sábado, 13 de novembro de 2010

mistério, com pompa.

filme de terror da primeira década deste nosso século é assim um porre. sangue artificial como se fosse chuva, mutilações, choro compulsivo, riso histérico, animais mutantes zumbis vampiros alienígenas com sociopatias agudas, etc.

sabe o que me dava medo de verdade?
documentário sobre OVNIs.
a revista ano zero.
e, last but not least, au contraire, o grande livro do maravilhoso e do fantástico.

é claro que eu assistia TODOS os documentários sobre OVNIs, comprava a ano zero todo mês - é verdade que não durou muito... - e adoraaaava o compêndio de título humilde supracitado. e é dele que quero falar.

era na verdade da viviane, uma das pessoas mais interessantes e adoráveis EVER na história da minha vida, que - fuleiragem! -, em nome da ancestralidade e da minoridade, voltou pra sua foz do iguaçu natal. sétima série, cdfs e felizes, andávamos nós, a liliane, de quem não tenho notícias, infelizmente, o carlos eduardo, que de vez em qdo aparece no jornal local no papel de autoridade policial, o samir, chatinho, de óculos por cima dos olhinhos verdes, engraçadinho, que posso dizer que foi minha primeira little crush.

e o livro tinha capa dura, vinho, letras em dourado, esse nome pomposo, uma linguagem rebuscada... e uma coletânea de mistérios all around the world, com ilustrações e fotografias, em folhas grossinhas e de textura quase áspera na minha lembrança. eu virava as páginas com o coraçãozinho pulando.

lá estavam o kraken, o caso de kaspar hauser, a casa na espanha onde apareciam rostos fantasmagóricos, bichos abissais, teorias da conspiração...

e eu amava o formato.
aquilo sim era assustador.

não pretendo, é claro, isolar o meu meninozinho em um mundo colorido governado pelo cachorrinho doc, embora seja um fenômeno de nosso tempo com que ele vai sim conviver. minha intenção é que ele também tenha acesso à beleza do mistério, do estranho, da linguagem usada por algumas etapas `a frente dele. assim imagino um homenzinho capaz de construir imagens mentais e sensações únicas, mais sutis, mais sugeridas, e fortes o suficiente para levá-lo além do lugar comum.

aliás, vou já procurar o livro...
nessa vastidão sem muitos mistérios que é a internê, alguém sempre tem o que vc procura... né?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

quando o sol não arde

tem luta que não vale lutar.

pq tira teu foco e tua energia de outras maiores, mais importantes.
therefore, entrego as armas, baixo a guarda, bato no chão os tapinhas da desistencia.

eu vou contornar a pedra porque o caminho e mais longo do que esse trecho. e aih q eu vou descobrir que aquilo nem era o meio do caminho, talvez seja ali a primeira decima parte dele. e sabe-se lah o que tem depois daquela curva.

dentro da nuvem de gaze

viagem rápida.
nenhuma janela.
duas horas a mais por um dia, e sem tempo p recuperar do jet lag da volta.

aproveitei o avião. dormi e tudo.
dona eliane e gregor, boas companhias!
boa sorte com o netinho, boa sorte com abu dhabi.
adoro senhorinhas que conversam como se tivessem acabado de te reencontrar muitas vidas depois!, adoro homenzinhos bons que valorizam o pai e a mãe e os irmãos em casa.

errei feio uns cálculos vitais na minha vida.
um vôo e uma epifania tardia.
adoro voar.

domingo, 7 de novembro de 2010

so isso mesmo, obrigada!

fui ver a bimbi tocar.

assim, a bimbi foi um bebê de novela, linda!, e isso era o principal que se dizia dela.
sabe o que ela fez com essa opinião geral?
nada. nadinha mesmo.
foi ser o que ela quis, independente d acharem isso ou aquilo dela.
ela podia acreditar que a sorte na loteria genética era a informaçao mais importante sobre ela, mas não.

e hj ela toca bateria - e muito!, sou fã!, e podia ter acreditado tb no estereótipo da menina que toca em banda, de meia arrastão com furoes, coturno, etc. mas nao.

e trabalha num orgao publico, concursadinha. e trabalha feito uma moura. de verdade. com ela nao tem essa, nao 'e emprego, 'e trabalho, tem que fazer tem que fazer.

e é assim.
ela quer fazer uma coisa, e joga fora a embalagem de preconcepcoes, preconceitos e estereotipos daquela coisa. e vai atras de saber como 'e que faz, e como faz certinho, p ela fazer. e ela continua linda. e cheia das metas e dos metodos p tudo. Uma das minhas favorite people ever, indubitavelmente. agora na versao franjinha assimetrica. =p

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

four letter words

Gosto de gente que fala bonito, que escreve bem.
Gente que sabe se expressar.

Outro dia fazendo uma entrevista falei p moça, "meu amor, se vc ficar enrolada, eu não vou nem saber se vc é boa nisso, eu não adivinho; fale!". Né? Oras.

Uma coisa que eu sempre odiei era a falsa simpatia gerada pelo pacto da mediocridade, ou como diz o morrissey, we hate it when our friends become successful. saca?, o sujeito solta a frase, "eu sou leigo, né, mas na minha opinião"... ou "sabe q esse negócio de número é complicado"... ou "eu não sei explicar com palavras boniiiitas"... e o pior, "quem estuda muito fica doido".

Caralho.
Eu não consigo acabar de expressar o quanto eu ODEEEEEEEEEIO tudo isso.
O quanto eu tenho vontade de ESPANCAR a pessoa que acha bonito alimentar o medinho de falar em público. Charminho (leia-se * doce) prestando um desserviço. A menos que eu já goste da pessoa e pronto, eu desisto logo.

Fale.
Achar que os outros estão TOOOODOS olhando p vc e julgando vc é que é se achar o máximo.
A pessoa te ouvindo quer entender o que vc está tentando dizer, e não preencher as notas nos quesitos evolução / comissão de frente / alegorias e adereços.

O pior é que essas pessoas acham bonito pagarem de coitadinhas, que não sabem falar ou não conseguem - ai, trava!, acham uma graça, como se o mundo fosse TODINHO formado de papais e mamães que vão achar muito fofo o passarinho ficar brincando de aprender a voar p sempre.
É assim não a vida!!!
Hora de voar.

good old moon

eu se fosse aquela mosca morta daquela bella ficava era com o jacob.

primeiro:
eu jamais seria aquela mosca morta da bella.
aquela postura errada, aqueles olhos de peixe morto, aquela cara faltando um sorriso, uma expressão... não dá. e olha q eu acho a kirsten stewart liiinda. a personagem é q me dá nos nervos. tentei acompanhar a sequencia - afinal, com todo o estardalhaço, TINHA q saber do que se tratava.

segundo:
entre vampiros e lobisomens, desde que eu me entendo por gente prefiro lobisomem. fala sério, vampiro é nojento. o sujeito não pega sol, bebe sangue (eeeeeew...), vira morcego!, e tem aquele arzinho blasé/cliché que dá vontade de deixar o cara lá falando sozinho e nem esperar o longínquo fim das frases.

lobisomem é o que há.
ainda mais naquela embalagem.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

flipping coins

>> ia fazer trilha sábado com os colegas, limpar a nascente do mindu. não deu.
acordei cedaço e disposta, me vesti e tudo, mas a chuva literalmente me driblou - fez que foi, voltou, e não me deixou ir. depois vi as fotos com a Viv e me chateei.

bright side:
aí fui p academia, e malhar é um negócio que me deixa bem...
me relaxa, faz eu me sentir forte, eu quase sinto a capa vermelha flamulando nas minhas costas qdo eu termino. 30-40kg nas abdutoras/adutoras, 60-80kg nos leg press bastam para eu ME SENTIR. =p

>> fomos ao circo com o pequeno Yasser.
e não levei a câmera... tive que me contentar com a foto de quince rreaiss que a tia tava vendendo lá.

bright side:
pense numa alegria!
e batia palminha. e gritava. e fazia a dancinha. e dava nome as coisas - toda luz era lua, e os acrobatas de roupa fluo eram os homens-tchutchu. e comeu duas jujubas! e agitava a porra da hélice que acendia/mudava de cor/rodava/ tocava música - esquizofrenia em forma de brinquedo. e fazia áááááá, e ôôôôôu. levantava os bracinhos. se divertiu!
eu vou lembrar para além das possíveis imagens congeladas.
pq era isso que eu queria guardar, aqueles olhinhos brilhando de cheios das novidades, e felizes, e aquele sorriso de dentinhos de leite.
>> fui no casa cor sabado, e, bicho, é lindo.
assim, tem umas poucas coisas que eu achei exagero, dentro daquela linha veja como sou rico... eu gosto 'e de coisas engraçadinhas, cores, brinquedos...
e tinha. como tinha.
o espaco da paradise eu queria p mim!, e a garagem tb!, e o globo em preto e branco, e os detalhes em madeira das paredes, e tinha uma cozinha la toda equipadinha de electrolux, num estilao funcional/bonito...
dark side:
...
pois é.
negócio é que eu achei uma boa ideia juntar todas as coisinhas materiais que comprovam minha existencia enqto ser social e botar tudo numa bolsinha de mao totalmente perd'ivel. pois e. Divinha??? Perdi. Sou uma z'e cueca mesmo.