e esse é o de terça.
sendo segunda feira na vida real, vou confessar uma coisa p vcs.
hj eu tenho casa, carro, marido e filho, tudo certinho. tudo dentro do programa. e foi muito muito bom conseguir tudo isso, é bom olhar e dizer, eu que fiz.
mas eu sinto uma inveja do fundo de minh'alma das pessoas que não precisaram correr.
que puderam esperar para descobrir o mundo, a si mesmas, o que gostavam de verdade.
que puderam estudar e fazer duas faculdades, tres cursos e intercâmbios totalmente não relacionados só pra ver qual é.
eu trabalhei desde cedo porque eu gosto muito de querer fazer uma coisa, ir lá e fazer. não é que eu goste de dinheiro, não gosto. gosto é de pegar a estrada e ir pra Cachoeira da Porteira, gosto de sandálias altas e coloridas, gosto de hidratantes cheirosinhos, de um computador porrada que aguente minhas músicas, de praia, de show, de dirigir cantando altao, de utensilios domesticos com design engracadinho. e nesse brasil pós-escambo, isso se faz com papel moeda, e papel moeda se consegue trabalhando. desde cedo. em qualquer coisa muito rapido.
mas eu queria mesmo era ser arqueologa.
e a empresa dos meus sonhos sempre foi a national geographic.
Adorei tudo que li aqui, adoro tua perspicácia, tua lógica, teus anseios de vôos maiores, tua consciência do quanto pode ir, e a sabedoria de esperar o momento certo pra tudo. E agora, essa poesia surpreendente, que te revela um pouco aos meus olhos de mãe, depois de um intervalo longo, em que passaste a ser uma trabalhadora competente, uma esposa dedicada ao magrelo do Thiago e agora, a mãe amorosa do Max, me dá essa alegria de participar dos teus pensamentos. Quisera poder ter te oferecido mais recursos pra desenvolver esse gerador, que é tua cabeça. "Você tem muito cérebro na cabeça, você tem muitos pés nos sapatos, você pode caminhar na direção que mais gostar..." Amo você, minha garota.
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