sexta-feira, 1 de outubro de 2010

lesson learned

meu pai levava minha mãe e a gente para todo canto.
birosca, estrada esburacada, futebol, casa de gente que a gente nunca tinha visto na vida, sitio, boteco, parente, prainha, show, capoeira, sorveteria, pra vila olímpica, até pro trabalho.

papai não hesitava em estar presente, nem cogitava não estar.
ele estava lá pra gente. ele cansava, é claro, mas distribuía a própria energia de um jeito que sempre tinha pra gente. almoçava e tirava siesta pra depois recomeçar. acabava dormindo cedo e acordava cedo - até mais cedo do que a gente gostaria.

o otimismo doidão e a presença que transbordava também resultavam em coisas tipo bebedeiras que só eram engraçadas até certa altura, em um sentimentalismo que às vezes cansava, uma falta de senso prático quase assustadora em certos aspectos, e em noites abraçado com o bono, nosso cachorro.

é claro que tiveram fases em que eu só enxergava os defeitos, quando eu era adolescente e ainda achava, bobamente, que as pessoas ou eram boas, como eu achava que era, segundo meus pequenos critérios de semelhança comigo mesma, ou não serviam.

Hoje,m exatamente hoje, meu pai é uma parte enorme do que eu acredito bom e verdadeiro.
e olha que eu sei que ele não éééé assim O Direitão. nem é.
mas eu sei, porque lembro, porque conheço, que ele foi bom.
e que muito do que eu quero para minha vida vem dele.



ah sim, ele está vivo e bem, e nem é aniversário dele.
a razão desse post é tão subjetiva que não vou nem tentar explicar.

Um comentário:

  1. Eu entendi.. tbm tenho moh admiração pelo papai.. pelo pai presente, brincalhao e ki fazia tudo por nós! como tu disse, a gente sabe ki ele nao eh assim 'o direitão' mas ele foi o melhor pai ki ja conheci.. graças a mamãe ki escolheu ele (vamu puxar sardinha pra ela tbm, pq ela eh ciumentona, vai ja ficar toda "mimimi mimimi")

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