quinta-feira, 11 de março de 2010

CASA DE PALHA, DE MADEIRA, DE TIJOLOS

Eu vejo na tua raiva
as vezes em que era a minha
e eu disse coisas sem pensar
e já te perdôo agora
antes mesmo de parar de gritar

não é que não me atinja
eu só aprendi a filtrar
a gente faz um monte de barulho
pelo que vale a pena se brigar
e no meio do barulho
o que vale
está lá.


>> hoje eu estava conversando com a Colega sobre o quanto ela fica louca qdo tá com raiva, é engraçadão. A Colega é braaaba... já foi mais.

Duas pessoas conseguiram me tirar do sério depois de adulta, de me fazer ficar com raiva a ponto de eu desistir de evitar a briga, como eu normalmente faço, e partir pra cima. E a Colega foi uma delas. Foi FODA! Mas hoje eu a conheço bem, entendo e tudo, e quer saber?, gosto dela!! A mordidice e a tendência ao barraco eh o lado B natural de qualidades como firmeza de carater e uma vontade férrea de deixar tudo certinho. Todo mundo é assim, pacote completo. Num dá pra levar só as qualidades.
Por exemplo, hoje gosto muitíssimo da Colega.

Mohammed me tira do sério in a regular basis, mas esse eu comprei o pacote.
E olha que ele é meu oposto: se eu faço alguma grosseria, se sou escrota em algum nível ou falto com a pessoa - geralmente é num rompante ou numa negligência-, eu me arrependo quinze segundos depois e fico com a maior cara de cachorro. Ele não. Ele sustenta. Guarda rancor. Leva uns três dias p passar uma raiva.
FODA.
Mas compensa.

>> ah, sim, o título é uma referência à história dos três porquinhos, e o que quero dizer é que tem casa que não cai só porque o lobo quer soprar até derrubar.

Um comentário:

  1. se todo casal fosse totalmente certinho e perfeito, nao teria graça, até pq um tem ki aprender com o outro, entao tem ki ter as diferenças msm..
    gostei da referencia a historia dos 3 porquihos.. a base, a estrutura da casa, tem de ser planejadas com inteligencia, e desse jeito, nao caem como pensam..

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