quarta-feira, 19 de maio de 2010

Capitalismo, eu te amo!


A Claudia Rose me trouxe um texto que passaram na faculdade dela, sobre a alienação do trabalho. Se ela fosse minha filha, eu ia lá na escolinha dela dar na cara da professora que passou um texto ridículo desses, e questionar com a Diretoria os critérios para inclusão de material didático. Porque putaqueospariu...

Trata de como o trabalho "nos dias de hoje" esmagaaaaaa o trabalhador, como aumenta o hiato brutaaaaaal entre ricos e pobres, como deveríamos consumir menos para que todos pudessem trabalhar menos – believe me. Isso me parece conversa de preguiçoso que encontrou desculpas nas falhas interpretativas do comunismo utópico para dizer que a preguiça dele é uma ideologia e tal. Ou ela acabou de chegar diretamente da Inglaterra na Revolução Industrial.

Como se o trabalhador de hoje não tivesse direito a comprar bem parceladinho e bem baratinho, descontado em folha, qq coisa que ele produza na empresa onde trabalha. Como se não houvesse mobilidade social e vivêssemos todos no sistema de castas da Índia Antiga. Como se os pobres de hoje em dia, dos países em desenvolvimento, não vivessem infinitamente melhor que os pobres de 200, 100 anos atrás. Como se tivesse mudado alguma coisa p melhor para a maioria dos russos ou cubanos, com o suposto sistema de igualdade social forçada.

As pessoas são diferentes entre si, têm diferentes motivações e ritmos diferentes. Em núcleos familiares mínimos é assim. É óbvio que isso seja refletido no resultado dos seus diferentes esforços. Portanto, acredito que é literalmente desumano querer que todo mundo faça ou tenha as mesmas coisas.

E o idiota do texto menciona filósofos, economistas e obras de há século e meio.
O cenário mudou, não temos mais criancinhas fiando em teares dezoito horas por dia em porões sujos. Pelo menos não na maior parte do mundo. Temos leis e regulamentações. Se isso ainda acontece, é em lugares e países cuja cultura superestima a obediência e o respeito aos superiores, aos mais velhos, aos homens.

Eu amo o capitalismo. Acho justo que eu ganhe mais por ter estudado mais e trabalhado mais. Acho justo eu não ganhar tanto quanto o meu colega que mora no trabalho, ou o que fez pós-graduação. Acho justo que eu possa trocar o resultado do meu trabalho por viagens a estados litorâneos, colares exuberantes, eletroeletrônicos que cantem o que eu quiser para mim, uns óculos de sol com grau bem bonitos estilo Jackie O, o jogo de saleiro/pimenteiro em forma de dadinhos da Rosamundo.

As regras são as mesmas para todos.
Que corram. Cada um com seu ritmo e dentro de sua motivação.
Ora.

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