quinta-feira, 15 de julho de 2010

driving on the night...


Estive pensando sobre meus primeiros cds, na época em que os cds chegaram aqui. Os primeiros inclusive eu comprei antes de ter um player, ehehehehe... aparentemente, eu já tinha essa tendência à obsessão por coisas que brilham.

Foram – olha a discrepância:
o BloodSugarSexMagic do Red Hot Chili Peppers,
o Last Splash do Breeders
e o Nativity In Black, o tributo ao Black Sabbath.
Aí no meu aniversário é que eu fui ganhar um gradiente meiote que era o meu melhor amigo de todas as horas.
Não consigo localizar isso no tempo...

Anyway, em 95 eu já tinha uma coleção considerável.
Tinha comprado pela segunda vez o King for a Day do Faith no More, tinha saído o Mellon Collie do Smashing Pumpkins, e eu tinha ele duplo da caixa graaande!, e metal e grunge e alternativo e brit rock e até pop.
Fora minhas fitinhas, toooodas identificadas e com capinhas exclusivas, inclusive de bandas locais que eu gostava.

Depois na faculdade um colega me deu o Downward Spiral do Nine Inch Nails e o primeiro do Garbage, que são dois álbuns que eu amo até hj. E aí veio o new metal e muito mais alternativo – Sonic Youth, Weezer, Placebo graças ao Mano, and more.

E não muito mais tarde vieram os shows e festivais.
Lá ia eu, de calça de skatista quando eu mal andava de bicicleta!, e blusinha, e tênis – acreditem, eu já usei tênis, assim!, sneakers, de verdade!, - para pular, tirar fotinha numa câmera enooorme que a gente não tinha como saber como ficou a foto até revelar!, cantar junto e estar com os meus colegos.

BFF tinha que trazer aquele DVD...
Alguém converteu uns VHS velhos de festivais que a gente participou.
Aí, pronto, fiquei toda saudosista.
Blééé.

Ah, me divertia horrores...
E já estou querendo vender todos os meus bens para ir pro Woodstock Brasil com o Max.
No final, boas lembranças são nosso único tesouro inalienável.



PS 1. BFF, meu querido… só tenho maus conselhos nesse sentido.

PS 2. Player do Carro + USB é meu melhor amigo.
Melhor amigo inanimado, i mean.
Ganhou uma disputa acirrada com Advanced Turbo Lorenzetti e o
www.kickette.com.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

sorry, I ’m too busy to care!

"a minha insatisfação não vai causar impressão
o meu destino cruel não vai chamar a asua atenção."


Odeio gente carente.
Gente que precisa de aprovação o tempo todo.
O assunto me ocorreu ontem por duas razões, conforme abaixo.

1. Meu chefe novo ligou p informar que a negociação como eu a conduzi para o nosso prédio foi bastante bem sucedida!, e olha que nem é mais minha área. Lancei pro meu ex-chefe jogar para dentro das redes e foi lindo. Oh yeah. Uma estrelinha pra mim.

Eu sabia. Fui lá com a idéia de encontrar um homem difícil de lidar, e encontrei na verdade um homem que precisa de confiança no negócio e certeza que todos iam sair ganhando. Sei ler bem as pessoas nesse sentido. Deu certo; só não saí de lá com o papel assinado porque não posso, devido a minha recente mudança de área. Sou f*, eu.

Não espero estrelinha; me supreendo quando vem.
Faço porque gosto. Adoro sentir que alguma coisa aconteceu porque eu estava lá.
Adoro saber que eu mudei as coisas, que eu participei, a sensação do "eu que fiz". Adoro.
E normalmente não preciso de mais do que isso para ficar feliz.

Na fábrica de mídias virgens do President Evil foi assim, até ele chegar.
O Erick, o Toni Michael, o Charlie, o Allan Jones, a Reggina... a gente era Os Caras.
Até o momento foi minha experiência profissional mais compensadora.

Pelo menos até que eu veja o nosso Top Service pronto, e lindo – é claro.



2. Mon Popis teve que lidar com uma amiga carente último grau.
Dessas que acha que, porque vc não pôde atender uma ligação na hora, vc não gosta mais deeeela, e inventoooou que tava dirigindo para não atendeeeer, e que não precisa mais ligaaaar tambéééém... um drama do caralho, assim.

Bicho, eu teria mandar dar meia hora de c* mais adiante, e voltar quando passasse a viadagem, dependendo do grau de intimidade da amizade, é claro. Se nem fosse tão amiga assim, eu ignorava e deixava passar.

Eu deixei de abrir a informação de visita em perfil no orkut pcausa disso.
"ah, viu meu perfil e não deixou um scrap, nééé... ah, nem comentou minhas fotos, nééé...". Frescura do caralho. E daí? Só tenho isso pra fazer da vida, agora? Tu é meu chefe, tu é minha nega? Eu perco logo a paciência.

E pra mim tem um agravante.
Desde que minha idade tinha só um dígito que eu tenho miopia, um leve astigmatismo que atrapalha meu senso de perspectiva óptica – me pede pra desenhar uma linha reta! – e um ligeiro estrabismo só pra dar um charme.

Ou seja: se eu não te cumprimentar quando a gente se cruzar por aí, é porque eu ainda não desenvolvi percepção extra-sensorial, e posso não ter alcançado sua presença com esses meus olhinhos limitados. Mas pode ter certeza que, sendo vc alguém de quem eu goste, e  vc não se sentir ofendido com minha deficiência visual e for lá comigo, vou fazer a maior onda!, te dar um abraçããão, perguntar as novidaaaaades, e como vão as criaaaanças...

Mas não venha com frescura de carência pro meu lado não!, cobrar amor via redes sociais.
Odeio frescura. Como diz Minha Doce Popis, dou logo só de murro na costela.
=p


PS. se a menina do Canto dos Malditos na Terra do Nunca tomasse uma semana de Resfenol, eu gostava um pouco mais.
Maaaas, pra quem gosta de smashing pumpkins!, tá ótimo.

king in the castle, king in the castle

Sabe o que eu gosto qdo to em casa?
De me embolar no chão com o Max.
De explorar o pátio atrás da casa, e o da frente.
De andar à vontade - u got it -, de brincar de brigar, de botar música e cantar alto.
De só ligar a tv na hora de assistir algo específico, tipo Big Bang Theory ou TVZ, ou um filme depois que ele dormir, para que ela não fique onipresente na casa.
De ler pro Max deitados no chão, ou na cadeira de embalo, eu ele no berço e eu na cadeira.
De fazer ele me procurar atrás do sofá e gritar quando me achar!
De dormir quando ele dormir.

Mesmo que isso signifique só ter tempo para navegar à toa, fugir para fazer as unhas ou malhar – numa hipótese às raias da utopia - quando o pai está em casa. Porque é assim que tem que ser.
O Um Lugar que eu tenho na vida para ser feliz é a minha casa.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

POR SE SABER

sobrinha grande resolveu tomar um grande passo.
fiquei orgulhosa e torcendo para dê tudo certo, e o que não der, que ela saiba consertar.

e o um conselho que eu dei: se saiba.
saiba no que vc é boa, e no que vc precisa melhorar, e no que vai lhe acompanhar para sempre. saiba quem vc é, do que gosta, o que quer fazer.
e não deixe ninguém achar que pode lhe dizer com certeza nenhuma dessas coisas.

Esse é o mote.
Tem três coisas a desenvolver daí.

UMA:
eu ODEIO ter de escolher palavras p não ofender quem se ofende com outra pessoa sendo boa em alguma coisa. É, tem gente assim, e não é pouco não.
ODEIO. suporto muito melhor gente que "se acha", que diz deixa que eu faço, que nisso eu mando ver, do que gente recalcada, que fica querendo te forçar a ser "humilde" porque não suporta que outra pessoa seja melhor que ela em alguma coisa.

eu sei no que eu sou boa e gosto, é claro!, e sei no que outras pessoas são melhores que eu, e isso é normal, não me ofende, e fico feliz em saber que elas sabem aquilo que eu não sei, pq aí eu tenho de quem perguntar, oras. e por isso prefiro que a outra pessoa bote muita fé em si e diga, ah, disso eu entendo!.

DUAS:
a medida do conselho é eu cheguei até aqui e isso é bom, mas ainda tenho de chegar lá.

vc não tem de se surpreender se alguém disser, ah, como vc é inteligente, como vc é bonita, como vc é legal. Isso VOCÊ tem de saber com certeza, e outra pessoa perceber isso não é garantia de ela ser especial, só significa que ela não é tapada. Vc vai saber se ela é especial se ELA lhe for legal, inteligente - bonita é sorteio genético, embora ajude horrores não há mérito -, interessante, engraçada, bom caráter... com um e/ou entre cada um desses adjetivos.

mas vc tb não pode se isolar achando que as pessoas são horríveis e escolher ninguém nunca para sempre nem pra conversar porque ninguém te merece. Nesse caso, nada de ser um avatar copo cheio. A gente tem muito o que aprender com os outros. E até vc descobrir como as pessoas são, é sempre bom ouvi-las, observá-las, conviver com elas, aprender o que elas sabem, aprender a lidar com elas. Só assim a gente tem chance de troca positiva.

TRÊS:
Sabe aquela história de "às vezes quem tá de fora sabe mais do que quem está dentro"?
ODEIO. MENTIRA das mais prejudiciais.

Ninguém sabe o que acontece para além do que sabe quem está sendo acontecido.
NUNCA vou fazer o que me dizem. Questão de percepção, até uma questão fisiológica: vc sabe baseado no que os SEUS sentidos te dizem, comparando com SUAS experiências anteriores. Logo, me dizer o que fazer em determinada situação só serve para que eu saiba o que VOCÊ faria no meu lugar. É uma informação a SEU respeito. Da minha vida, meu coração e minha cabecinha, quem sabe sou eu.


A sobrinha grande agoooora que vai pensar sobre si mesma.
Nada de ser ostra. Vai ser uma pessoinha agora.

terça-feira, 6 de julho de 2010

E' nell'Amore non so più sperare

Saí do hotel umas 6:30.
o Céu de CTBA estava ainda aquele lilás escuro acinzentado da estação passada, e o rádio do táxi tocava umas músicas que eu podia perfeitamente ter escolhido enqto a gente descia a venida das torres, antes de chegar em são josé dos pinhais.

Aí veio a deixa do pavarotti em miss sarajevo.
e era a hora que o céu estava começaaando a abrir os olhos, e com a sombra da kirsten stewart comentada pela diadebeaute.com... um rosa com vinho esfumaçado, só uma faixinha prevendo um sol bonito de uma maneira assim não agressiva.

eu sou muito suscetível, me falta pouco pra chorar com coisa assim.
me sinto abençoada em muitos níveis, não como os crentes que acham que vão pro céu, se achando o trigo em oposição a joio, mas como alguém sortudo o suficiente para estar lá atento quando acontecem essas coisas.

uma vez eu e muhammed estávamos indo... pra onde mesmo?, acho que visitar a tia da ponta negra, e no céu tinha umas nuvens num aglomeradinho assim, como se elas tivessem se dado as mãos para uma dança, e a luz do fim da tarde por trás dela era em verdes e rosas. e a gente ficou feliz de verdade. tentou fotografar, mas tem coisas que não se deixam caber numa fotografia.

ah, mais uma de hoje:

justo o aeroporto em CTBA calhou de estar embaixo das umas nuvens grossinhas no céu essa manhã na hora de decolar. mas curitibano é assim mesmo, tô nem vendo, tenho que ir, vou - e isso é legal deles. subimos. na subida já atravessamos o manto - e qdo atravessou, eu olhei p baixo, já que só escolho janela, e olha que a uma janela que tinha p mim era na última fileira que não reclina.

parecia um edredom feito de pashmina, marshmellows e dedos de pés de bebês.

adoro o céu.

adoro o lá fora - não o lá fora do x-files, mas o lá fora das janelas de avião.
por exemplo, qdo eu chego de noite em manaus, com aquele bando de água lá embaixo, e as lâmpadas dos postes acesos, parece que é uma rede de luz flutuando.

fora que o sol aqui nunca toca o horizonte quando se põe.
ele se desfaz, se desmancha, se mistura com as nuvens antes disso.

a gente aprende muito com o tempo e com o céu.

sábado, 3 de julho de 2010

Brasiiiiiiil...? Really?

tá, vou falar de copa.
pero muy brevemente.

o paraguay jogou até os finalmentes. o chile também. e eu sou fã da argentina desde a copa américa que não ganhamos pq futebol é momento - pois é, pode tacar pedra, mas o brasil só jogou de verdade a final naquela copa américa.

fato é que só dei um jeito de parecer que tava torcendo pro brasil pq a comoção geral me fez acreditar que, se eu confessasse meus sentimentos, seria espancada.

quem acompanha futebol não deve ter botado muita fé na seleção canarinho...
eu modestamente acho que o brasil faz tempo que joga bola muito bem, mas futebol mesmo não joga nada. os talentos individuais não se conversam, e é tudo muito emocional - se o brasil começa tomando gol, di-fi-cil-mente se recupera e vira o jogo. se a gente faz um e o outro time vai lá e empata, parece que nada mais faz sentido, e cada jogador se recolhe com a bola e fica mordidinho e não presta nunca mais.

é por isso que teve tanta zebra na 1a fase.
porque os times de nações futebolisticamente emergentes têm a humildade real - e não a cantada pelo brasileiro e não seguida - de se preocuparem com esquema tático, de enxergarem para onde a bola deve ir, o que devem buscar, até sobre como resistir e continuar tentando, pq sabem que provavelmente vão tomar gol.
e hj, depois dessa manhã alvíssara, sou alemã desde a mais tenra infância.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

=(

aparentemente eu sou a outra.
muhammed já está casado com a InferNokia.
perdi que nem vi.

não podem me acusar de não ter feito o meu melhor para cobrir todos os possíveis setores de uma familiazinha feliz.
mas homem não lê nova ou marie claire.
homem não lê reportagens sobre como manter seu casamento, como não cair da rotina, ou sugestões de family bonding activities.

me peguei suspirando de saudade imaginária de duas situações.

a colega contou que chegou em casa e o marido tinha amarrado uma corda num balde, e tava arrastando a neném deles, da mesma idade do meu menino, pátio afora dentro do balde, e ela gargalhava. fora quando ele corre com eles no carrinho de compras do supermercado. e anda de bicicleta com eles - eles têm essa, e um que vai fazer dois anos, e a bicicleta tem uma cadeirinha na frente e uma atrás.

e outro colega declinou uma mudança de turno que ele esperava há um tempão - ele entrava a noite trabalhando, e tava desesperado para voltar para as manhãs - porque o enteado de cinco anos está de férias escolares e não teria com quem ficar, e ele que ficava só com o moleque até a hora do almoço.

muhammed chega esgotado.
não tem forças para criar uma boa lembrancinha de infância sequer.
o tempo que tá em casa tá no celular ou no notebook.

amo a empresa que eu trabalho, e uma das razões é pq ela não é uma louca possessiva.
mas pq eu não deixo ela se transformar em uma.
cheguei em casa, estou em casa, ora.

*sighs*
tá tudo errado.