terça-feira, 26 de outubro de 2010

nice to know you

a pessoa chega para a outra, com um ar desapontado:
ah, vc mudou, vc não era assim...

nada disso.
vc que idealizou.
vc que achou que a pessoa era isso, era aquilo.

cada pessoa é o que é, inquestionavelmente, indubitavelmente, e cada ação ou palavra ou pensamento dela é coerente com o conjunto.
the thing is, o conjunto é uma coisa enoooouuuuurrrme. e, humanos que somos, tiramos nossas conclusõezinhas em cima do pouco que conhecemos.

aí é que está o erro.
a gente devia responder assim, quando alguém pergunta, "conhece fulano"?

- nada... convivo com ele há apenas seis anos... ainda não o provoquei até ele ter motivo real para me bater... ainda não vi como ele se comporta em fila de check in de aeroporto lotado... não sei se ele chuta ou faz voz fininha quando encontra gatinho de rua... e ainda não sei se ele choraria de assistir "o brilho eterno de uma mente sem lembranças". (...), ah, sim, o nome? isso eu sei. e o telefone dele, também tenho... anota ae...

pois é.
nao é que as pessoas mudam.
vc é que ficou achando ae que as conhecia e taaals, e aí qdo elas se manifestam, vc fica todo surpresinho. dont. para os outros, vc eh que é cheio das surpresas, e algumas elas vão comparar lá com as fichinhas delas e vão achar ruim, tô te falando...

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