quem faz malabarismo com adagas ou desce ladeira numa bicicletinha sem freio. A técnica é apurada no exercício da insanidade, e parece ser o tipo de coisa que uma fagulha inoportuna de consciência pode quebrar a coisa toda. F*da.

Muhammed já tinha falado deles, e se tem uma coisa que eu gosto é de ver para confirmar a crença. E é mesmo. O Maurício é um performer como o Thiago o era na época da Duty Nail, só que às raias de um Palumbo, que já cumpriu a impossível tarefa de destravar Megadeth p mim no Big Four. Para contextualizar, eu detesto Megadeth; só conheço A Tout Le Monde e Symphony of Destruction pq tinham clip na época em que a MTV era meu cursinho de línguas - a propósito, funcionou!

E devo dizer que ver o Rico tocar - nem sabia que ele existia até o Big Four - é uma experiência. No show de sábado no Vitrola, mais pertinho, acho que teve até uma hora que ele deve ter me visto de boca aberta, lá - que vergonha. Mas é porque bateria me emociona. Quando eu via o Guto tocar, ou o Betinho, também quase não conseguia tirar o olho. E o Rico tá nesse nível - com um gosto, com um peso e com uma expressão de felicidade que até emociona a pessoa, assim.

O baixo e a guitarra (oh, a guitarra!) ENCHIAM o ambiente, e transmitiam com perfeição e intensidade as frases - às vezes inclusive contraditórias - do diálogo interno das músicas.

E são ousaaaados, esses caras!
Participaram da seletiva que a Nekrost merecida e apropriadamente ganhou, do Wacken Metal Battle muitíssimo provavelmente pq não cabiam no formato. E eles certamente sabem disso, e devem ter usado essa vitrine pq merecem mesmo aparecer. Afinal, fazem uma música que começa com iiiii caaant take it anymooooore!!! e lá pelas tantas quebra num sambinha (juro!) e ainda assim permanece estranhamente coerente.

Até o nome é legal.
Adoro Guy Ritchie.

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